Marcelo de Campos
Menino Maury: o audio visual Tingui-Botó e o cinema de guerrilha.
Resumo
O presente estudo busca compreender o cinema indígena Tingui-Botó em Alagoas, apresentando a importância do audiovisual como ferramenta de resistência Indígena no Nordeste brasileiro. Para isso debruça-se sobre o Cinema de Guerrilha, definido pela ação política do cinema indígena no território, feito por indígenas da comunidade que cuidam do território, sabem acender fogueiras, fumar chandúca, pescar, dançar e cantar; trazendo a consistência autorizada de levar in loco a vontade de ser espelhada na unidade coletiva. O percurso do trabalho vai trilhar a história de retomada do cinema Tingui-Botó a partir do Coletivo audiovisual Tingui Filmes, narrando o percurso do coletivo e fazendo uma curadoria historiográfica de sua produção ao longo destes anos. Após esta trilha de retomadas e espelhamentos das lentes Tingui sobre seu povo, o trabalho escrito acompanha uma produção audiovisual que fala da vida dos jovens indígenas e seus embates na formação de identidade étnica Tingui, com o curta-metragem Menino Mauyri (10:00), que trata do desafio de entender e aceitar a própria identidade em meio à pressão de aceitação pela sociedade, que conta com uma equipe de realizadores indígena.
