Marcelo de Campos

Defesa

Menino Maury: o audio visual Tingui-Botó e o cinema de guerrilha.

Resumo

O presente estudo busca compreender o cinema indígena Tingui-Botó em Alagoas, apresentando a importância do audiovisual como ferramenta de resistência Indígena no Nordeste brasileiro. Para isso debruça-se sobre o Cinema de Guerrilha, definido pela ação política do cinema indígena no território, feito por indígenas da comunidade que cuidam do território, sabem acender fogueiras, fumar chandúca, pescar, dançar e cantar; trazendo a consistência autorizada de levar in loco a vontade de ser espelhada na unidade coletiva. O percurso do trabalho vai trilhar a história de retomada do cinema Tingui-Botó a partir do Coletivo audiovisual Tingui Filmes, narrando o percurso do coletivo e fazendo uma curadoria historiográfica de sua produção ao longo destes anos. Após esta trilha de retomadas e espelhamentos das lentes Tingui sobre seu povo, o trabalho escrito acompanha uma produção audiovisual que fala da vida dos jovens indígenas e seus embates na formação de identidade étnica Tingui, com o curta-metragem Menino Mauyri (10:00), que trata do desafio de entender e aceitar a própria identidade em meio à pressão de aceitação pela sociedade, que conta com uma equipe de realizadores indígena.

Palavras-chave

Identidade Étnica Indígena
Cinema Indígena
Resistência
Psicologia Social
Índios em Alagoas.

Membros da Banca

Saulo Luders Fernandes (Presidente)
UFAL
Antonio Cesar de Holanda Santos (Interno(a))
UFAL
Marina Tarnowski Fasanello (Externo(a) à Instituição)
ENSP
Informações da Sessão
Out 22
Data e Hora
Terça-feira, 14:00h
Candidato(a)
Marcelo de Campos
Local
videoconferência