A inserção da Psicologia na atenção Primária em saúde.

Discente: Scheila Chagas Vieira / Orientador: Prof. Dr. Jefferson de Souza Bernardes.

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                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE PSICOLOGIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA

SCHEILA CHAGAS VIEIRA

A INSERÇÃO DA PSICOLOGIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE

Maceió-AL
2014

SCHEILA CHAGAS VIEIRA

A INSERÇÃO DA PSICOLOGIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE

Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de
Pós-Graduação em Psicologia da Universidade
Federal de Alagoas, como requisito parcial para a
obtenção do título de Mestra em Psicologia.
Orientador: Prof. Dr. Jefferson de Souza Bernardes.

Maceió
2014

Catalogação na fonte
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
Biblioteca Central
Divisão de Tratamento Técnico
Bibliotecária Responsável: Helena Cristina do Vale Pimentel
V657i

Vieira, Scheila Chagas.
A inserção da psicologia na atenção primária em saúde / Scheila Chagas Vieira.
– Maceió, 2014.
113 f. : il.
Orientador: Jefferson de Souza Bernardes.
Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal de Alagoas.
Instituto de Psicologia. Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Maceió, 2014.
Bibliografia: f. 85-90.
Apêndices: f. 91-111.
1. Psicologia social. 2. Atenção primária à saúde. 3. Brasil – Sistema Único de
Saúde. 4. Saúde coletiva. I. Título.

CDU: 151.9:316.6(81)

Aos Usuários, Trabalhadores, Gestores e
Pesquisadores do Sistema Único De Saúde.

AGRADECIMENTOS

Escrever nossos agradecimentos não é uma tarefa simples. Agradecer, nesse instante,
significa lembrar dos acontecimentos que atravessaram nossa vida durante esses dois anos de
trabalho.
Antes de elencar as pessoas que fizeram parte dessa história, é imprescindível
agradecer a Deus, força criadora da vida, por todas as oportunidades que me tem concedido; e
ao mestre Jesus, irmão presente e amigo de todas as horas.
Percorremos, com certeza, um caminho preenchido por eventos de contentamento, de
surpresas, ansiedade, dúvidas, descobertas... Encontramos pessoas, construímos novos laços
de afeto, descobrimos outros discursos, novas referências de vida; Compartilhamos nossas
experiências com pessoas que nos acrescentaram sua ternura e pelas quais temos sentimento
de gratidão.
Aos meus pais, José Maria e Salete, por me dedicarem a vida; agradeço
profundamente todos os recursos proporcionados, sempre envolvidos pelo sentimento de
amor;
Aos meus avós Bento e Nilda, pelo grande contributo do afeto e estímulos na minha
educação e formação;
Ao meu esposo Wictor, pelo amor revelado em sua cumplicidade e por ser o meu
maior incentivador e fonte inspiradora; tenho em ti a realização de nunca me sentir sozinha
nas minhas decisões;
Aos meus irmãos Fabyano e Flávia, por serem presenças constantes de cuidado,
alegria e carinho;
Aos meus cunhados, Daniel, pelas contribuições, força e exemplo de disciplina; e
Liliana, por ser referência de serenidade e leveza;

Ao meu orientador, Jefferson de Souza Bernardes, pelo cuidado e respeito com que me
recebeu no Mestrado, e por ter sido um facilitador de espaços muito importantes para minha
formação;
Aos professores Benedito Medrado (UFPE), e Maria Auxiliadora Teixeira Ribeiro
(UFAL) pelas contribuições no seminário de qualificação;
À professora Monica Lima de Jesus (UFBA), pela disponibilidade e interesse de
compor e participar da minha banca de defesa;
Ao Grupo de pesquisa Psicologia e Saúde, pelo espaço de descobertas e pela
convivência leve e afetuosa; agradeço a alegria das novas amizades e contribuições: Larissa
Daniela; Rafaela Mendonça; Renata Guerda; Laís Dâmaso; Fabíola Brandão; Luciano
Bairros;
As amigas de turma, Alessandra Cansanção; Josilene Santos; Graciele Faustino e
Bruna Diniz pelos gestos de carinho e disponibilidade;
As amigas de sempre, Bianca Teotônio; Jacqueline Cockenpot; Marilúcia; Laura; por
todos os abraços e palavras de incentivo;
À associação Espírita Nosso Lar, pelo valoroso contributo que nos tem prestado na
nossa formação como pessoa, e pelo ambiente produtivo de trabalho;
Ao Lar São Domingos, pela disponibilidade de nos conceder seus espaços físicos e a
sua energia produtiva para o III Encontro Regional Norte e Nordeste da ABRAPSO, espaço
que contribuiu intensamente nas discussões e produções de trabalhos na Psicologia Social;
muitos deles vinculados ao curso e ao programa de Pós-graduação de Psicologia da
Universidade Federal de Alagoas;
À CAPES e à FAPEAL pelo financiamento da pesquisa, e por terem sido parceiras no
desenvolvimento científico do Estado de Alagoas.

“Ninguém caminha sem aprender o caminhar,
sem aprender a fazer o caminho caminhado,
refazendo e retocando o sonho pelo qual se
pôs a caminhar”
Paulo Freire

RESUMO

O desenvolvimento da Política de saúde pública no Brasil tem, no seu desenho, a superação
gradual de modelos de atenção verticalizados e baseados no uso de tecnologias, em padrões
de atendimento e atenção que se direcionam para perspectivas desenvolvimentistas, focadas
na integração e planejamento das ações em saúde. O Sistema Único de Saúde (SUS) é
resultado da processualidade desses eventos e modelo de expressão da conquista popular. Traz
no seu bojo o aprimoramento da Atenção Primária em Saúde, normatizada como eixo
alicerçador do funcionamento de todo o sistema. Nessa conjuntura, a Psicologia tem
demarcado sua força de trabalho, sendo a sua inserção um evento problematizado pelas
formas como se orientam suas práticas. Localizamos nossa pesquisa no espaço dessas
problematizações, com o objetivo de estudar a Performatividade da Psicologia, a partir dessas
institucionalizações: SUS e Atenção Primária em Saúde. Amparamos nosso estudo na
perspectiva da Psicologia Social crítica, associada à abordagem das práticas Discursivas e
Produção de Sentidos, que concebe conhecimento como uma construção socialmente
compartilhada e mediada pelas interações do cotidiano. Temos, como fundamento
epistemológico nessas abordagens, o Construcionismo Social. A produção da pesquisa se deu
pela interação com documentos de domínio público, especificamente textos e produções
acadêmicas. Buscou-se apreender com a metodologia a emergência e a estabilidade das
questões que envolvem as inserções da Psicologia na Atenção Primária em Saúde. Realizamos
pesquisa em Bases de Dados online, definida pelos descritores: “Atenção Primária” e
“Psicologia”. A análise foi realizada a partir da estipulação de três tempos históricos: período
anterior à regulamentação do SUS, período entre a instituição do SUS e a regulamentação da
política de Atenção Primária em 2006, e períodos posteriores. O roteiro balizado para análise
das referências envolveu três questões: inserções e práticas na Atenção Primária, conceitos de
saúde implicados, e produções ou concepções das linhas de cuidado. Conclui-se que os
posicionamentos circulantes na Psicologia, nesse espaço de trabalho, são distribuídos por
movimentos de aproximação e afastamento das concepções normatizadas pela política de
Atenção Primária.

Palavras Chave: Psicologia. Atenção Primária em Saúde. Sistema Único de Saúde.

ABSTRACT

The development of the public health policy in Brazil has in its outline, a gradual overcoming
of models of vertical atentions, which are aimed to developmentist perspectives, focused on
the integration and planning of the actions in health. The Unified Health System (hereby SUS)
is the result of the procedure of these events as well a model of expression of a popular gain.
It brings in its midst the improving of the Primary Healthcare, regulated as the strengthened
axis of the functioning of all health system. In the current conditions, Psychology has carved
its work force, being its insertion an event problematized by the ways the practices are
oriented.We situated our research in the space of these problematizations, aiming to study the
Psychology Performativity, from these institutionalisations: SUS and Primary Healthcare. We
based our study in the perspective of the Critical Social Psychology, associated to the
approaching of the Discursive Practices and Meaning Production, which conceive
knowledgment as a construction socially shared and mediated by the interactions of the daily
life. We have as epistemological fundament in these approachings, the Social
Constructionism. The production of the research has been carried out by the interaction with
public domain documents, especially academic texts and productions. We pursued to learn
with this methodology the emergency and stability of the questions that involve the insertions
of the Psychology in the Primary Healthcare. We have accomplished a research in online
database, stated by the descriptors: “Primary Healthcare” and “Psychology”. The analysis was
performed from the provision of three historic times: the period before the regulation of the
SUS, the period between the institution of the SUS, and the regulation of the Primary
Healthcare Policy, in 2006, and time afterwards. The conclusion is that the circulating
positions in Psychology, in this workspace, are distributed by movements of approaching and
departure of the conceptions regulated by the Primary Healthcare Policy.

Key words: Psychology. Primary Healthcare. Unified Health System.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Comparação das concepções de Atenção Primária em Saúde

27

Figura 2 – Comparações entre Sistema Fragmentado e Rede de Atenção à Saúde 31

LISTA DE QUADROS

Quadro 1 – Conjuntos temáticos até 1990

54

Quadro 2 – Conjuntos temáticos de 1991 a 2006

60

Quadro 3 – Conjuntos temáticos de 2007 a 2012

67

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Descritores APS e Psicologia

48

Tabela 2 – Referências Brasileiras

50

Tabela 3 – Referências Localizadas

53

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

AIS

Ações Integradas em Saúde

BVS

Biblioteca Virtual em Saúde

CAPES

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

CAPS

Caixas de Aposentadorias e Pensões

DeCS

Descritores de Ciências da Saúde

ESF

Estratégia de Saúde da Família

IAPS

Instituto de Aposentadorias e Pensões

INAMPS Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (substituído pelo
INPS em 1974)
INPS

Instituto Nacional de Previdência Social

MDS

Mistério do Desenvolvimento Social (MDS)

Medline

Medical Literature Analysis and Retrievel System Online / Sistema Online de
Busca e Análise de Literatura Médica

MeSH

Medical Subject Headings

MS

Ministério da Saúde

OMS

Organização Mundial da Saúde

PIBIC

Programa de Iniciação Científica

PPC

Propostas Pedagógicas dos Cursos

PubMed

É um recurso gratuito desenvolvido e mantido pela Biblioteca Nacional de
Medicina (NLM®) dos Estados Unidos que permite acesso a um banco de dados
gratuito com as citações, resumos e artigos inteiros fornecidos pelo MEDLINE

SESP

Serviço Especial de Saúde

SUS

Sistema Único de Saúde

UBS

Unidade Básica de Saúde

UNICEF

United Nations Children's Fund / Fundo das Nações Unidas para a Infância

USP

Universidade de São Paulo

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO.......................................................................................................... 16

1.1

Objetivos..................................................................................................................... 21

1.1.1 Objetivo Geral.............................................................................................................. 21
1.1.2 Objetivos Específicos................................................................................................... 21
22

2

SOBRE POLÍTICAS DE SAÚDE, SUS E ATENÇÃO PRIMÁRIA....................

2.1

Políticas de Saúde e Sistema Único de Saúde – SUS............................................... 22

2.2

Atenção Primária em Saúde ...................................................................................... 25

3

SAÚDE, PSICOLOGIA E ATENÇÃO PRIMÁRIA – DE QUAIS PRÁTICAS
ESTAMOS FALANDO?...........................................................................................

33

3.1

SUS E APS – Sistema e Política que convocam a Psicologia a mudanças............. 36

4

CONTEXTUALIZAÇÃO DA PESQUISA .............................................................. 37

5

A PRODUÇÃO DO CAMPO .................................................................................... 42

6

PERCURSOS METODOLÓGICOS ........................................................................ 46

6.1

Pesquisa nas Bases de Dados ..................................................................................... 46

6.2

Operando as Bases de Dados .................................................................................... 47

6.3

Primeira estratégia de visibilidade: A Construção da Tabela...............................

6.4

Segunda Estratégia de Visibilidade: Construindo Roteiros para o Diálogo com

48

as referências.............................................................................................................. 52
7

ESTUDO E DISCUSSÃO A PARTIR DAS PUBLICAÇÕES............................... 53

7.1

Primeiro tempo – Referências identificadas, publicadas até 1990......................... 54

7.2

Segundo Tempo – Referências identificadas, publicadas de 1991 a 2006............. 59

7.3

Terceiro tempo – Referências Publicadas de 2007 a 2011...................................... 66

8

CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................... 80
REFERÊNCIAS......................................................................................................... 85
APÊNDICE................................................................................................................. 91

16

1

INTRODUÇÃO
Esta dissertação foi produzida para o processo de conclusão do nosso trajeto de

formação, nesse instante vinculado ao Mestrado de Psicologia (Programa de Pós-graduação
associado à Universidade Federal de Alagoas - UFAL) e ao grupo de pesquisa em Psicologia
Discursiva, que pertence a Linha de Pesquisa: “Saúde, Clínica e Práticas Psicológicas”.
Ela parte de interesses situados ao longo da nossa história como graduanda e
profissional de Psicologia, pelo andamento das construções e atualizações da Política Pública
de Saúde SUS (modelo universal que garante assistência a qualquer cidadão brasileiro); a qual
entendemos como expressão “de potência” na consolidação de modelos de sociedade mais
próximos da igualdade entre seus membros.
Interessam-nos os processos, ainda recentes, de inserção da Psicologia como força de
trabalho nesse novo ambiente de assistência, forjados pelo reconhecimento Constitucional da
Saúde como direito e que, por sua vez, modifica o plano de envolvimento dos cidadãos no
SUS, permitindo, pelo princípio da descentralização do Poder, que qualquer pessoa participe
das Políticas Públicas.
Encaramos os eixos da atual composição política parâmetros para que repensemos
nossas práticas, uma vez que, tradicionalmente, nossa formação (principalmente a partir dos
anos 1960) é tida como profissão liberal, calcada no modelo médico. Compreendemos que
esse é um modelo que está aquém do que se tem definido politicamente no campo da saúde
mental, onde se requisita um perfil profissional avaliador e propositor de políticas públicas
(PROENÇA, 2010).
O marco da assistência à saúde no Brasil são as reformulações constitucionais que
contemplaram concepções mais amplas de saúde. A saúde passa a ser significada como direito
de todos e dever do Estado, garantia da Constituição Brasileira de 1988, materializada a partir
das propostas da VIII Conferência Nacional de Saúde em 1986.
Como consequência desse processo surge, em 1990, a regulamentação da nova Política
Pública de Saúde, concretizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), Lei 8.080/901 1 Lei n. 8.080 de 19 de setembro de 1990 - Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e
recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras
providências.

17

endossada pelos princípios da universalidade, equidade, integralidade, regionalização e
participação social.
Mediante as novas configurações políticas, o SUS estabelece suas normatizações e
estratégias, determinando a organização da assistência à saúde. Apresenta uma hierarquização
de serviços de atenção, em diferentes níveis de complexidade, tendo como porta de entrada do
sistema a Atenção Primária, que consolidou e qualificou a Estratégia de Saúde da Família
como o centro norteador das redes de atenção à saúde no país (BRASIL, 2003).
O SUS como política de Estado e a definição da Atenção Primária à Saúde (APS)
como ordenadora do sistema de saúde2 são questões centrais para movimentos e
possibilidades da Psicologia inserir-se de forma articulada com a saúde e romper com lógicas
hegemônicas em suas práticas profissionais.
Esses dois eventos trazem a necessidade de transformar práticas essencialistas
(vinculadas, principalmente, ao conceito de indivíduo) em práticas que compreendam a noção
de sujeito sócio-histórico e cultural (relação de sujeito e território), articulando clínica e
política (BENEVIDES, 2005).
A Atenção Primária em Saúde (APS) caracteriza-se como nível de atenção que
focaliza as práticas de promoção à saúde, objetivando ações integradas de distintas
disciplinas, vislumbrando maior acesso da população, não somente à reabilitação de doenças,
mas também a intervenções que privilegiem a constante interação do ser humano com seu
meio (SOARES, 2005).
De acordo com Borges e Cardoso (2005), o perfil organizativo da APS engloba as
funções de promoção, prevenção e atenção em saúde e os princípios de Longitudinalidade
(promover atenção longitudinal por meio do cuidado e do vínculo); Coordenação (orientação
da equipe); Orientação comunitária e Orientação familiar.
A Atenção Primária em Saúde (APS) tem como princípios básicos: a acessibilidade
(possibilitar a oferta de vários tipos de serviços tendo uma proximidade geográfica com as
comunidades); a abrangência (oferecer amplas ações no cuidado à saúde, sem distinção de
2 Portaria n. 648/GM de 28 de março de 2006- Aprova a Política Nacional de Atenção Básica,
estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para o Programa
Saúde da Família (PSF), e o Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS).

18

grupos específicos); a coordenação (estratégias de ações baseadas em um sistema de
informação e avaliação das ações realizadas); a continuidade (desenvolver, ao longo do
tempo, uma relação com a comunidade, possibilitando promoção mais consistente e de longo
prazo); e a responsabilidade (interação constante com a comunidade, disponibilizando
esclarecimentos sobre o trabalho da equipe e discutir junto às populações as formas mais
adequadas de atuação) (RONZANI; RODRIGUES, 2006).
O SUS apresenta em sua composição um conceito de saúde que não mais restringe o
atendimento ao simples assistencialismo médico, pois incorpora outras questões para lidar
com as necessidades humanas. Estão disponíveis nos seus regimentos, após luta perpetrada
pelo Movimento Sanitarista, compreensão ampliada de saúde e de seus determinantes sociais
(MATTOS, 2009); assim como facilitar e orientar a população a respeito do amplo acesso a
bens e serviços, necessários ao seu bem estar e desenvolvimento (GALLO, 2006).Temos
então definidos na estrutura do SUS,elementos pontuais para a desconstrução das dinâmicas
tradicionais de atuação da Psicologia.
Vários autores, por exemplo, Dimenstein (1998) e Spink (2003), apresentam a
importância de esforços mobilizados no sentido de se alcançar cada vez mais os desafios da
Psicologia nesse campo de trabalho, e o compromisso em construir possibilidades que
dialoguem com as propostas Políticas de Saúde Pública e Coletiva.
Dimenstein (1998) argumenta que, mesmo ocorrendo pontos favoráveis e decisivos
para a inserção da Psicologia na Atenção Primária em Saúde, existem situações críticas em
relação aos modos do fazer psi estruturando possíveis descompassos entre as demandas e as
necessidades de atendimento psicológico no serviço público. A autora sugere a existência de
cuidados para a não transposição direta dos modelos hegemônicos e tradicionais da clínica
psicológica para a Saúde Pública, evitando que se formate uma prática inadequada e
descontextualizada, com repercussões ao nível da eficácia do atendimento prestado às
populações. Reforça, então, que os serviços públicos de saúde requerem novas competências e
habilidades dos profissionais.
Simultaneamente ao acesso a produções (visitadas no tempo da especialização Lato
Sensu) que contemplavam discussões sobre a organização de novos formatos políticos para a
saúde, e a inserção da Psicologia na Atenção Primária, experimentamos inquietações que
eram construídas na própria vivência profissional.

19

A partir da experiência de trabalho em um serviço público de saúde (especificamente
em um Centro de Atenção Psicossocial no sertão alagoano), percebemos que muitas questões
trazidas, em termos de necessidades dos usuários do serviço, estavam vinculadas à assistência
prestada pela Atenção Primária nas Unidades Básicas ou em Unidades de Saúde da Família. A
recorrência dessas situações suscitou em nós um interesse crescente por esse tipo de
assistência.
Trabalhávamos em um CAPS vizinho a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e, por
isso, conjuntamente à equipe, íamos à Unidade com o intuito de conversar sobre
possibilidades de articulações entre os serviços. Todas as tentativas seguiram frustradas. O
funcionamento da UBS seguia a lógica ambulatorial de atendimentos com horários marcados
para uma demanda espontânea (GOMES; PINHEIRO, 2005) (sem organização dos fluxos e
prioridades de atendimento), demarcada pela inexistência de intervenções fora dos muros do
estabelecimento, sem comunicação com outros espaços do território e outros serviços de
saúde.
Durante as tentativas de diálogo entre os serviços, foram elaborados projetos para o
estabelecimento de novas rotinas e formas de organização do trabalho, rompendo com o
modelo biomédico. Era visível a distância entre as demandas das Unidades de Saúde e as
derivadas das necessidades da população.
Essas experiências nos motivaram dúvidas: por que não conseguimos conversar? Por
que essa política não consegue acontecer? Partimos desses quesitos e construímos o
subsequente problema de pesquisa: Quais são as práticas da Psicologia em suas inserções na
Atenção Primária em Saúde?
Com base em nossas perguntas, tivemos como objetivo dessa pesquisa - buscar a partir
da constituição do Sistema Único de Saúde (SUS – Lei n. 8.080 de 19 de setembro de 1990) e
da ordenação da Atenção Primária em Saúde (APS – Portaria n. 648/GM de 28 de março de
2006) como norteadora desse sistema - estudar como a Psicologia vem sendo performada na
produção acadêmica brasileira. Demarcando esses dois momentos, dilatamos nossos objetivos
para identificar possibilidades das práticas da Psicologia em suas inserções na APS.
Assim, em relação à Psicologia, o que a modifica a partir desses episódios? O que
permanece? Quais mudanças têm sido produzidas a partir das transformações do Sistema

20

Público de Saúde e da constituição do SUS? Quais mudanças foram sendo produzidas a partir
da definição da Atenção Primária em saúde como a organizadora do sistema? Ao buscarmos
respostas para essas perguntas, idealizamos apreender das referências quais são as inserções e
práticas da Psicologia, quais os conceitos de saúde implicados nessas práticas, assim como
quais as produções ou concepções das linhas de cuidado existentes.
Performatividade aqui é compreendida a partir da obra de Austin (1971), em que
performatividade adquire estatuto único ao ser analisada no interior dos estudos da
linguagem. A Teoria dos Atos de Fala austiniana argumenta que a fala é uma ação, portanto, a
realidade é performada pela linguagem. As afirmações realizadas por meio da fala não só
dizem algo do mundo, mas, literalmente, produzem o mundo (AUSTIN, 1971).
Apresentamos no primeiro capítulo uma breve sequência das circunstâncias históricas
do plano de assistência à saúde no Brasil, procurando demarcar quais aspectos estiveram
envolvidos com o desgaste dos modelos concebidos até a chegada do ano de 1970, ano que
define a intensificação do movimento sanitarista como fato anunciador da conquista do
Sistema único de Saúde (SUS). Apresentamos em seguida as redefinições dos modelos de
atenção que qualificaram a Atenção Primária como articuladora da rede de saúde, procurando
compreender como surge a concepção desse tipo de assistência, seus formatos distintos e a
reconfiguração de seu perfil organizativo a partir da prescrição do SUS, que dispõe o
Programa de Saúde da Família como seu elemento regulador.
No segundo capítulo procuramos apresentar como se dá a inserção da Psicologia no
campo da saúde, seus modelos e referenciais de trabalho; e os desafios que são lançados à
Psicologia a partir dos contextos sociopolíticos que começam a propor maiores mudanças na
década de 1980.
No terceiro capítulo contextualizamos nosso trabalho no interior das Práticas
Discursivas e Produção de Sentidos que é, para nós, fundamento teórico-metodológico
(SPINK, 1999), perspectiva que focaliza o estudo da linguagem em uso. Trazemos dessa
abordagem como recurso central, o conceito de performatividade.
Para o capítulo quatro apresentamos uma discussão sobre a produção do campo de
pesquisa deduzida pelas considerações do autor Peter Spink (2003), que norteia campo pela
conversa com textos, documentos, pessoas... e não como um lugar específico.

21

No capítulo quinto apresentamos nosso percurso metodológico, formalizado pelo
estudo bibliográfico em três bases de dados: Portal de Periódicos da CAPES, Biblioteca
Virtual em Saúde e Bibliotecas da USP.
No sexto capítulo estão colocadas as análises e discussões das referências encontradas,
distribuídas a partir da organização em três tempos distintos: a) referências encontradas com
data até 1990; b) referências encontradas com publicação entre 1991 e 2006; e c) referências
encontradas com data de publicação após 2006.
Concluímos o trabalho trazendo no sétimo capítulo nossas considerações finais.
1.1 Objetivos
Foram estipulados para a pesquisa os seguintes objetivos:
1.1.1 Objetivo Geral
 Compreender como a Psicologia é performada na produção acadêmica
brasileira, a partir da constituição do SUS e da Atenção Primária em saúde
como ordenadora do sistema.
1.1.2 Objetivos Específicos
 Analisar como a constituição do SUS está relacionada à inserção da Psicologia
na saúde pública.
 Analisar como a definição da APS como ordenadora do sistema de saúde está
relacionada à inserção da Psicologia na saúde pública.
 Identificar as possibilidades das práticas profissionais da Psicologia a partir de
suas inserções na Atenção primária em Saúde.

22

2

SOBRE POLÍTICAS DE SAÚDE, SUS E ATENÇÃO PRIMÁRIA

2.1

Políticas de Saúde e Sistema Único de Saúde - SUS
O Brasil passou por longo período de organizações e reestruturações para que a

Atenção à Saúde Pública conseguisse se estruturar. Identificamos diversos momentos e seus
respectivos modelos organizativos.
Partindo do início do Brasil República, encontramos como modelo de assistência à
saúde uma lógica de controle higienista, estabelecida como estratégia de combate às
epidemias que ocorriam no país. A atuação de técnicos em saúde e guardas sanitários
transformou-se em uma política de saúde voltada para os interesses econômicos da atividade
agroexportadora (SILVA JÚNIOR; ALVES, 2007).
Na década de 1920, inicia-se processo crescente de industrialização no Brasil que
ocasiona o aumento da classe de trabalhadores. Devido a esse momento, acontece a primeira
organização de serviços de saúde formatada pela Seguridade Social, denominada Caixas de
Aposentadoria e Pensão (CAPS). A articulação das “Caixas” não era, porém, uma conduta
voltada para as necessidades dos trabalhadores, era um mecanismo político de evitação e
controle de possíveis reivindicações e exigências trabalhistas (SILVA JÚNIOR; ALVES,
2007; SPINK; MATTA, 2007).
São ampliadas, a partir dos direcionamentos políticos ocorridos em função da
sustentabilidade dos interesses econômicos industriais, atitudes e formas mais permanentes de
assistência para intervir de modo mais rotineiro às questões relacionadas à saúde. Temos então
na década de 1930, a criação de programas voltados para: vacinação, pré-natal, puericultura,
tuberculose, entre outros, desenvolvidos em postos e centros de saúde (SILVA JÚNIOR;
ALVES, 2007).
A década de 1930 formata um modelo que divide a assistência em dois seguimentos:
redes estaduais de saúde voltadas para os seguimentos pobres da população; e cuidados
privados em consultórios médicos para a população abastada. Nessa década ocorre a
transformação das CAPS em Instituto de Aposentadorias e Pensões (IAPS), devido a uma
organização vertical, distribuída em função das categorias profissionais. Os institutos
organizavam redes de ambulatórios e hospitais, de acordo com o setor de produção,

23

formalizados para uma assistência voltada para a recuperação das forças de trabalho (SPINK;
MATTA, 2007; SILVA JÚNIOR; ALVES, 2007).
As formas de organização política para a saúde, assim como as noções de saúde
instituídas no Brasil, desde as décadas de 1920 e 1930, são caracterizadas pelo modelo
biologicista, organizado a partir de estruturas de atendimentos individualizados, assistidos
pela concepção das especialidades médicas e pelo crescente uso de tecnologias (SPINK;
MATTA, 2007; SILVA JÚNIOR, ALVES, 2007).
O curso das formas estabelecidas para articulação da assistência previdenciária nos
anos 1940 e 1950, acontece dando prosseguimento às formas instituídas nas décadas
anteriores e funcionando a partir de modelo voltado para assistência à doença. Em 1964, com
a instauração do governo militar, a assistência previdenciária é unificada, modificada para
Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), porém, não garantindo avanços em
resoluções diferentes das formas concebidas anteriormente (SILVA JÚNIOR; ALVES, 2007).
As abordagens de trabalhos voltados para a saúde seguiram dinamizadas a partir de
modelos que desconsideravam as implicações dos aspectos sociais e culturais presentes nas
ordenações dos processos de saúde-doença, e ainda mantinham as divisões entre assistência
pública e privada, de forma a não ser a saúde coletiva o foco das políticas de saúde.
Verificamos que tais condições apresentam um estado de permanência e intensificação
até meados dos anos 1970, com expansão do setor privado e alto consumo de equipamentos e
medicamentos. Período em que as evidências das inadequações dos modelos instituídos
tornam-se elementos importantes para o início dos movimentos de democratização da saúde
(PAIM, 1992).
Demarcando o instante em que a crise e críticas ao modelo hegemônico se tornaram
mais presentes, identificamos, no final dos anos 1970, um momento político e econômico
apresentando saturação das formas do governo militar, provocando eventos de mobilizações
sociais em favor do processo de redemocratização do país, o que deu força para o Movimento
Sanitário (SPINK; MATTA, 2007). Segundo Paim (1992), o projeto da Reforma Sanitária foi
gerado na luta contra o autoritarismo e em defesa da ampliação dos direitos.
De acordo com Dimenstein (1998), o movimento sanitarista (movimento em prol da
mudança do modelo assistencial de saúde) teve papel fundamental nos processos de

24

reordenação da política de saúde brasileira. Sendo seus objetivos pautados na conquista de
saúde para toda a população, propôs reformas nas políticas e práticas de saúde, por meio da
participação ativa no processo de reformulação/implementação de um novo sistema nacional
de saúde. O Movimento Sanitário procurou ratificar as relações entre saúde e sociedade e
disseminar a consciência sanitária na população.
Os esforços por condições igualitárias e universalização da saúde se tornam
crescentes. Passam a existir grupos que fazem frente de discussões, organizando dispositivos
estratégicos, como encontros e produção de publicações, agregando, logo em seguida, o saber
acadêmico no processo de debates sobre formas e possibilidades para um novo sistema de
saúde (SPINK; MATTA, 2007).
A produção de debates e trabalhos rendeu frutos importantes. Medidas foram sendo
estabelecidas (final da década de 1970, década de 1980) em tentativas de melhorar a política
de saúde, em meio a propostas e alternativas que objetivavam organizar a assistência, uma vez
que não havia mais espaços para as condições de baixa resolutividade dos procedimentos e a
má utilização de recursos (sistema oneroso).
Fizeram parte das sistematizações de reposicionamento assistencial à saúde, as
concepções de promoção, proteção e recuperação da saúde, participação comunitária, ideias
de regionalização e hierarquização dos serviços, e ainda princípios como universalização,
descentralização e integração dos serviços de saúde (DIMENSTEIN, 1998; SPINK; MATTA,
2007).
Nesse ponto, estavam ordenados os processos de construção do SUS, ou seja, davamse passos para novas perspectivas. Em 1986, é então realizada a VIII Conferência Nacional de
Saúde, que definiu as bases da Reforma Sanitária, sendo as diretrizes discutidas,
transformadas no artigo 196 da Constituição de 1988. Tendo base no texto da Constituição, é
aprovada a Lei 8.080/1990 - lei de implantação do Sistema Único de Saúde (SUS)
(DIMENSTEIN, 1998; SPINK; MATTA, 2007; SILVA JÚNIOR; ALVES, 2007).
Importante relacionar as Conferências anteriores que fizeram parte desse histórico, a
saber, da primeira, em 1941, realizada antes da criação do Ministério da Saúde (MS) (tendo
como principal tema essa criação); a segunda, em 1950, ainda debatendo prioritariamente
sobre a criação do MS; a terceira, em 1963, tendo como foco a elaboração de um Plano

25

Nacional de Saúde para a União, os Estados e os Municípios, marcada pelo surgimento de
movimentos democráticos pela saúde e discussões dos problemas sanitários brasileiros. E, por
último, as que ocorreram nos anos 1966, 1975, 1977 e 1980, em plena Ditadura Militar,
conhecidas como “tímidas” no contexto histórico da saúde no Brasil (CONSELHO
FEDERAL DE FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL, 2007).
O SUS estabelece suas normatizações e estratégias, determinando a organização da
assistência. Inicialmente, encontramos serviços hierarquizados em diferentes níveis de
complexidade, tendo como ponto de partida, na sua organização, a Atenção Básica- porta de
entrada preferencial das ações em saúde, que consolidou e qualificou a Estratégia Saúde da
Família como o centro norteador das redes de atenção à saúde no SUS (BRASIL, 2003).
Atualmente, a forma de organização dos diferentes tipos de atenção é concebida como:
Atenção Primária, Secundária e Terciária, tendo uma lógica compreendida em forma de rede e
não mais em níveis ou camadas (Atenção Básica, Média e Alta Complexidade)
(BERNARDES, 2012).
Após o processo de implantação do SUS, o que se verifica é um movimento contínuo
de transformações no Brasil, fator que convoca a consolidação de uma política pública
democrática e redutora das desigualdades sociais. Para constituir-se política efetiva de
transformação social, o SUS tem procurado engajamento para o fortalecimento de seus
princípios, articulando estratégias para melhorar a atenção e os processos de gestão em saúde
(DIMENSTEIN; MACEDO, 2007).
2.2

Atenção Primária em Saúde
Os princípios e diretrizes concernentes à APS tem se configurado, ao longo da história,

como uma estratégia organizativa do Sistema de Saúde, visando atender a saúde das
populações. A APS é reconhecida internacionalmente pela sistematização, regionalização e
articulação de posturas preventivas e curativas, orientadas à saúde, tanto individual, quanto
coletiva. Tais aspectos, segundo Matta e Morosini (2009), endossam a ideia central das
concepções que se convencionou identificar como APS.
Historicamente falando, a Atenção Primária em Saúde e a discussão de sua lógica
específica de cuidado, não parte do movimento de estabelecimento do Sistema Único de
Saúde – SUS. Iremos encontrar as primeiras questões de cuidado em APS na década de 1920,

26

vinculada ao relatório de Dawson – documento da política Inglesa de saúde, que objetivava
contrapor-se ao Modelo Flexineriano, um modelo eminentemente curativo. A questão central
do documento circulava em torno de críticas aos elevados custos na saúde, paradoxalmente
relacionados ao problema da baixa resolutividade. A lógica de atenção do modelo criticado
articulava-se através do cuidado individualizado, fruto do reducionismo biológico. (MATTA;
MOROSINI, 2009).
O posicionamento do governo inglês em articular de maneira mais coerente a sua
política foi referência aos demais Sistemas de Saúde no mundo. Tal movimento buscou
encontrar quais características seriam indispensáveis à concepção de Atenção Primária em
Saúde. Starfeild (2002) explica que as evidências da postura inglesa já apontavam para uma
concepção de APS baseada na regionalização (contemplar as necessidades de cada região) e
na integralidade (ações simultâneas de prevenção e cura).
Outro momento importante que discutiu a organização dessa concepção assistencial
ocorreu no final da década de 1970, em Alma-Ata (Cazaquistão), envolvendo a Organização
Mundial da Saúde (OMS) e o fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), realizado
na I Conferência Internacional sobre cuidados primários de saúde. A meta estabelecida pelos
134 países membros encontrava-se baseada na implementação das políticas de APS e estava
circunscrita no objetivo/lema: alcance do maior nível possível de saúde, até o ano 2000.3
(MATTA; MOROSINI, 2009).
Mesmo sem a efetivação das metas de Alma-Ata, a Conferência foi ponto fundamental
de referência para o conjunto de reformas sanitárias em diversos países, nas décadas de 1980
e 1990 (MATTA; MOROSINI, 2009).
Bárbara Starfield (2002) esclarece que os princípios discutidos em Alma-Alta,
definiram Atenção Primária em saúde como uma política voltada às “necessidades das
pessoas/populações,” em condição permanente de “proximidade”; visando equidade e justiça
social, conceito ampliado de saúde e auto-responsabilidade. Esses princípios foram sendo
estabelecidos em muitos países industrializados, apenas como uma política de serviços
“acessíveis” para populações carentes.

3 O conceito formalizado em consenso mundial pela OMS tinha como propósitos: difundir a
integração dos serviços locais nos sistemas de saúde; a participação; a necessidade de ações
Intersetoriais; e a relação da saúde com o desenvolvimento econômico e social. (CONILL, 2008).

27

Estabelecidas as discussões de nível mundial, o desenvolvimento das concepções em
torno da APS tomou rumos distintos entre os países. Os modelos assistenciais não
representaram um movimento uníssono de estruturas e formas concebidas (CONILL, 2008;
STARFIELD, 2002).
Embora os conceitos de Atenção Primária à Saúde tenham sido aplicados em muitos
países, há discordâncias a respeito da extensão na qual eles são aplicáveis nas nações
industrializadas (KAPRIO apud STARFIELD, 2002).
Nos diversos países-membros da Conferência, avanços e recuos caracterizaram as
metas definidas em Alma-Ata. Nesse contexto, existiram basicamente dois entendimentos
acerca da Atenção Primária: primeiro, compreendendo Atenção Primária como serviços
acessíveis, com maior parte de atividades centradas no controle de doenças endêmicas;
fornecimento de alimento e água potável; saúde materno–infantil; imunizações e o
fornecimento de medicamentos essenciais. Segundo, compreendendo APS como estratégia de
integração dos serviços de saúde, organizado em prol da justiça e equidade social, englobando
o sentido da responsabilidade e da compreensão de um conceito amplo de saúde
(STARFIELD; 2002). Sugerimos a Figura 1, abaixo, para visualização dessas diferenças.
Figura 1 – Comparação das concepções de Atenção Primária em Saúde:

Fonte: Vuori (1985 apud STARFIELD, 2002).

28

No contexto brasileiro, os relatos e as considerações sobre prevenção de doenças e
agravos e promoção de saúde são localizados já no início do século XX, mais precisamente
em 1924, a partir da institucionalização dos Centros de Saúde. Há nesse contexto, um sentido
de atenção em saúde orientado para o trabalho de educação sanitária.
A década de 1940 chega marcada pela criação do Serviço Especial de Saúde (SESP),
que propõe a integração de ações preventivas e curativas, voltadas para o problema das
doenças infecciosas, em regiões de maior desenvolvimento econômico. (SILVA JÚNIOR;
ALVES, 2007). Tal proposta durante as décadas de 1950 e 1960 é estendida a outras regiões
brasileiras de menor poder econômico. Entretanto, o modelo médico-privatista ainda era
preponderante, o que limitava sua expansão.
Na década de 1970, o Brasil estava mobilizado em tentativas de ajustar medidas de
atenção concebidas como APS. Tais medidas tinham aspectos distantes da proposta de atenção
integral e pensavam em ações simplificadas voltadas somente para populações de baixo poder
aquisitivo. Segundo Starfield (2002), nesse período imperaram perspectivas não democráticas
de saúde (MATTA; MOROSINI, 2009).
De acordo com Spink e Matta (2007), o movimento da reforma sanitária no Brasil
incorporou as concepções discutidas para a APS, observando a necessidade de
reposicionamento do modelo de assistência, rompendo com o modo privatista vigente que se
constituiu referência, até a chegada dos anos 1980. Encontramos, nessa fase, a crise do
modelo médico previdenciário (INAMPS) e o surgimento das Ações Integradas em Saúde
(AIS), propondo a organização de um sistema unificado, descentralizado e direcionado para
ações integrais.
Na década de 1990, a idealização e a regulamentação do SUS priorizam a Atenção
Primária em Saúde e a reorientação da assistência, avançando para a organização de serviços.
Nesse sentido, os princípios do SUS foram fundamentais e determinantes para as orientações
atuais da APS (MATTA; MOROSINI, 2009).
As orientações para a Atenção Primária em saúde no Brasil estão prescritas pela
Política Nacional de Atenção Básica como um conjunto de ações de saúde no âmbito
individual e coletivo, que abrangem promoção, proteção, prevenção de agravos, diagnóstico,
tratamento, reabilitação e manutenção da saúde. Segundo a Portaria Ministerial (648/GM), as

29

ações devem ser desenvolvidas pelo exercício de práticas gerenciais e sanitárias, de forma
democrática e participativa, executadas por um trabalho em equipe, focalizando as populações
em seus territórios, concebendo a dinamicidade desses espaços. É fundamentalmente o
primeiro contato preferencial dos usuários com o Sistema de Saúde, orientado pelos princípios
da Universalidade, Integralidade, Equidade, Acessibilidade e Coordenação do cuidado,
Vínculo e Continuidade, Humanização e Participação Popular (BRASIL, 2006).
Vale lembrar que a concepção de Atenção Básica já se encontrava formalizada no
início da constituição do SUS, havendo em 2006 um esforço de redefinição pelo Ministério da
Saúde, que procurou fortalecer suas normas e organização. Nesse momento, há uma presença
ideológica para a consolidação de valores éticos, profissionais e participativos, organizando a
estratégia em prol do “Pacto pela Vida” e definindo como prioridade consolidar e qualificar a
Estratégia Saúde da Família – modelo de Atenção Básica e centro ordenador das redes de
atenção à saúde, no SUS.
Observamos o início de mudanças que irão restabelecer as perspectivas voltadas à
Atenção Primária em Saúde, definindo-a como uma articulação assistencial organizada em
rede, orientada de maneira poliarquizada, substituindo a organização hierárquica do início:
Atenção Básica, Média e Alta Complexidade.
A APS tem como principal estratégia o Programa Saúde da Família, estabelecido para
ampliar e reorganizar a assistência. Suas ações devem considerar os processos de
territorialização, definindo as questões de saúde das famílias cuidadas e assistidas por cada
equipe, considerada responsável pelas condições de saúde de determinada população.
Portanto, a principal característica da APS é a noção de assistência norteadora,
dinamizadora e organizadora do sistema. Tal base conceitual já foi descrita por autores como
Dimenstein (1998); Borges e Cardoso (2005); Ronzani e Rodrigues (2006). Esses referenciais
nos ajudam a compreender a APS como a ordenadora das condições e programações dos
outros serviços da rede de saúde, determinando as circunstâncias dos recursos que precisarão
ser disponibilizados, em virtude das necessidades de saúde que apontem indicadores de
maiores ou menores situações de carência e agravos.

30

Apesar das divergências nas suas concepções, historicamente, certas noções de
serviços de Atenção Primária à Saúde sempre circularam nos momentos anteriores à
institucionalização do SUS.
As referências dos fóruns e documentos produzidos internacionalmente (Assembleia
Mundial de Saúde e Conferência Internacional de Alma-Ata) deram ênfase às reorientações
assistenciais, a partir dos serviços básicos de saúde, em razão da presença crescente dos
discursos sobre promoção à saúde (SPINK; MATTA, 2007).
Antes mesmo da institucionalização do Sistema Único de Saúde, em 1987, a I
Conferência Nacional de Saúde Mental também apresentou como requisito básico em seus
anais, propostas que se encaminharam para a importância da implantação de equipes
multiprofissionais na rede básica de saúde (DIMENSTEIN, 1998).
Atualmente, o Brasil passa por transições de seus modelos estruturais na organização
do sistema de saúde, devido a mudanças rápidas no perfil populacional: envelhecimento da
população e aumento da expectativa média de vida. São fatores que transformam o perfil
epidemiológico populacional (por exemplo, a preocupação passa a ser orientada para doenças
crônicas como hipertensão arterial ou diabetes) (BERNARDES, 2012).
De modelo verticalizado (com característica fragmentada e descontinuada de atenção),
composto por Atenção Básica, Média e Alta Complexidade, a estrutura do sistema passa a ser
constituída por modelo reticulado, caracteristicamente horizontalizado. A organização do
sistema passa a ser por diferentes níveis de atenção à saúde (Atenção Primária, Secundária e
Terciária), orientado pela Estratégia Saúde da Família. Nesse nível de compreensão, a
Atenção Primária à Saúde passa a ser a porta de entrada do sistema e a ordenadora da rede de
saúde. Abaixo, a Figura 2 ilustra a mudança de modelos.

31
Figura 2 – Comparações entre Sistema Fragmentado e Rede de Atenção à Saúde.
ORGANIZAÇÃO HIERÁRQUICA

REDE HORIZONTAL

A
P
S

Fonte: Mendes (2007)

Estabelece-se, a partir dessa mudança, um sistema de rede de atenção à saúde
poliárquico, em que todos os seus pontos são importantes para a produção do cuidado.
Mendes (2007) apresenta a proposta da rede de atenção à saúde sob a forma de sistemas
integrados, baseados em três pontos fundamentais: oferta de serviços contínuos por vários
pontos de atenção coordenados; a integração desses pontos de atenção; e a permanência de
uma população com necessidades definidas. Não há um único centro de referência
responsável pela produção de saúde, ou seja, é excluída a polarização do cuidado pela
hegemonia da atenção hospitalar.
As principais características do Sistema em Rede, tendo a Atenção Primária como
ordenadora, são: é uma rede aberta para interferir em situações crônicas ou agudas; atenção à
população adscrita a um território e não mais a indivíduos isoladamente; identificação dos
sujeitos como corresponsáveis pela saúde; constituição de eixos de intervenções para
promoção, prevenção, reabilitação, com ênfase no cuidado (incluindo a relação entre as
equipes de saúde e os usuários e suas famílias); cura; atenção voltada para os determinantes
sociais da saúde e os fatores de risco; participação social e demanda definida pela observação
das necessidades de saúde da população (CONSELHO NACIONAL DE SECRETÁRIOS DA
SAÚDE, 2006).

32

Trata-se de sistema complexo, com muitas dimensões: gestão, educação, atenção,
níveis de atenção, financiamento, controle social, descentralização, acessibilidade, dentre
outros. A Psicologia pode avançar em toda a extensão dessa rede, principalmente na Atenção
Primária, em que sua inserção é caracterizada como incipiente e precária (DIMENSTEIN,
2006; DIMENSTEIN; MACEDO, 2007).
Rodrigues e Ronzani (2006) propõem relevante discussão, no sentido do cuidado nos
processos de implantação, trabalho e gestão nos serviços de Atenção Primária à Saúde, para
que não sejam caracterizados como serviços de baixa qualidade: é necessário trabalhar os
sentidos de prevenção e promoção à saúde, ampliados na representatividade do
desenvolvimento social e proteção das populações.

33

3

SAÚDE, PSICOLOGIA E ATENÇÃO PRIMÁRIA – DE QUAIS PRÁTICAS
ESTAMOS FALANDO?
A inserção da Psicologia no campo da saúde começa a se desenhar com maior nitidez

a partir dos intensos debates e mobilizações para mudanças sociais e políticas ocorridas no
Brasil, principalmente a partir do final da década de 1970, época de crescentes tensões e
resistências contra o governo militar.
Essa inserção se configura como conquista que se dá paralelamente aos movimentos
sociais engendrados para produzir transformações no cenário da democracia nacional, sendo a
saúde uma grande área de discussões (destaque para VIII Conferência Nacional de Saúde e I
Conferência Nacional de Saúde Mental) (DIMENSTEIN, 1998).
Os movimentos de organização para lutas e conquistas democráticas tiveram ampla
participação dos mais diversos seguimentos sociais: comunidades eclesiais de base, grupos
estudantis, intelectuais, associações de bairros etc. Foi ponto central das manifestações sociais
dessa época o posicionamento contra um Estado autoritário, descomprometido com os
interesses e as reais necessidades da população (FERREIRA-NETO, 2011).
Nessa conjuntura, a Psicologia é convocada (e convoca-se) a participar, uma vez que
ocorrem posicionamentos de críticas dirigidas à profissão, principalmente, pelo estado de
importação de saberes e fazeres, e por deixar à margem de suas intervenções grande parcela
da população brasileira (FERREIRA-NETO, 2011; DIMENSTEIN, 1998).
Até finais da década de 1970, a Psicologia estava limitada a, basicamente, três campos
de atuação: clínicas, organizações e escolas. A abertura e/ou ampliação desses espaços ocorre
de forma mais expressiva no âmbito das políticas de saúde pública e, nesse sentido, duas
dimensões de atuação destacam-se em hospitais gerais e em ambulatórios de saúde mental.
(SPINK, 2003; DIMENSTEIN, 1998).
Os modelos referenciais de trabalho da Psicologia são identificados como
contempladores dos modos hegemônicos das práticas médicas, idealizados por concepções
reducionistas, estabelecidos por práticas individualizadas, privadas, e inteiramente alheias às
relações sociais, históricas e culturais inerentes aos processos de saúde e de adoecimento
(SPINK, 2003; SPINK; MATTA, 2007; DIMENSTEIN, 1998).

34

Durante o período das articulações para novos contextos sociopolíticos - prenunciando
a conquista do Sistema Único de Saúde (SUS) - são ampliadas as possibilidades de
engajamento da Psicologia (o estado de crise do sistema previdenciário de saúde acarreta
medidas de reorganização do modelo assistencial). A ideia de atenção integral à saúde na
década de 1980 torna-se uma das atitudes materializadas em meio a várias estratégias de
ordenamento da assistência, levando a extensão dos serviços de saúde mental à rede básica de
saúde, por intermédio de uma equipe mínima: psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais.
(SPINK, 2003; SPINK; MATTA, 2007; DIMENSTEIN, 1998).
De acordo com Spink (2003), a inserção da Psicologia nesse novo campo de atuação
parece sinalizar dois pontos fundamentais: a compreensão da constituição do mesmo; e os
direcionamentos necessários para a aproximação da Psicologia como campo do saber-fazer,
contribuindo eficazmente na promoção e na recuperação da saúde das populações.
As circunstâncias de entrada da Psicologia na saúde falam de uma condição de
“desconcerto”, uma vez que a Psicologia tenta definir e compreender o seu próprio objeto de
estudo, assim como o lugar de suas contribuições (SPINK, 2003).
As transformações que começaram a ocorrer, pelo aumento da inserção do psicólogo
na saúde, somadas às mudanças que se encaminhavam no campo Político, foram (e ainda são)
determinantes para o estabelecimento de revisões teóricas e questionamentos metodológicos.
A inserção da Psicologia no campo da saúde é tensionada: Como atuar? Com quem
atuar? Que perfil formativo se deve estabelecer? Que bases epistemológicas deve
compreender? Como a Psicologia compreende as relações entre saúde e doença? Que modelos
teóricos e metodológicos sustentariam a prática profissional? Que concepções éticas e
políticas estariam aí implicadas? (SPINK, 2003).
Partindo dessas recentes histórias - o preâmbulo de um novo sistema de saúde e a
inserção da Psicologia - Spink (2003) reflete sobre a Psicologia da Saúde como um espaço de
estruturação de um novo campo do saber e discute pontos nodais que devem ser inseridos na
interlocução entre Psicologia e Saúde, a saber: as representações do processo saúde/doença; a
configuração dos serviços de saúde e das referências profissionais que aí atuam; e a
distribuição das políticas setoriais.

35

O que se observa atualmente é um campo em desenvolvimento, que amplia
experiências (práticas), o número de profissionais, e situa as questões de saúde a partir do
redimensionamento

de

conceitos

como:

saúde/doença;

subjetividade/objetividade;

clínica/política; individual/coletivo, assim como objetiva problematizar novos conceitos:
interdisciplinaridade; transdisciplinaridade; autonomia; horizontalidade; territorialidade; entre
outros (SPINK, 2003; BENEVIDES, 2005).
A conjuntura atual das políticas de saúde brasileira parece proporcionar esforços para
consolidar modos de atenção mais próximos das necessidades de saúde da população.
Na dimensão da formação, atualmente, identificamos programas4que convocam não
somente a Psicologia, mas também outras disciplinas do campo da saúde, a realizar
aproximações com a Política Pública de Saúde vigente, orientados em benefício de mudanças
nas Propostas Pedagógicas dos Cursos (PPC) de graduação, visando à melhoria das produções
de conhecimento para o trabalho em saúde (BERNARDES, 2006).
Temos acompanhado uma parcela significativa de contribuições que exploram esse
campo de trabalho. São considerações que tratam essa inserção como desafio e que destacam
as mudanças necessárias ao perfil do Psicólogo, afirmando o seu lugar de agente de mudanças
a partir da concepção de compromisso social perante o ideário do SUS.
Há segundo Dimenstein (2001), após as conquistas que se fizeram no terreno da saúde
Pública, a necessidade de exigir-se nova mentalidade profissional e organizacional dos
serviços (calcada pelo compromisso e participação), para que se pense a possibilidade da
relação entre assistência e qualidade.
No panorama atual da saúde coletiva, o compromisso profissional não é uma
questão burocrática, mas, especialmente, o desenvolvimento de
ações/reflexões cuja intencionalidade prática e política é produzir cidadania
ativa, sociabilidade e novas subjetividades. Essa perspectiva nos desafia a
pensar em como materializar essa postura profissional, como fomentar esse
ideário em nossos cursos, em nossas pesquisas e nossas produções
acadêmicas (DIMESTEIN, 2001, p. 62).

4 A título de exemplo, podemos mencionar a Política de Educação Permanente em saúde, com os
Programas de Educação Tutorial- PET (Programa institucional voltado para a graduação, que trabalha
no formato de grupo interdisciplinar dentro das vertentes de Ensino, Cultura, Pesquisa e Extensão), e
as Residências Multiprofissionais.

36

É nesse ponto que está a importância da participação da Psicologia, construindo
condições de responder adequadamente às questões sociais de forma crítica e comprometida.
Tais posicionamentos facilitarão o diálogo profícuo entre a Psicologia e a Saúde,
sistematizando práticas comprometidas com as questões de cidadania e igualdade social.
Portanto, o que nos pede à política de saúde? Como a Psicologia tem contribuído?
(DIMENSTEIN, 2006; DIMENSTEIN; MACEDO 2007).
3.1

SUS E APS – Sistema e Política que convocam a Psicologia a mudanças
O argumento central desta pesquisa é que o SUS e a APS convocam a Psicologia a

mudanças. Compreendemos que as especificidades desses dois elementos políticos convocam
a Psicologia a estabelecer saberes e práticas profissionais que não mais repliquem as formas
do modelo clínico individual, privado e curativo, criando aproximações contínuas com a
dinamicidade da vida em comunidade, trazendo para o seu escopo os princípios do bem
comum, preconizados pelos princípios do SUS.
Essa convocação fala de condições reflexivas e problematizadoras que permitam
processos criativos na composição de novas formas de organização do trabalho, consoantes
com a rede complexa das situações que envolvem a subjetivação dos sujeitos e seus
territórios, questões que, de pronto, convidam a Psicologia a estabelecer processos dialógicos
na intercessão com outros campos de saber, incluindo também os saberes que são construídos
e legitimados pelos territórios populacionais.
O posicionamento da APS como norteadora do Sistema de Saúde estabelece a
necessidade contínua do cuidado e do acolhimento como estratégias determinantes para a
promoção de saúde, o que também convoca a Psicologia a reorientar-se para relações
horizontalizadas, concebendo em suas atuações a presença das negociações que permitam a
responsabilização e protagonização dos sujeitos na construção de suas vidas.

37

4

CONTEXTUALIZAÇÃO DA PESQUISA
Essa Pesquisa contextualiza-se a partir da proposta teórico-metodológica das Práticas
Discursivas e Produção de Sentidos (SPINK, 1999).
Situamos a abordagem das Práticas Discursivas e Produção de Sentidos como
perspectiva da Psicologia Social, inaugurada por um movimento crítico que recusa o
paradigma dominante de fazer ciência, em meados da década de 1960. Tal movimento
projeta-se em prol de rupturas, com a produção de conhecimento pelos moldes positivistas;
recusa as ideias de naturalização do fenômeno Psicológico (uma vez que seus estudos
implicam inter-relações com as produções culturais constituídas e legitimadas socialmente); e
valoriza o papel político dessa disciplina na legitimação da ordem social.
De acordo com Spink e Frezza (1999), as Práticas Discursivas têm como foco de
estudo a linguagem em uso. A produção de sentidos é uma forma de conhecimento que possui
fundamento epistemológico no Construcionismo Social5 (denominado como movimento
crítico diante das questões do mundo e não formalizado como uma teoria, por não pretender
apresentar verdades através de princípios pré-estabelecidos e inquestionáveis), e as Práticas
Discursivas um espaço das correntes teóricas voltadas ao estudo da linguagem (MÉLLO et al.,
2007).
Fundamentar-se no Construcionismo é conceber a reflexividade no exercício
científico, a saber, reflexividade um debate da ciência acerca da Modernidade e sociedade,
que propõe deslocamentos a favor da sua própria desmistificação e dos modos de ser na
sociedade. Há nessa concepção uma busca por caminhos que quebrem as hegemonias
instituídas, assim como a preocupação dos resultados da ciência, à medida que se reconhece
as dimensões éticas e políticas de uma pesquisa (SPINK, 2004).
A produção de conhecimento, na perspectiva Construcionista, desloca a explicação do
conhecimento a partir dos mecanismos internos da mente para a exterioridade dos processos
da interação social, mediados pela linguagem. Linguagem, aqui, é compreendida como ação
no mundo, instrumento imprescindível para a construção dos fatos ou o estado das coisas. A
noção de práticas discursivas se articula às produções compartilhadas e negociadas que se
5Importante ressaltar que o movimento Construcionista não é homogêneo, nem tão pouco se encontra
circunscrito apenas ao campo psicológico.

38

constroem na academia, assim como no movimento do cotidiano (IBÁÑEZ, 2004; MELLO
et. al., 2007).
Estabelece-se,

a

partir

da

postura

Construcionista,

uma

crítica

à

ideia

representacionista do conhecimento, assim como da sua objetividade, ao mesmo tempo em
que se problematizam as concepções sobre realidade, e a dicotomia entre sujeito e objeto,
asseverados pelo paradigma positivista. Nessa perspectiva, produzir conhecimento é uma
prática social como qualquer outra da vida cotidiana, pautada pelos processos de interação
humana (ÍÑIGUEZ, 2003; SPINK, 2004).
Norteada por concepções anti-essencialistas (inexistência de uma natureza imanente
aos fenômenos e aos objetos); antirrealista e antirrepresentacionista (sujeito e objeto não
existem de forma independente, pois dependem das formas que usamos para falar deles); e
antitranscendentalista (questionadora das verdades universais); a perspectiva Construcionista
compreende o conhecimento como construção coletiva, determinado por contextualizações
históricas e culturais. Assim, como a realidade é socialmente construída pelos instrumentos
discursivos, a linguagem é, também, uma ação pela qual se constrói o mundo (ÍÑIGUEZ,
2002, 2003, 2004).
A investigação sócio-construcionista no domínio da Psicologia Social demanda
compreender as interações sociais na vida cotidiana, preocupando-se com a explicação dos
processos pelos quais as pessoas descrevem, explicam ou dão conta do mundo em que vivem
(GERGEN apud SPINK, 2004).
O foco de análise na produção de conhecimento são as práticas discursivas (discursos)
presentes nas mais variadas produções coletivas, caminhos que possibilitam o estudo e a
compreensão da produção de sentidos6 no cotidiano (SPINK; FREZZA, 1999).
De acordo com Spink e Medrado (1999), o estudo voltado para as práticas discursivas
posiciona a linguagem na perspectiva bakhtiniana, segundo a qual linguagem é um elemento
que se constitui dialogicamente na interação humana, apreendida como uma prática social
(maneira pela qual as pessoas produzem sentidos e se posicionam nas relações sociais).
6Spink e Medrado (1999) conceituam sentido como uma construção social, um empreendimento eminentemente
coletivo e interativo - pelo qual as pessoas na dinâmica de suas relações sociais historicamente datadas e
culturalmente localizadas - constroem os termos a partir dos quais compreendem e lidam com as situações a sua
volta.

39

Mantém-se em evidência a linguagem em uso, privilegiando seus momentos de
ressignificação, permanências, rupturas e a convivência de sentidos diversos, destacando
ainda o seu caráter performativo.
Partindo da noção de que as práticas cotidianas configuram e constroem realidades, a
linguagem é compreendida como ferramenta possibilitadora dessa construção. Linguagem é
uma ação que produz consequências e o trabalho de análise das práticas discursivas considera
a linguagem em termos de atividade - falar significa fazer e não apenas representar as coisas
(ÍÑIGUEZ, 2004; SPINK; MEDRADO, 1999).
Segundo os autores citados, o conceito de performatividade tem origem nas propostas
teóricas de John Austin7sobre as produções linguísticas, filósofo que compreende a linguagem
como “constitutiva das coisas e não meramente descritiva delas”. Segundo Íñiguez (2004) a
linguagem deixa de ser palavra acerca do mundo e passa a ser ação/atuação sobre ele. Tal
concepção é apreendida como o critério dos objetivos nas análises discursivas, não estando a
análise circunscrita apenas nas verbalizações (SPINK; FREZZA 1999; ÍÑIGUEZ, 2002).
Esse processo, contudo, não se restringe às produções orais. Um texto
escrito, por exemplo, constitui um ato de fala impresso, um elemento de
comunicação verbal que provoca discussões ativas: pode ser elogiado,
comentado, criticado, pode orientar trabalhos posteriores (SPINK;
MEDRADO, 1999, p. 47).

A proposta de estudo das Práticas Discursivas estabelece além do conhecimento dos
significados das palavras e frases, a compreensão das relações de poder que se estabelecem
nos discursos e suas respectivas condições de produção. Méllo et al. (2007) reiteram que as
práticas discursivas exercem ou provocam efeitos, assim como outras ações. Segundo os
autores, a ênfase das pesquisas na perspectiva das Práticas Discursivas formata-se nos
questionamentos sobre as funções de um discurso, os dispositivos que o legitimam e os efeitos
que produzem, compreendendo que não existem “verdades” ou discursos que estejam
desconectados

das

condições

que

os

regimentam

(instituições,

enunciados,

posicionamentos...).
A perspectiva de estudo e análise da pesquisa utilizará como referência a concepção
doutrinária austiniana da visão performativa da linguagem. A perspectiva de estudo da
linguagem em Austin revolucionou a Filosofia Analítica entre as décadas de 1940 e 1950,
7 Filósofo da escola de Oxford que compartilhou das concepções propostas ao longo do movimento da
“Virada Linguística”.

40

opondo-se à supremacia do positivismo lógico nos estudos da linguagem. Segundo a
concepção desse filósofo, não há interesse pela linguagem ideal e formal; assim como
também não existe a pretensão de “consertar” os discursos ou “arrumar” a linguagem, o que
se concebe é a possibilidade de apreender o outro, ou os contextos enunciativos, conhecendo
seus posicionamentos a partir da fala.
De acordo com Ibañez (2004) e Otonni (2002), o caminho que Austin defende no
estudo da linguagem é o fortalecimento das investigações da linguagem “ordinária.” A sua
obra ou argumentação filosófica pressupõe uma nova concepção de linguagem, através do
fenômeno da Performativdade.
A teoria performativa investe na construção de uma perspectiva que dê conta do que se
faz ao se dizer alguma coisa, por isso a ação é o principal elemento constitutivo da
Performatividade. Resumindo um aspecto fundamental dessa teoria, o que importa na
linguagem a partir do conceito de Performatividade são as circunstâncias, o ato (força) e os
efeitos dos enunciados.
Assim como no trabalho de Spink, Menegon, Gamba e Lisboa (2007), a produção da
nossa pesquisa recorreu a consultas em fontes de domínio público (publicações) que,
reconhecidos como meios de circulação de conhecimento, estão sujeitos a critérios de
avaliação e legitimações próprias do campo científico.
Consideramos as publicações que acessamos por intermédio das Bases de Dados online, documentos de domínio público, tomando como base as considerações de Peter Spink
(1999), que situa os documentos como práticas discursivas, produtos sociais que se tornam
públicos, abertos para análise pelo fato de pertencerem ao espaço público. “Podem refletir as
transformações lentas em posições e posturas institucionais [...] refletindo o ir e vir das
versões circulantes ou advogadas” (SPINK, 1999, p. 136). Por pensar sobre aproximações
com repertórios linguísticos de textos, nos acrescenta Medrado (2002):
Em linhas gerais, ao identificarmos repertórios em textos, estamos
apreendendo alguns sentidos (consensuais e contraditórios) que circulam no
cotidiano e que podem assumir outras significações no esforço de produção
de sentido empreendido por um leitor. Em outras palavras, os textos como
prática discursiva ampliam o leque de repertórios disponíveis às pessoas,
possibilitando a produção de outros sentidos e a construção de versões
diversas sobre si e o mundo a sua volta (MEDRADO, 2002, p. 74).

41

No escopo das Práticas Discursivas, aproximar-se das produções da Psicologia pelo
uso de descritores, tal como se processou nosso trabalho, é transitar pelos repertórios
linguísticos que circulam nos bancos de dados, diferenciados por seu grau de formalização e
potencial identitário, uma vez que são modos de posicionamento compartilhados em campos
de sentido.
Os descritores organizam nomeações de temas de interesse dos pesquisadores, assim
como referências teóricas que demarcam identidades em redes complexas: “são estratégias de
comunicação e dependem dos complexos processos de negociação, que envolvem a
criatividade e a domesticação dessa criatividade por gestores de banco de dados, de modo a
propiciar o diálogo entre os pesquisadores.” (SPINK et al, 2007, p. 144).
Ao se apresentar a ciência como uma prática coletiva, quando ocorre o aumento dos
investimentos sociais em produções de conhecimento, amplificam-se as instituições que
armazenam essas produções. Assim, a inclusão ou criação de novos descritores e termos são
possíveis à medida que o conhecimento avança. Partindo desse pressuposto, o conhecimento
não deve ser tomado apenas pelo que circula nos espaços formais de sua divulgação; nem
compreendido apenas pelo saber-fazer cotidiano, pois a sua incompletude é admitida como
possibilidade disponível de compreensão mútua de diálogo.
A partir dessas advertências, entendemos que o conhecimento que aqui procuramos
produzir pode configurar dissonâncias em relação à diversidade das práticas situadas e
organizadas nos diferentes contextos, intimamente relacionadas com suas histórias, culturas,
conversas e interlocuções. Nossas conversas e produções podem não refletir o saber-fazer
nesses diversos lugares.
A pesquisa propõe dar visibilidade aos processos que foram sendo performados na
Psicologia, na composição de sua produção acadêmica, tomando como referência a
normatização do SUS e o (re)posicionamento da Política de Saúde, enaltecida pela
constituição da Atenção Primária (ordenadora e articuladora da atenção em saúde através da
Estratégia saúde da Família – ESF). Compreendemos que o desenvolvimento desses dois
momentos são fundamentais para que se processem novas concepções acerca da Saúde, da
Política e, consequentemente, dos modelos de assistência.

42

5

A PRODUÇÃO DO CAMPO
A noção de campo com a qual nos vinculamos, norteia-se pela concepção conceitual e

pragmática apresentada por Spink (2003b), também filiada às proposições Construcionistas na
Psicologia Social.
Não trabalhamos aqui com a ideia de campo vinculado a espaços isolados, secretos e
calculadamente “arrumados”, em que determinado pesquisador irá, de forma neutra e
objetiva, observar e coletar dados que constituirão elementos preciosos, na descoberta de uma
realidade ou de uma verdade que está para além daquela que se conhece e se vive
cotidianamente.
Pensar a discussão sobre campo nos convida a retomar a ideia de conhecimento como
uma construção que se processa nas redes das relações, produto que se materializa pelas
conversas e interanimações dialógicas que se localizam e se posicionam em qualquer lugar.
Reafirmamos conhecimento como um artefato coletivo, datado, situado e contextualizado.
Nos afastamos, então, mais uma vez, das concepções de conhecimento como representativo
da verdade, que se legitima, exclusivamente, pelo saber da ciência, e que se encontra em um
determinado lugar à espera do pesquisador que detém a chave (o método) para desvendá-la.
Spink (2003b), a partir das discussões construcionistas sobre linguagem e ação,
apresenta perspectivas para se compreender o campo como produto social e não como uma
realidade independente e cindida da que vivemos. “O “Campo” começou a ser visto não como
um lugar específico, mas como a situação atual de um assunto, a justaposição de sua
materialidade e socialidade.” (LAW; MOL, 1995 apud SPINK, 2003b, p. 22.) Dessa forma,
quando conversamos, quando contamos ou ouvimos uma história, quando procuramos
conhecer algum assunto, somos parte constituinte de um campo que se processa pelo tempo e
seus diversos eventos.
Desta forma, o “campo” da pesquisa não pode ser delimitado, uma vez que ele está
nos múltiplos elementos do cotidiano das nossas vivências e dúvidas, das conversas que
participamos, lugares que passamos, informações, interesses, questionamentos, situações que
vivemos e que nos indicam estar no campo das conversas (sobre a Psicologia e suas inserções
na APS) antes de aqui chegarmos. Todas essas situações nos apontam estar no “campo” o
tempo inteiro, participando de uma rede de construção de sentidos, compartilhados ou não. É

43

o que o autor define como “campo-tema”, sabendo-se que, campo é sempre o assunto da
pesquisa e, nesse aspecto, nosso “campo” não está delimitado no acesso às Bases de Dados
estudadas.
Aceitar a proposta do campo-tema foi, sem dúvida, identificar pela memória da nossa
trajetória de formação, os indícios das primeiras conversas sobre Psicologia e SUS, que
ocorreram quando conhecemos a disciplina Psicologia Social, ainda na graduação.
Aguçou-nos curiosidade um projeto de extensão em Psicologia Social Comunitária,
que nos descortinou a realidade do Programa da Saúde da Família- PSF (que já tomava
progressivamente um espaço considerável na história da assistência pública de saúde).
Participar dessa história foi iniciar percursos que seguem “caminho afora” pelos vínculos que
escolhemos fazer e que nos possibilitaram diálogos com textos, grupos de estudo e de
supervisão. Inserimo-nos, pela primeira vez, em projetos de intervenção junto a duas
comunidades da cidade de Maceió, (“Pitanguinha” no bairro do Farol; e “Vale da Amizade”
no bairro do Reginaldo) oportunizados para o contato com unidades de saúde, líderes
comunitários, agentes comunitários, e população. Após a graduação outros encontros e
diálogos (incluindo os espaços de trabalho) continuaram a ocorrer.
Falar dessas experiências é não somente recordar, mas também conseguir identificar a
“processualidade” dos nossos interesses e das interlocuções que seguiram presentificadas por
outras leituras, que consideramos “vitalizadoras.” Encontramos nesse caminho vozes como
Magda Dimenstein e Regina Benevides que nos acrescentam relevâncias sobre os modos do
saber-fazer da Psicologia na saúde Pública, sobretudo na atenção primária, pela complexidade
de suas relações com a Política, concepção de clínica, formação, aparatos teóricometodológicos, interdisciplinaridade, transdisciplinaridade e tantos outros elementos
relacionados a esse contexto.
Entendemos que nossos interesses correspondem ao movimento de uma rede que é
crescente no entorno dessas conversas. Outras pessoas chegaram e compartilharam conosco
suas referências, experiências de trabalho, conflitos, êxitos, frustrações etc. Estendemos
nossos diálogos e o espaço do mestrado foi mais uma possibilidade. Estiveram muito
presentes as conversas com o grupo de pesquisa, o Encontro Regional da Associação
Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO), o Estágio em Docência com a disciplina
Psicologia e Saúde e, mais recentemente, o círculo de conversas processadas na rede

44

interativa da IV Mostra de experiências de trabalho na Atenção Básica, do Ministério da
Saúde.
Circular por todos esses ambientes significou levar nossos interesses a interagirem
com outros através da materialidade dos discursos. Esses privilegiam explorar as inserções da
Psicologia no SUS e o saber-fazer Psi fora dos modelos hegemônicos. É posicionamento
nosso e compartilhado (re)pensar: Qual é o compromisso social da Psicologia? Quais têm sido
nossas referências de trabalho? Quais outras podemos construir?
Está presente nessa definição de campo que, ao propormos a relevância de um assunto
ou de um campo-tema, estamos automaticamente nos posicionando ou “propondo que é
psicologicamente relevante.” Nos inserimos em espaços de construção de sentidos, debates e
argumentações que, inevitavelmente, serão negociados8 e discutidos:
O campo-tema, como complexo de redes de sentidos que se interconectam, é
um espaço criado - herdado ou incorporado pelo pesquisador ou
pesquisadora e negociado na medida em que este busca se inserir nas suas
teias de ação. Entretanto isso não quer dizer que é um espaço criado
voluntariamente. Ao contrário, ele é debatido e negociado, ou melhor ainda,
é arguido dentro de um processo que também tem lugar e tempo [...] Campo
portanto é o argumento no qual estamos inseridos; argumento este que tem
múltiplas faces e materialidades, que acontecem em muitos lugares
diferentes. (SPINK, 2003b, p. 28).

Spink (2003b) reitera que não há diferença entre a curiosidade comum e a ciência, ou
entre a ciência e os outros conhecimentos e saberes presentes no mundo social. Pesquisar é
sempre e (apenas) mais uma maneira de relatar, contar e produzir o mundo. A pesquisa surge a
partir da curiosidade e da experiência às quais o autor entende que são disciplinadas pelas
práticas de uma coletividade (processos que são compreendidos como sociais e
intersubjetivos).
A partir dessa compreensão, olhamos para a ciência como uma das formas de narrar o
mundo. Partimos de uma posição que não observa a linguagem científica como “senhora” que
detém a condição de ensinar sobre a vida e o mundo. Enriquece-nos a ideia Spink (2003b) de
procurar no exercício disciplinado da produção científica, não restringir nossos diálogos ao

8Essas assertivas nos lembram das negociações que necessitamos fazer no percurso do trabalho.
Tínhamos a intenção de dialogar com psicólogos que integram as equipes da rede básica de saúde da
nossa cidade; o que não foi possível pelos entraves naturais na construção de uma pesquisa. Nossas
negociações nos levaram para o diálogo com as produções acadêmicas.

45

campo das relações acadêmicas. Pensar diálogos com outras pessoas e outros saberes é
investir na dimensão ética da coletividade.
Se o processo de pesquisa não é um processo de achar o real ou uma
investigação para descobrir a verdade mas, ao contrário, é uma tentativa de
confrontar, entrecruzar e ampliar os saberes, precisamos também buscar
meios e formas de narrar e veicular nossos estudos que incluem e não
excluem; que apoiam os debates e não afastam e excluem os debatedores
(SPINK, 2003b, p. 38).

46

6

PERCURSOS METODOLÓGICOS

6.1

Pesquisa nas Bases de Dados
As análises e discussões do trabalho partiram do acesso às Bases de Dados, sendo a

pesquisa com documentos de domínio público (textos acadêmicos, relatórios, leis, fotos etc.)
uma das possibilidades de análise nos estudos sobre práticas discursivas.
Os documentos são fontes de análise dos sentidos que circulam na sociedade, que
motivam discussões, e instrumentos de compreensão que possibilitam localizar a emergência
de um tema e sua consolidação no cenário social.
Nessa perspectiva, é possível, ao estudar documentos, visibilizar as suas articulações –
quem os produziu, qual o contexto, a que interesses se vinculam, quem os lê, que propósitos e
negociações estão em questão (MÉLLO et al., 2007).
A abordagem das Práticas Discursivas compreende a ciência como linguagem social
que se organiza por suas peculiaridades, possuindo formas próprias na apresentação e
circulação de seus discursos. Compreende que visitar e dialogar com as produções discursivas
da ciência (artigos, teses, editoriais etc.) são recursos importantes como via de acesso à
produção discursiva da academia, sendo possível a utilização das bases de dados como
ferramentas de investigação.
Nessa perspectiva, as diversas formas de apresentação da produção discursiva na
literatura científica podem ser recuperadas a partir de estudos nas bases de dados, uma vez
que se constituem como fontes de discursos específicos (a exemplo de determinado grupo
profissional), inseridos num determinado sistema, ou em um determinado contexto, também
criando, por meio de suas produções, versões de realidade que podem ser controversas entre
si.
Referendando o trabalho de Bakhtin (1995), Mirim (1999) assevera que os
enunciados, mesmo na condição “imobilizada” da escrita, são respostas a fatos sociais
produzidos para serem compreendidos e discutidos. A produção científica na forma de
documento é sempre um ato de fala impresso; é objeto de investigação e discussão em forma
de diálogo, posto para ser apreendido e estudado.

47

6.2

Operando as Bases de Dados
Inicialmente foram realizadas pesquisas9 nas seguintes bases de dados: Portal de

Periódicos CAPES,10 Biblioteca Virtual em Saúde11 (BVS) e Bibliotecas da USP. 12
Os descritores para a pesquisa foram os seguintes (em ordem de busca nas bases de
dados): “Atenção Primária à Saúde”, “Psicologia”, “Formação de Recursos Humanos” e
“Níveis de Atenção à Saúde”. Foram utilizados os indexadores dos “Descritores de Ciências
da Saúde” (DeCS) da BVS.
Descritores são os termos, expressões, vocábulos, conceitos utilizados como
indexadores e que orientam o Thesaurus (estrutura hierarquizada da base de dados), na
organização, armazenamento e recuperação das informações.
O DeCS serve de linguagem única na indexação das referências, como também de
pesquisa na recuperação de assuntos da literatura científica, nas fontes de informação
disponíveis na BVS que, a partir da sua criação facilitou estratégias de buscas no trabalho de
pesquisa aos temas mais importantes de cada biblioteca virtual em saúde. Engloba ainda um
vocabulário dinâmico, pois registra processos de crescimento e mutação, compilando a cada
ano, no mínimo, 1000 interações na base de dados, que se articulam entre alterações,
substituições e criações de novos termos ou áreas (BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE,
2013).
Foi desenvolvido pelo MESH (Medical Subject Headings). O MeSH é um sistema de
metadados médicos em língua inglesa, que diz respeito à nomenclaturas e baseia-se na
indexação de trabalhos no campo das ciências da saúde. É um recurso criado e mantido pela
Biblioteca Nacional dos EUA, apoiando-se no sistema MEDLINE - PubMed (WIKPÉDIA,
2013). Desenvolve, além dos termos médicos, terminologias, específicas, comuns das áreas da
Saúde Pública, Ciência e Saúde, Homeopatia e Vigilância Sanitária.
9 Os passos do levantamento bibliográfico foram iniciados em conjunto com o Programa de Iniciação
Científica (PIBIC): “A inserção da Psicologia na Atenção Primária em Saúde”. Agradeço em especial
à Rafaela, Fabíola e Laís (participantes do PIBIC) pela parceria, disponibilidade nos estudos, trocas e
intensas cooperações.
10http:://www.periodicos.capes.gov.br
11 http://decs.bvs.br
12http:// www.teses.usp.br

48

Os conceitos que compõem o DeCS organizam-se hierarquicamente, deixando a
execução da pesquisa em termos mais amplos ou mais específicos, ou ainda em todos os
termos que sejam da mesma estrutura hierárquica (BIBLIOTECA VIRTUAL EM SAÚDE,
2013).
As bases de dados performam determinadas maneiras de produção de conhecimento
em detrimento de outras, produzindo sentidos e efeitos, a depender das formas como são
construídas.
Preliminarmente a busca se fez a partir de cada descritor isoladamente. Depois foram
utilizadas combinações de dois a dois, três a três e, finalmente, todos simultaneamente. O foco
da análise da pesquisa foi o cruzamento entre os descritores “Atenção Primária à Saúde” e
“Psicologia”.
Com cruzamento entre os descritores elegidos foram encontradas 666 referências. Esse
universo apresentou-se da seguinte forma, quanto à origem da publicação:
Tabela 1-Descritores APS e Psicologia
Origem
Brasileiros
Estrangeiros
Total
Fonte: Autora, 2013.

6.3

Número Referências
145
521
666

Proporcionalidade %
21,77
78,22
100%

Primeira estratégia de visibilidade: A Construção da Tabela
A proposta de análise foi orientada para as 145 referências brasileiras.13 Consideramos

referências brasileiras aquelas publicadas em periódicos brasileiros. O primeiro passo, para a
organização das referências, foi a construção de uma Tabela no editor de planilhas Excel. Nela
foram inclusas todas as informações sobre cada uma das referências, além dos resumos de
cada uma delas.
Os campos originais da tabela foram compostos e preenchidos pelos seguintes itens:
autores; título do trabalho; referência; tipo (artigo, monografia, tese, dissertação, livro); nome
da revista/ livro/ edição; ano; país; se texto completo ou não; resumo.

13 Inicialmente encontramos 154 referências nacionais das quais foram retiradas 9, pois quatro eram
referências duplicadas e cinco estrangeiras.

49

A partir dos resumos, criamos outros campos de preenchimento contendo as seguintes
informações: Objetivos (observação do foco dos trabalhos); métodos (instrumentos
metodológicos); referenciais teóricos; resultados e sujeitos da pesquisa.
A título de ilustração, por ser extensa, apresentamos logo abaixo somente uma parte da
Tabela.

50
Tabela 2 – Referências Brasileiras:
Auto
N° r

Título

Referência

Ti
po

Rev/Ed

Ano

País

Resumo

Texto
completo

Objetivo

Fundamentaç
ão Teórica

Metodologia

Resultados

Sujeitos

84

Agentes
de saúde
em
comuni
dades
urbanas

FERNANDES,
João Cláudio
L.. Agentes de
saúde em
comunidades
urbanas. Cad.
Saúde
Pública, Rio
de Janeiro, v.
8, n. 2, June
1992 .
Availablefrom<
http://www.scie
losp.org/scielo.
php?
script=sci_artte
xt&pid=S0102311X19920002
00004&lng=en
&nrm=iso>.
accesson 07
Oct. 2012.
http://dx.doi.or
g/10.1590/S010
2311X19920002
00004.

Ar
tig
o

CadSaude
Publica;
8(2): 1349, abr.jun. 1992.
tab

1992

Brasi
l

A utilização de agentes
comunitários nos programas de
atenção primária * saúde é uma
experiência amplamente
difundida., principalmente nos
países do Terceiro Mundo. É
importante, entretanto,
discriminar o perfil de atuação
destes agentes em função da área
onde atuam, principalmente no
que diz respeito às diferenças
entre o meio rural e o urbano. A
simples substituição de
profissionais de medicina,
odontologia, psicologia etc, por
agentes comunitários pode
significar uma abordagem
limitada do conceito de atenção
primária, levam ao
desenvolvimento de modelos
assistenciais distintos,
determinados em função da
classe social a que se dirigem.
Neste artigo, é apontada a
necessidade de formação de
recursos humanos de nível
superior para a atenção primária
à saúde, buscando-se também
identificar o lugar dos agentes
comunitários nesta área, sua
especificidade técnica, bem
como alguns obstáculos
percebidos neste campo
profissional (AU)

SIM

O objetivo é apontar
a necessidade de
formação de recursos
humanos de nível
superior para a
atenção primária à
saúde, buscando-se
também identificar o
lugar dos agentes
comunitários nesta
área, sua
especificidade
técnica, bem como
alguns obstáculos
percebidos nbeste
campo profissional .

Políticas
Públicas de
Saúde.

Discussão
Teórica.

Identifica o lugar
dos
agentes
comunitários nesta
área, destacando a
sua facilidade e
capacidade de
interagir
positivamente com
os
moradores bem
como alguns
obstáculos
percebidos neste
campo
por este profissional.

Agentes
Comunit
ários
presentes
nos
program
as de
Atenção
Primária.

Ferna
ndes,
Joao
Cláu
dio L

Fonte: Autora, 2013.

51

Para a tarefa14 de preenchimento dos campos tivemos, por muitas vezes, que recorrer
às leituras das referências na íntegra, em função de vários resumos que se apresentaram de
forma imprecisa e que não continham as informações que procurávamos.
Para organizar nosso “campo de análise”, classificamos a tabela 2 por ordem crescente
das datas de publicação (pela opção do ícone “classificar e filtrar”) na ferramenta Excel.
Dessa forma foi possível visualizarmos os três tempos de estudo, sendo eles:
1) 1° tempo: Período anterior à Regulamentação do SUS (até 1990);
2) 2° tempo: Período compreendido entre a Regulamentação do SUS (1991) e a
promulgação da Portaria da APS (2006);
3) 3° Tempo: Período pós promulgação da Portaria da APS (2007 a 2012).
Ficou disposta a seguinte quantidade de referências por tempo:
 Publicações até 1990: 5 referências (todas indisponíveis);
 Publicações de 1991 a 2006: 26 referências (7 indisponíveis);
 Publicações de 2007 a 2012: 114 referências (2 indisponíveis).
Tentamos garimpar pelo “Via Pesquisa” da Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
as publicações indisponíveis. Nessa investida só foi possível ter acesso a um dos quatorze
trabalhos que se apresentaram nessa condição.
Outra possibilidade de encontrar esses trabalhos se fez pela consulta ao SCADServiço Cooperativo de Acesso a Documentos - especializado em ciências da saúde, que atua
na América Latina e Caribe, e promove o acesso a documentos para fins exclusivos da prática
acadêmica e de pesquisa. Por esse espaço conseguimos receber, via e-mail, três publicações.
As publicações as quais não encontramos por esses recursos, foram contempladas pela
análise de seus resumos.
Percebemos, já nessa fase de composição da tabela, que no primeiro tempo de nossos
estudos não havia qualquer referência disponível. Dentre essas, encontramos uma tese de
14 Construir a Tabela 1 foi um desafio árduo e extenso. Já na fase das inúmeras revisões, (uma vez que tínhamos
que ter cuidado ao preenchê-la com os dados) contamos com a ajuda carinhosa de uma aluna do PIBIC, que
compartilhou conosco, durante dois meses, essa tarefa que foi para nós um grande momento de descoberta.
Compartilhamos com Rafaela Mendonça a alegria de um trabalho bem executado, a quem eu agradeço
profundamente a presença meiga e sempre disposta.

52

Doutorado em Psicologia, na qual decidimos investir em sua busca, adotando o método
“boca-a-boca”, por meio da rede de amigos.
A tese em questão é da Professora Rosalina Carvalho da Silva, da Universidade de São
Paulo (USP). Iniciamos nossa busca ao trabalho da professora via endereços de e-mail; o que
não foi possível pela desatualização dos endereços eletrônicos.15 O fato de não termos
conseguido o contato não foi suficiente para desanimarmos. Procuramos com uma professora
e amiga16 que carinhosamente teve disponibilidade de buscar a tese na Biblioteca Dante
Moreira (USP) e nos enviar por SEDEX17.
6.4

Segunda Estratégia de Visibilidade: Construindo Roteiros para o Diálogo com as
referências
Para dar maior visibilidade ao “campo” que havíamos construído, tivemos que pensar

estratégias de leitura e estudo, em decorrência da quantidade de referências e do volume de
informações que iríamos acessar.
Pensamos essas estratégias e decidimos fazer nossas incursões percorrendo os campos
preenchidos com os fundamentos teóricos das referências captadas. A leitura das referências
foi sistematizada a partir da identificação e depois da separação das informações contidas
nesses campos, articuladas pela formação de conjuntos que foram delimitados pela
correspondência de suas informações.
A partir da leitura dos textos das referências, segue análise da performatividade da
Psicologia ao longo dos períodos já identificados, levando-se em consideração suas
discussões e práticas, com base em suas relações com o SUS e a Atenção Primária em Saúde.

7

ESTUDO E DISCUSSÃO A PARTIR DAS PUBLICAÇÕES

15 Agradecemos à Professora Mary Jane Spink (PUC- SP) pelas tentativas de nos ajudar a encontrar
os endereços.
16 Ainda temos agradecido à amiga Ana Lady da Silva pela ajuda desmedida.
17 Gostaríamos também de agradecer à professora Ana Flávia Pires Lucas de Oliveira (USP), pelo
esforço e gentileza de procurar uma publicação sua da Associação Brasileira de Saúde Coletiva
(ABRASCO, 1997), que também esteve no grupo das referências indisponíveis. Agradecemos à
professora, mesmo ela não obtendo sucesso.

53

O desenho das referências encontradas se apresentou da seguinte forma:
Tabela 3 – Referências localizadas
Períodos

Artigos

Monografias

1° Até 1990
3
2° 1991 a
2006
20
3° 2007 a
2012
107
Total
130
Fonte: Autora, 2013.

Livros

0

0

Dissertações e
Teses
2

Total

0

1

5

26

0
0

2
3

5
12

114
145

5

As observações da tabela acima especificada nos apontam um movimento crescente de
referências publicadas ao longo dos três tempos de análise. Para melhor visualização desse
fluxo, sugerimos o gráfico a seguir:
Gráfico 1 – Fluxo de publicação das referências
120
100
80
60
40

Até 1990 (Todos Indisponíveis)
De 2007 a 2012 (Dois
Indisponíveis)

20
0

Fonte: Autora, 2013.

Ao iniciarmos a separação dos fundamentos teóricos (em conjuntos), percebemos que
não houve, em maior volume, a discriminação das teorias que estavam amparando as
discussões das referências encontradas. Reparamos que o universo dessas informações trazia,
por outro lado, a caracterização de temáticas ligadas às práticas ou discussões denunciadas
por essas referências18.

18As caracterizações dos conjuntos temáticos estão respectivamente localizados em cada tempo de
análise.

54

O roteiro de análise e discussão encontra-se estruturado pela apreensão dos
posicionamentos da Psicologia em relação às seguintes questões:
 Inserções e práticas na Atenção Primária
 Conceitos de Saúde implicados
 Produções ou concepções das Linhas de cuidado
7.1

Primeiro tempo – Referências identificadas, publicadas até 1990
No primeiro tempo das análises identificamos cinco referências datadas de 1985 até

1988. Todas apresentaram status de indisponível nas bases de dados. Vale destacar que, no ano
da constituição do SUS, não identificamos nenhuma referência a partir dos descritores
utilizados.
Chama a atenção o fato de termos áreas de conhecimento distintas, e não somente a
Psicologia, comunicando questões e posicionamentos a partir do cruzamento dos descritores
que relacionam Psicologia e Atenção Primária em Saúde. Encontramos desse modo, uma
referência da Enfermagem (1985); duas da Medicina (1986 e 1988) e duas da Psicologia
(1987 e 1988).
Trazemos abaixo o encadeamento dos quatro conjuntos temáticos encontrados:
Quadro 1 – Conjuntos Temáticos até 1990
Conjunto

Temas

s
1°

Funções da Psicologia na APS; Análise da demanda clínica da Psicologia na APS

2°

Gravidez na adolescência

3°

O ser biopsicossocial

4°

Educação continuada do enfermeiro

Fonte: Autora, 2013.

Apesar de termos identificado domínios de saberes distintos do nosso campo de
conhecimento e discussão, encontramos nos resumos dessas referências a Psicologia,
fundamentando questões caracteristicamente teóricas e práticas, tanto na publicação da
Enfermagem quanto em uma das referências da Medicina. Observamos a Psicologia
comportamental fundamentando uma discussão sobre as funções educativas e comunicadoras

55

do enfermeiro; e a Psicologia Médica e Psicohigiene sendo referência na revisão do conceito
do “Ser Biopsicossocial” (nessas duas referências não há alusões à política de Atenção
Primária em Saúde).
Revisitando os movimentos sociais e políticos articulados em favor de reformas para
modelos de sociedade mais justos, entendemos que estamos dialogando com um tempo onde
se reconhece a busca por uma identidade assistencial em saúde de forma universal e
equânime. Já sabemos que nesse contexto de reformas a Psicologia já estava inserida nos
serviços assistenciais de saúde, que foram forjados antes do advento do SUS. Porém,
encontramos esse número extremamente restrito de referências da Psicologia nessa fase.
No exercício de busca das referências indisponíveis, foi possível ter acesso a uma das
referências da Psicologia: a tese de doutorado da professora Rosalina Carvalho da Silva - da
Universidade de São Paulo, produzida no ano de 1988. Achamos importante destacar que as
discussões que a Psicologia faz nesse primeiro momento de análise partem da mesma autora,
ou seja, o início da discussão (feita nas bases de dados pesquisadas) da Psicologia na Atenção
Primária, no país, está articulada por uma única referência.
A publicação traduziu a experiência da autora em atividades de ensino realizadas entre
os anos de 1986 e 1987, em um Centro de Saúde Escola19 (CES) de Ribeirão Preto (SP),
articuladas para supervisão de estágios profissionalizantes, que objetivavam a extensão de
serviços à comunidade e que tem como título: “O Trabalho do Psicólogo em Centros de
Saúde: algumas reflexões sobre as funções da Psicologia na Atenção Primária à Saúde.”
Objetivou discutir esse lugar de atuação e partiu dos questionamentos feitos pela equipe de
saúde, (psicóloga, estagiários de Psicologia e supervisora) sobre quais seriam as abrangências
das atividades da Psicologia em Instituições de Saúde Pública. Encontra-se aí uma
preocupação voltada para as práticas de ensino, que terminaram por estimular uma busca:
compreender a contextualização do trabalho do psicólogo em Centros de Saúde de Atenção
Primária.
A produção dessa referência ocorreu em um momento cuja atividade do psicólogo na
APS definia-se a partir de inserções nas equipes de saúde mental da Atenção Básica, inserção
justificada em favor de programas e subprogramas assistenciais formatados pela busca das
19Os Centros de Saúde Escola - CSE eram instituições autônomas de atuação para o ensino, pesquisa
e prestação de serviços à comunidade, que surgiram através de convênios entre Faculdades de
Medicina e a Secretaria do Estado de São Paulo (SILVA, 1988).

56

Ações Integradas de Saúde - AIS (ratificada por Portaria Interministerial de 1984, que
envolveu Ministério da Saúde e os Ministérios da Previdência e Assistência Social).
Sucintamente,

podemos

caracterizar

essa

referência

como

um

movimento

questionador e investigador dos princípios e perfis de trabalho da Psicologia nos Centros de
Saúde. Afirma que no contexto da Atenção Primária coexistiam diversas formas de trabalho,
arregimentadas pela desapropriação ou falta de tensões entre formadores e profissionais da
Psicologia, no sentido de procurar aproximações para pensar projetos de trabalho.
Temos como ponto recorrente no trabalho de Rosalina, observações sobre o grande
volume de atuações da Psicologia em Centros de Saúde, estabelecidas por atendimentos de
natureza clínico ambulatorial, coexistindo uma diversidade de concepções clínicas que
estiveram proporcionalmente correlacionadas com a preparação dos profissionais.
As diretrizes de estudo que a referência apresenta sobre a temática, partiram das
experiências vividas no próprio serviço, de estudos construídos pelo diálogo com 26
periódicos e de trabalhos apresentados na Sociedade de Psicologia de Ribeirão Preto, entre os
anos de 1970 e 1980. O levantamento revelou uma escassez de publicações que
apresentassem discussões sobre as ações das equipes de Saúde Mental na APS e da Psicologia
como integrante dessa assistência.
Silva (1988) afirma que encontrou atuações determinadas pelos moldes do modelo
clínico centrado, que descontextualizavam as situações de saúde atendidas pelas equipes
multiprofissionais e, ainda, obedeciam a uma lógica de produtividade que comprometia o
trabalho e desfavorecia as populações que procuravam os serviços.
O panorama que revela a tese, nessa busca de refletir o trabalho da Psicologia na
Atenção Primária, traz nuances que nos ajudam a visibilizar quais as questões que
permearam20 a replicação dos modelos clínicos verticalizados, normativos e orientados para a
seleção de queixas enquadradas em diagnósticos prontos (relação queixa-conduta).
As dimensões dos trabalhos que foram revisitados pela autora falavam de concepções
de saúde compreendidas de forma individualizada, pensadas por perspectivas clínicas que
20A colocação do tempo verbal que usamos pode não ser adequada. Acreditamos que ela pode caber
no tempo presente se pensarmos na possibilidade de processos de continuidade ou recolocações
semelhantes aos eventos que estamos descrevendo.

57

reduziam o diagnóstico ao corpo, dissociando os processos sociais, econômicos, políticos e
culturais, intrínsecos às demandas atendidas.
Esses trabalhos reiteravam que os novos modelos para a atenção da saúde foram sendo
dispostos a partir da crise que constatava a inoperância dos modelos concebidos (até a
chegada dos anos 1970) e, também, demarcaram a falência do sistema previdenciário e o
posicionamento popular para reivindicar e lutar por um Sistema de Saúde unificado, integrado
e descentralizado. A tese diz que, mais especificamente, no ano de 1974, iniciou-se um
processo ideológico de reordenamento das estratégias de assistência, para que estas fossem
integradas e organizadas em níveis de atenção.
Historicamente, de acordo com Rosalina, visualiza-se o desenrolar de medidas que
culminaram com a instituição das Ações Integradas de Saúde (AIS), cogitadas para organizar
a assistência em níveis hierarquizados, priorizando a atenção básica e estabelecendo os
serviços ambulatoriais e hospitalares para a sua retaguarda.
Existia, de acordo com a referência, uma ideia de reorientação assistencial que
politicamente se fez em decorrência da dívida previdenciária que, em verdade, estava disposta
de forma imprecisa, à maneira de propostas “vazias”, desprovidas de diretrizes que
efetivamente encaminhassem objetivos e processos organizativos. Existia um movimento
político/ideológico do Estado que propunha mudanças, porém, sem a articulação de medidas e
processos que as viabilizasse. Ou seja, era “uma receita para não dar certo.” (SILVA, 1988).
As considerações da autora afirmaram a distância da Psicologia em relação a
processos formativos que discutissem o momento político e preparassem os graduandos rumo
aos novos campos de trabalho. Foram ressaltados os investimentos de uma formação voltada
para as especializações, prevalecendo as Psicoterapias, estando a academia distante de
projetos ou recursos formadores para os novos espaços de trabalho que se desenhavam.
A Psicologia, assim como outras disciplinas recém integradas aos centros de saúde,
participava de lutas de perfil corporativo para consolidar seu espaço. Diferentes áreas do
conhecimento lutavam por conjuntos de métodos e técnicas específicas a cada uma delas
(eram pretendidos limites de atuação), já que a maioria estava num processo de conquista pela
estabilização de seus lugares nesse cenário. Tais fatores são compreendidos pela autora como

58

decisivos para que se formalizassem atuações clínicas características dos serviços
ambulatoriais.
As imprecisões e afastamentos em relação ao que deveria ser trabalhado na Atenção
Primária partiam de um movimento macro-político (as manobras do Estado para garantir a
inviabilidade das reformas) e outro micro-político (a formação em Psicologia distante das
discussões sobre a política de saúde pública). Há ainda nesse contexto concepções de Atenção
Primária como assistência barata para populações desfavorecidas economicamente.
A referência vislumbra, a partir do momento político no qual foi escrito, a composição
de um sistema de saúde brasileiro unificado e descentralizado necessitando estabelecer, de
fato, as diferenciações características de cada nível de atenção à saúde. Partindo dessa
compreensão, foram contempladas ideias que trataram das atuações ou projetos que deveriam
regular

os

trabalhos

da

Psicologia.

Nesse

sentido,

encontramos

os

seguintes

encaminhamentos:
1) Questionar a prioridade das ações. Buscar ferramentas que devam atuar nas
práticas da Psicologia na APS, analisando e redirecionando as práticas na medida
do necessário;
2) Identificar os determinantes socioeconômicos que envolvem as demandas
recebidas. As questões que adentram os serviços precisam ser apreendidas em suas
particularidades socio-dinâmicas, institucionais e comunitárias, envolvendo a
necessidade da Psicologia operar nas interdisciplinas.
3) Organizar processos de trabalho que estejam conectados com os objetivos de
promoção à saúde, superando a organização da assistência individual e dedicada
fundamentalmente à cura, concebendo que trabalhar com saúde significa muitas
vezes transpor os muros institucionais.
4) Construir projetos de formação adequados às reais necessidades da população, que
estejam engajados nas discussões sobre saúde pública e no seu papel frente à
sociedade; e ainda a importância da integração entre ensino e serviço, como
recurso potencializador para concepções amplas de atuação e reintegração de
conhecimentos.
7.2

Segundo Tempo – Referências identificadas, publicadas de 1991 a 2006

59

Nos estudos do Segundo Tempo foram identificados, conforme Tabela 3, vinte e seis
referências. Dentre as referências com status indisponível conseguimos ter acesso a duas delas
via solicitação SCAD.
Esse período é marcado pela conquista do SUS, que se fez pela intensificação das lutas
de movimentos populares, inaugurando no país um processo extenso de discussões sociais e
desdobramentos políticos, caracterizados por uma filosofia de reforço, atualização e
aprimoramento das medidas assistenciais, propósitos que se fizeram em favor do direito, e da
universalização da saúde, que privilegiou organizar os serviços básicos, ao se investir no
estabelecimento da Política de Atenção Primária.
Destacamos, para esse momento de análise, o surgimento do Programa de Saúde da
Família, regulamentado em 1994.21 O investimento para a organização dessa estratégia de
assistência tem suas relações com mudanças significativas em relação aos processos de
adoecimento da população brasileira. Percebemos que, diferentemente do momento político
anterior, há uma tendência do Estado de procurar organizar esse nível de atenção, visando a
retenção de gastos em níveis de atenção mais complexos.
As causas de morbi-mortalidade no Brasil, atribuídas às doenças infecciosas, passam a
sofrer transformações, uma vez que o desenvolvimento das tecnologias de imunização,
nutrição e saneamento (questões muito visadas pelas políticas de assistência anteriores)
diminuem essas incidências. Nos Países em desenvolvimento como o Brasil, passam a
conviver quadros infecciosos e crônico-degenerativos de adoecimento, gerados por mudanças
na lógica de produção de trabalho e estilos de vida (COSTA; LOPÉZ, 1996 apud SILVA;
OLIVEIRA; FRANCO, 1998).
Partindo dessas características sociais, é vislumbrada como referência de atenção o uso
das tecnologias das ciências sociais e do comportamento como agregadora na assistência à
saúde, principalmente nas concepções de prevenção. A compreensão ecológica do
adoecimento passa a ganhar visibilidade e destaca a inter-relação de fatores genéticos,
ambientais, geográficos e socioculturais (SILVA; OLIVEIRA; FRANCO, 1998).
Observamos a atenção básica tomando um corpo maior no quesito de suas
formulações, sendo mais claramente definido seu roteiro de assistência. Há investimentos
21 Portaria Ministerial n° 399/GM de 22 de Fevereiro de 1994.

60

políticos para se estabelecer o papel desse nível de atenção no sistema de saúde, que tão logo
passa a tomar o lugar de prioridade, dentro da visão de investimento estratégico da Política
Pública.
As referências encontradas nessa fase seguiram conjuntos temáticos os quais
agrupamos em cinco grupos:
Quadro 2 – Conjuntos temáticos de 1991 a 2006
Conjunto
Temas
s
1°

2°

3°
4°

Formação de recursos humanos e APS; APS e Psicologia; APS e Psicologia; Psicologia da
Saúde e APS; Formação em Psicologia e APS; Saúde Mental; Saúde do Trabalhador e
Ergonomia; Saúde Mental e Saúde coletiva; Psicologia, saúde e APS; Formação e
Supervisão acadêmica; Conceitos de saúde, Psicologia e APS; HIV e ESF ; Violência e
saúde
Desenvolvimento infantil; Cuidados da criança e do adolescente; Prematuridade,
Relações Parentais e Desenvolvimento Infantil; Queixa escolar e Desenvolvimento
Psicossocial
Representações sociais da Psicologia;
Desenvolvimento Organizacional; Modernidade e Competência Organizacional; Pesquisa
em Psicologia organizacional; Modelos e Teorias Organizacionais; Processos de Trabalho
e Mobilização das subjetividades; aprendizagem Organizacional;

5°
Dependência Química e APS; Distúrbios psiquiátricos
Fonte: Autora, 2013.

É destinado para algumas discussões desse momento de análise o interesse de autores
que apresentam as atividades da Psicologia na Atenção Primária como assistência prestada
para os objetivos de promoção, prevenção e educação em saúde.
Percebemos que, mesmo ocorrendo entre as referências uma anuência significativa dos
quesitos conceituais acerca da Saúde Pública e da Atenção Primária, existem, por outro lado,
divergências e contradições22 ou uma polissemia de posicionamentos (SPINK; MEDRADO,
1999) formulados nas práticas denunciadas ou estudadas pelos seus respectivos autores. Ou
seja, há uma coexistência de concepções (práticas e teóricas) que se aproximam dos esboços
edificados para o SUS e a Atenção Básica, assim como existem condições de afastamento.
Situando algumas dessas questões trazemos os trechos:

22Usamos o termo contradição por nos reportarmos ao referencial das Práticas Discursivas e por
entendermos a disposição de discursos e práticas que fazem movimentos de oposição ou são
obstáculos às proposições conceituais que definem o trabalho da Psicologia na APS.

61
A atuação desejável dos profissionais nos Centros de Saúde seria aquela com
ênfase em prevenção primária, uma vez que o objetivo primordial dessas
instituições é oferecer atenção primária à saúde com atividades voltadas
principalmente para a promoção da saúde e prevenção de doenças (ALMAATA, 1979; SILVA, 1988 apud GIMENIZ; SILVARES, 1993, p. 60).
Embora alguns psicólogos vinculados a Centros de Saúde reconheçam a
importância do atendimento psicológico [...], eles nem sempre estão
inteiramente conscientes das possibilidades de realizarem uma atuação
preventiva, nem dispõem de uma metodologia que lhes mostre por onde
iniciar um trabalho dessa natureza nesses locais (GIMENIZ; SILVARES,
1991 apud GIMENIZ; SILVARES, 1993, p. 60).
Qualquer transformação nesse campo necessita, pois, da desconstrução das
formas tradicionais de atuar e dos pressupostos básicos, já que estão
impregnados de uma visão naturalista e privatista do homem. [...], podemos
ser mais úteis no campo da assistência pública à saúde a partir do momento
que nossa cultura profissional passe a fornecer modelos mais ampliados de
atuação, os quais não se concretizam enquanto barreiras à troca de saberes
com outros profissionais; e que o psicólogo possa se reconhecer enquanto
um trabalhador da saúde pública, preocupado com o bem - estar da
população (DIMENSTEIN, 1999, p. 25).

Exemplificando condições de afastamento das práticas preconizadas pela Atenção
Primária, trazemos uma passagem que situa processos conservadores de cuidado (em relação
ao problema da violência) pela importação de instrumentos diagnósticos de outros contextos
culturais.
Para que nós profissionais possamos avaliar ou identificar as formas de
violência [...], precisamos de instrumentos diagnósticos. No Brasil esses
instrumentos são raros, não tendo tradução e nem adaptação para a nossa
cultura. Mas eles são essenciais para que possamos reconhecer os fenômenos
pertinentes à violência, suas interações e conseqüências (SACRAMENTO;
REZENDE, 2006, p. 102).

Foi possível encontrar, de forma menos intensa que no tempo anterior, a permanência
das dúvidas e das imprecisões em relação às metodologias de atuação, porém, identificamos
argumentações que trouxeram, mais uma vez, elementos da formação, como via de acesso
fundamental para pensar projetos que correspondam às propostas da Atenção Primária.
Estabelece-se, nesse sentido, um exercício crítico de pensar os modos como a Psicologia
dinamiza suas práticas, organizadas em meio a técnicas e procedimentos pré-estabelecidos
vinculados à especialização. Sobre esse aspecto segue um fragmento:
O estágio supervisionado do qual as questões desenvolvidas nesse texto
foram originadas, representou para os autores deste trabalho momento para
uma análise do contexto em que estudantes e profissionais de Psicologia
estão inseridos. Não obstante o reconhecimento de uma etapa imprescindível

62
que antecede a obtenção do diploma de psicólogo, deve-se enfatizar que
essas reflexões deveriam estar presentes, reiteradamente, em todo o percurso
da graduação. Por conseguinte, a experiência de estágio curricular
obrigatório, tendo um centro de saúde como campo possível de realização,
objetivou, além de propiciar aos estudantes uma prática de atenção primária,
suprir algumas lacunas referentes às reflexões teórico-práticas (SILVA;
OLIVEIRA; FRANCO, 1998, p. 6).

Destacamos a referência de Magda Dimenstein (1999) que, contundentemente,
demarca as referências de trabalho desse período, por perspectivas da Psicologia, orientadas
por teorias universalistas e essencialistas, (que tomam o homem como “invariante” e
“universal”) e pela certificação das replicações do modelo clínico-elitista. Discute a
necessidade da disposição à renúncia do consumo acrítico de teorias e de conhecimentos que
fazem parte de outras realidades.
Nas discussões em favor dos aportes teórico-metodológicos possíveis para a
Psicologia nesse lugar, formalizaram-se convocações à Psicologia Social, Psicologia
Comunitária e Psicologia da Saúde como possibilidades de caráter mediador, compondo um
aparato para a potencialização de novas práticas.
[...] é através da atuação da Psicologia Comunitária que programas de saúde
podem ser aplicados no âmbito local de cada comunidade. A Psicologia da
Saúde e a Psicologia Comunitária estabeleceriam, assim, uma relação na
qual esta última se converteria em um instrumento de implementação dos
programas que envolvem conceitos da primeira. Seria através da Psicologia
Comunitária, [...], que os programas de saúde se tornariam ágeis e integrados
ao tecido social em que os processos de saúde, adoecimento e morte se dão,
e é justamente nesse nível que a intervenção preventiva deveria ocorrer
(COSTA; LÓPEZ, 1989 apud SILVA; OLIVEIRA; FRANCO, 1998, p. 5).
A Psicologia comunitária, especificamente, constitui um importante campo
teórico-prático para o trabalho em APS, já que pode possibilitar maior
aproximação das questões de relevância social das comunidades. Discute-se
que, a função mais adequada da Psicologia na comunidade seria a de um
trabalho educativo e conscientizador, que possa levar a população, por seus
próprios meios, a criar alternativas de melhoria das condições sociais
(RONZANI; RODRIGUES, 2006, p. 10)
A Psicologia social, [...] apresenta-se como campo teórico importante para o
trabalho em saúde, uma vez que possibilita a discussão da dimensão social
do fenômeno humano levando em conta a constituição de subjetividades
sociais implicadas nesse processo (RONZANI; RODRIGUES, 2006, p.10).

De acordo com os autores, as bases da Psicologia devem superar enfoques intraindividuais para que seja possível compreender saúde como um processo histórico,
multideterminado e admitir uma visão de homem que seja ativo na sua relação com o meio.

63

Identifica-se a necessidade de a Psicologia questionar a fragilidade de seus aportes teóricopráticos, uma vez que ela se insere no rol das políticas públicas de Saúde que começam a
desenhar propostas de assistência voltada para a coletividade.
No plano da Educação em Saúde identificamos afirmações que se distribuem (em sua
maior parte) entre as perspectivas hegemônicas da norma e do controle, e outras que se fazem
em torno das dificuldades cotidianas das populações, qualificando o espaço da relação com os
sujeitos e admitindo que estes participam efetivamente da construção de suas realidades. De
acordo com uma das referências, há que se investir em projetos de trabalho que concebam
essa assistência como processos coparticipativos de desenvolvimento social, potencializando
o engajamento das pessoas para atenderem suas necessidades (SOARES, 2005).
Apesar de termos encontrado posicionamentos que aproximam a Psicologia de
atuações distanciadas das formas tradicionais e hegemônicas, de maneira geral, identificamos
nessas produções conversas que apresentam a assiduidade da replicação do modelo clínico
privado nas suas atividades e o reconhecimento das distâncias com as concepções de
promoção à saúde, além das noções de prevenção restrita a ausência de doenças.
Há caracterizações sobre uma demanda que se dá pelos encaminhamentos das
especialidades que dividem com a Psicologia os espaços de trabalho, promovida por
atendimentos “ajustadores” de problemas identificados pelas equipes de saúde. Sobre esse
modus operandi não estão ausentes o desconforto sobre a percepção da ineficiência do
trabalho, visto como fragmentado e organizado por atendimentos técnicos e isolados. Temos,
nesse sentido, problematizações em torno da relação entre demanda e oferta de atenção
(COSTA-ROSA et al., 2004).
Observamos que, para a superação dos atendimentos individualizados, o dispositivo do
trabalho com grupos apareceu em diversos momentos procurando desenhar linhas de
horizontalidade nas relações e de protagonismo das pessoas que compunham os problemas.
Também visualizamos linhas que, traçando a forma das técnicas, trouxeram notícias de
distanciamento dos resultados esperados com o trabalho (COSTA-ROSA et al., 2004;
DIMENSTEIN, 1999; SILVA; OLIVEIRA; FRANCO,1998).
Estão presentificados roteiros para seguintes as superações: ênfase em trabalhos de
orientação curativa, doença como resultado de um único agente, perfil especialista e

64

diagnosticador de atendimento, implantação de serviços de atenção primária como
atendimento simplificado e dirigido a populações carentes, filas para atendimentos de
psicoterapia, psicologização dos processos de saúde-doença e reformulações curriculares dos
agentes formadores.
Observamos que há nos discursos dos autores caminhos que se entrecruzam entre as
deficiências, dificuldades e distanciamentos em decorrência da replicação da clínica
tradicional e o ideário de concepções de saúde arrojadas para o senso crítico e acolhedor das
necessidades populacionais “A Saúde não pode ser reduzida em um mero equilíbrio ou
capacidade adaptativa, deve ser pensada como capacidade que possuímos de instaurar novas
formas frente a situações novas” (CAPONI, 1997 apud GOMES, 2002, p.17).
No rol da assistência prestada à criança e ao adolescente, são muito frequentes
assistências para a puericultura, avaliação e acompanhamento do desenvolvimento infantil.
Podemos dizer que essas práticas apresentam diferenciações nas concepções de saúde e nas
linhas de cuidado. Como exemplo, localizamos uma referência que aborda a assistência
amparada pelo uso de roteiros diagnósticos em parceria com a Medicina (SIQUEIRA et al.,
1992), e outra que, partindo do problema da prematuridade, volta-se para as questões sóciodemográficas, objetivando a articulação de Redes de Apoio e de assistência (ANDREANI;
CUSTÓDIO; CREPALDI, 2006).
No pequeno índice das discussões que definiram suas abordagens teóricas,
identificamos: experiências de trabalho com Agentes Comunitários de Saúde em relação ao
trabalho de assistência ao HIV/Aids - fundamentado pelo Construcionismo Social e a
Psicologia Social (SILVA, 2006); e discussões que propõem investigar as representações
sociais do psicólogo e da Psicologia em centros de saúde, a partir de Moscovici (CENCI,
2006). Aparecem, nesses trabalhos, discursos em favor da formação para atividades fora do
contexto da clínica privada; e a organização do trabalho em equipe aberto para as diferenças e
negociação de sentidos.
Referências à Gestalt e à Psicanálise também entram nas discussões como
possibilidades, e aparecem como abordagens teóricas que respaldam atendimentos
psicológicos individuais e grupais. Em relação à Psicanálise, destacamos desenhos que
observam o cuidado com intervenções que tragam roteiros universalizantes, refletindo a

65

necessidade de abrir-se para conceber a diversidade dos sentidos sobre doença, suas causas,
cura e tratamento.
Baseando-se no referencial teórico da Gestalt, a autora propõe, [...] como
atividades para o psicólogo no PSF, a realização de grupos informativos para
difundir informações sobre as doenças e sua evolução; a realização de
grupos de psicoterapia, favorecendo a conscientização das situações
vivenciadas pela pessoa e pelo grupo (CARDOSO, 2002 apud SOARES,
2005, p.594).
Com relação ao trabalho com grupos, a psicanálise aí tem também um lugar
para incrementar a criatividade, fazer falar e dar sentido ao sofrimento
psíquico (Figueiredo, 1997). [...] No entanto, há que se reduzir a
complexidade do dispositivo psicanalítico, avaliando com cuidado os ideais
de cura do terapeuta e considerando a pretensão de que os conceitos
utilizados pela psicanálise sejam considerados como um "modelo
universalizante", portanto, que possam ser aplicados a todos
indiscriminadamente. Ou, nos dizeres de Bezerra Jr. (1987, pp. 141-2), "as
idéias e sentimentos do terapeuta e do paciente acerca do que é a doença,
como se instala, suas causas, o que entendem por cura, tratamento, saúde,
etc. podem ser contratantes e é preciso não se deixar levar pela ilusão
universalista para poder enxergar essa diversidade"(SOARES, 2005, p. 595).

Focalizando as questões ponderadas pelo grupo de referências com discussões em
torno do Desenvolvimento Organizacional, observamos que não há, em nenhuma de suas
discussões, qualquer alusão ao trabalho da Psicologia na Atenção Primária. Nesse conjunto
circulam conversas sobre estratégias de gestão, aprendizagem organizacional e organização
dos processos de trabalho (SCOPINHO; MARTINS, 2003; WACHELKE et al., 2005).
Finalizamos o diálogo com esse tempo, com o quinto conjunto, com referenciais
baseados nos transtornos psiquiátricos. A Psicologia ocupou nessas referências, um viés de
atenção circunscrita para aconselhamento terapêutico aos usuários que sofrem com a
dependência química (FONTANELLA et al., 2005), e o uso de testes e escalas de roteiro
diagnóstico para estudar, identificar e mensurar transtornos mentais ocorridos em crianças
(PUNTEL; MARTURANO, 2005).
A síndrome da dependência química foi vista como um problema a ser remediado nos
termos das crenças e valores dos sujeitos, seguindo um conjunto normativo de proposições da
Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam atendimentos individuais para atividades
educativas, aconselhamento, Psicoterapia Breve e encaminhamentos. Os transtornos mentais

66

observados em crianças estiveram amparados pelo uso de testes, que tinham objetivo de
identificar o perfil psicossocial e as condições ambientais focando atuações preventivas.
7.3

Terceiro tempo – Referências Publicadas de 2007 a 2011
No terceiro tempo encontramos intensa multiplicação de referências e pensamos que

esse volume se dá em razão da difusão dos desdobramentos políticos, traçados pela história
das (re)ordenações assistenciais da saúde brasileira. Temos aqui demarcado 2007 como o ano
de consolidação da Atenção Primária como ordenadora das ações e políticas de saúde, e a
instituição dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF)23como artifício de avigoramento
do lugar da Estratégia Saúde da Família em 2008.
Dialogamos com cento e quatorze referências, e a ocorrência dos conjuntos temáticos
se distribuiu da seguinte forma:

23Portaria GM 154 de 24 de Janeiro de 2008.

67
Quadro 3 – Conjuntos temáticos de 2007 a 2012
(Continua)

Conjunto

Temas

s
1°

PSF e Psicologia da saúde; Saúde Pública, Atenção Básica e Psicologia;Resiliência e
Autonomia; Concepções de trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde e PSF; HIV e
ESF; Condições Ergonômicas no trabalho; Saúde e Autonomia; Alcoolismo e APS; Saúde
Mental e Atenção Básica; Construções de Saúde/Doença; Psicologia, Formação e ESF;
Saúde do Idoso; Saúde coletiva na Odontologia; Atenção Domiciliar e Política Pública de
Saúde; Concepções de Saúde e Práticas Integrativas; Bioética e Identidade Profissional;
Cuidado em Saúde Mental; Contribuição do farmacêutico para a Estratégia Saúde da
Família; Psicologia, Formação e APS; Interdisciplinaridade e APS;Saúde Mental e APS;
Gerenciamento das equipes de Atenção Básica; Atuação da Psicologia no PSF; Saúde
Mental e Acompanhamento AT; Psicologia e Educação Médica; Saúde Mental e APS;
Psicologia Clínica e Atenção Básica; Implicações Práticas da Psicologia na APS; PSF e
Formação Profissional; Bioética e Odontologia; Educação em saúde, Aleitamento
Materno e Fonoaudiologia; Educação em Saúde com Idosos; Saúde Coletiva em
Comunidades Ribeirinhas; Atenção Hospitalar e Suicídio; Odontologia no contexto
Hospitalar; Satisfação do Usuário, psicologia e APS; Estudo Multidimensional da APS;
Saúde do trabalhador e Burnout; ESF e Promoção da Saúde; Saúde Mental,Reforma
Psiquiátrica e Integralidade no Cuidado; Educação em Fonoaudiologia; Formação e
Práticas em Saúde na Fonoaudiologia; Formação em Psicologia e APS; SUS e Diretrizes
Curriculares para a Farmácia; Terapia Comunitária, APS e Psicologia; Psicologia e ESF;
Reforma da APS em Portugal; Práticas Integrativas e Complementares; Saúde Mental em
Agentes Comunitários; Políticas de Saúde Mental; Saúde Mental do Trabalhador; Saúde
Ambiental

2°

Desenvolvimento Infantil, APS e Psicologia; Depressão juvenil, Vínculos parentais e
Rede de Apoio Social; Estrutura, Dinâmica Familiar e PSF; Adolescentes Infratores,
Relações Parentais e Redes sociais; Abuso Sexual Infantil; Depressão Materna e
Desenvolvimento infantil; Cuidados da Criança; Cuidado Pré-Natal; TDAH e Avaliação
Psicológica em crianças; Desenvolvimento Infantil; Acolhimento Familiar para Criança e
Adolescentes em violação de Direitos; Processos de Auto-regulação e Desenvolvimento
Humano; Habilidades Sociais do Adolescente; Assistência a Crianças e jovens vítimas de
Violência Sexual; Imunização, Saúde da Criança e Redes de apoio; Depressão Infanto –
juvenil

68
Quadro 3 – Conjuntos temáticos de 2007 a 2012
(Conclusão)

Conjunto
s

Temas

3°

Estudo sobre cultura e Processos de Migração; Estudo dos Marcadores Identitários para
Adoção; Estudos sobre desigualdades Raciais; Estudos sobre Interdisciplinaridade;
Estudos sobre Processos adaptativos e Habilidades Sociais da vida acadêmica; Estudo
sobre Representações Sociais do envelhecimento.

4°

Avaliação de Desempenho e Gestão de Pessoas; Tecnologia Industrial; Gestão de Pessoas;
Comportamento do Consumidor; Cidadania Corporativa e Gestão de Pessoas;
Aprendizagem Gerencial; Organizações Familiares; Competência e Modernidade
Organizacional; Conceito de Racionalidade Organizacional; Comunidades de
Consumidores Prosumers; Senso de Controle e Comportamento Financeiro;
Aprendizagem Organizacional; Administração Pública e Estudos Organizacionais; Metas
e Condutas Organizacionais; Empenhamento Afetivo Organizacional; Práticas Gerenciais
e Família; Habilidades Sociais nas Organizações.

5°

Estudo do Aparelho Nervoso; Neuropsicologia e Esclerose Múltipla; Estudos da
Neuropsicologia e Efeitos Psicoativos do álcool; Neuropsicologia e Afasias; Estudos
Neuropsicológicos da Habilidade Linguística;

6°

Obesidade e Avaliação Psicológica; Investigação Nutricional; Terapia Nutricional;
Estudos sobre Segurança Alimentar; Síndromes Metabólicas; Educação Alimentar e
Nutricional; Transtornos Alimentares e desenvolvimento;

7°

Estudos sobre Intersexualidade; Gênero e saúde; Violência de Gênero; Socialização
Afetivo Sexual e Sexualidade e Gênero; Estudos sobre Gênero nos Cuidados em Saúde;

8°

Psicologia e Fracasso Escolar; Política Pública e Educação Profissional; Desempenhode
Alunos da rede Básica de Ensino; História da Educação brasileira; Políticas de Educação
e Avaliação Educacional; Educação Infantil.

Fonte: Autora, 2013.

Chamaram atenção disposições discursivas que se deram em um perfil
predominantemente comunicador de experiências, pautadas pela aproximação com as práticas
e rotinas de trabalho vivenciadas e/ou analisadas pelos autores.
O presente trabalho parte da observação de ações que promovem a saúde da
criança, realizando uma articulação entre a rede pública de saúde e a
psicologia infantil, em uma Unidade Básica de Saúde da cidade de Santa
Maria/RS. propondo a inserção do psicólogo no Programa de Atenção
Integral à Saúde da Criança, no intuito de gerar ações de promoção de saúde
visando o fortalecimento dos vínculos iniciais (ARPINI; SANTOS, 2007,
p.156).
O presente artigo tem como objetivo refletir sobre a relação entre
integralidade na atenção básica e a composição das equipes de saúde da
família, na perspectiva dos integrantes da equipe mínima do PSF,
caracterizando as possibilidades de atuação e contribuições (...)
profissionais. A qualidade da experiência profissional ou pessoal acerca da

69
atuação contribuiu para o conhecimento sobre suas possibilidades de
intervenção. A investigação permitiu também analisar como a estratégia de
saúde da família tem atingido os integrantes que constituem as equipes
mínimas no contexto local. Além disso, evidenciou de que maneira a
integralidade e a interdisciplinaridade têm sido entendidas (LOCH-NECKEL
et al., 2009, p. 1463).

Encontramos aqui delineadas um considerável número de posicionamentos da
Psicologia a partir de inserções no Programa Saúde da Família (PSF), muitas delas vinculadas
ao campo das Residências Profissionais24, e algumas discussões que visitam a reformulação
das Diretrizes Curriculares Nacionais (2004)25 (DCN) como dispositivo atualizador dos
direcionamentos da formação.
A Residência Multiprofissional em Saúde da Família foi uma proposta
coordenada pela Faculdade e Casa de Saúde Santa Marcelina, contando com
dez categorias profissionais, entre elas a psicologia. Esse trabalho tem o
objetivo de refletir sobre a prática do psicólogo residente e analisá-la,
contribuindo para a discussão das possibilidades de atuação do psicólogo no
PSF na cidade de São Paulo (CLEMENTE et al., 2008, p.176).
[...] o processo de interlocução dos psicólogos com esse campo do saber vem
sendo problemático e remete a uma formação que ainda não tem fornecido a
preparação necessária para a atuação em consonância com o Sistema Único
de Saúde (SUS). Este trabalho teve como objetivo analisar a proposta de
formação, para a atuação na atenção primária. [...] Constatou-se que a
formação do psicólogo, apesar das novas diretrizes curriculares, ainda é
pautada por uma proposta clínica tradicional, com ensino centrado no
modelo intervencionista de saúde. Conclui-se apontando a necessidade de
mudanças que ampliem e requalifiquem a formação em psicologia para
atuação em Atenção Primária à Saúde (AZEVEDO; TATMATSU; RIBEIRO,
2011, p. 241).

As Residências Profissionais e as Diretrizes Curriculares são dispositivos que foram
estabelecidos no tempo em que as diretrizes apontadas pelo SUS, voltavam-se ao
investimento progressivo da Atenção Primária não mais designada para uma assistência
simplificada. Ou seja, esses fatos são corroborados entre os anos de 1994 e 2006.
Visibilizamos, então, que os efeitos desses dispositivos se deram posteriormente às suas
implantações.
Outro fato demarcado foi a significativa implicação da Psicologia em discussões no
espaço da Saúde mental, mesmo ausente a sua referência nas definições normativas para
24 Arregimentadas pela Política Nacional de Educação Permanente em saúde, Portaria n°198/GM/MS
13 de fevereiro de 2004.
25 Resolução n°8, Conselho Nacional de Educação, 7 de Maio de 2004.

70

equipe mínima do PSF (médico, enfermeiro, odontólogo, auxiliar de enfermagem e agente
comunitário de saúde).
A participação da Psicologia ganha espaço nos anúncios de trabalhos que se proliferam
a partir de experiências e discussões em torno das equipes de Saúde da Família, e que
verificam, na implantação e rotina dos serviços, uma demanda desproporcional para a
capacidade da força de trabalho e dos saberes aí previstos.
Contemporaneamente, vem sendo concedida relevante atenção, no âmbito
das políticas públicas de saúde brasileiras, no interior do Sistema Único de
Saúde (SUS), para a articulação entre [...]serviços substitutivos[...] dos quais
se busca espaço para implementar processos de transformação no sentido da
superação da lógica manicomial e a ampla rede assistencial de atenção
básica, cujas ações estruturam-se em unidades básicas de saúde (UBS), com
ou sem equipes de saúde da família, e que também vêm enfrentando um
processo de reorganização na direção da Estratégia de Saúde da Família
(ESF). Entende-se que há uma dimensão fértil, produtiva na referida
articulação, sendo demarcados, por um lado, os princípios da reforma
psiquiátrica brasileira e, por outro, os princípios do movimento da reforma
sanitária (DALLA VECCHIA; MARTINS, 2009, p.184-185).
O presente trabalho tem como objetivo principal apontar as principais
dificuldades encontradas pela equipe mínima da Estratégia de Saúde da
Família (médico, enfermeiro e dentista) para a ação interdisciplinar na
atenção básica no que se refere à composição dessas equipes. [...] As
reflexões sobre o trabalho em equipe no PSF evidenciaram a falta de clareza,
por parte dos profissionais de saúde, em discernir núcleo e campo de
competência [...] O trabalho com grupos nas unidades e centros de saúde é
uma tarefa prevista no PSF, [...] e cada profissional pode contribuir de
acordo com o seu núcleo de competência. A fala a seguir retrata a opinião de
um dos participantes da pesquisa quanto ao trabalho nos grupos
denominados "grupos terapêuticos": Como é que a gente trabalha com
grupos terapêuticos e não tem psicólogo? Qual é a formação que eu tenho
pra fazer grupo terapêutico?(LOCH-NECKEL et al., 2009, p.1464, 1465).
Tratando-se da saúde mental no contexto da APS, cabe ressaltar que as
concepções e práticas de saúde, segundo o novo paradigma da Reforma
Sanitária e Psiquiátrica, não comportam mais um olhar fragmentado do
sujeito visualizando apenas a doença (ROTELLI, 1990) (...) é no contexto da
Atenção Primária à saúde que a identificação precoce dos problemas de
saúde mental constitui-se um passo essencial para a proposição de modelos
de atenção que levem em conta a promoção e prevenção tendo em conta a
epidemiologia dos transtornos e seu impacto para a vida das pessoas
(MENDES, 2008, p. 41, 42).
Ao se retomar aproximações com as ações em saúde mental (uma vez que já tinham

sido abordadas antes do SUS) elas são feitas com base nos recursos legalizados pela própria
política de saúde, por exemplo, o Manual para a Organização da Atenção Básica no SUS

71

(BRASIL, 1998), e a Portaria n. 648/GM de 2006 (já citada) que normatiza o reordenamento
de toda assistência pública. Porém, não prevê as equipes de saúde mental nas equipes de
saúde da família. Com isso definem:
Dentre os desafios e iniciativas da reforma psiquiátrica está a inserção da
saúde mental na atenção básica, especialmente por meio das equipes de
saúde da família. Pesquisas da Organização Mundial de Saúde demonstram
que uma em cada quatro pessoas desenvolve adoecimento psíquico em
algum momento da vida e, nos países em desenvolvimento, como o Brasil,
90% dessas pessoas não recebem tratamento adequado [...] O Ministério da
Saúde, no Manual para a Organização da Atenção Básica no SUS de 1998,
define a atenção básica como o conjunto de ações, individual ou coletivo,
situadas na primeira linha de atenção dos sistemas de saúde, para a
promoção da saúde, a prevenção de agravos, o tratamento em geral e as
relativas aos impedimentos físicos e mentais (DELFINI et al., 2009, p.
1484).

Presenciamos que, para falar sobre essa inserção, as referências transitaram por
problemas que se constituíram na identificação de limites cotidianos, sendo estes relacionados
desde as condições estruturais dos serviços, até dificuldades para se estabelecer modos
organizativos de trabalho que facilitem diálogos, encontros, e trocas com a própria equipe.
São produzidas, a partir disso, preocupações que cruzam essas experiências, no que toca ao
cuidado estabelecido em rede, visto como necessário pela articulação entre equipamentos
como os serviços de saúde, os espaços sociais e a comunidade (todos em prol da atenção e
reabilitação psicossocial).
É compreendida como desafio a integração do trabalho para aumentar a capacidade
resolutiva das questões populacionais, evitando seus agravamentos e a necessidade de
encaminhamentos para serviços de maior complexidade.
Observamos que são readmitidos (conceitualmente) para os cuidados em saúde;
mecanismos como sujeito e subjetividade, corresponsabilização, interdisciplinaridade e
integralidade, versados como recursos que são previstos para as múltiplas dimensões de
promoção e proteção à saúde mental.
A inclusão da Psicologia nos Programas de Residência em Saúde Pública e Saúde da
Família foi definida como oportunidade no exercício da interdisciplinaridade e formação para
criação de novos processos de trabalho, e também reconhecida pela possibilidade de serem
alcançadas outras noções sobre promoção e prevenção. De outro modo, são declaradas pelas
mesmas vozes que as categorias de intervenção nesses espaços formativos, se acumulam entre

72

os modelos biomédicos do Psicodiagnóstico e da Psicoterapia individual (NEPOMUCENO;
BRANDÃO, 2011).
As concepções apresentadas pelas inserções dos residentes posicionaram o SUS como
avanço da Política Sanitária, necessitando ser ratificado por se tratar de uma conquista social.
São discursos recorrentes que os espaços formadores das Residências proporcionaram tocar e
apreender questões que não foram trabalhadas nas graduações, porém, no decurso dessas
experiências, presentificam-se angústias que decorrem da inconclusividade das ações e da
dificuldade de fazer com que se processassem os princípios da universalidade, equidade e
integralidade (CLEMENTE et al., 2008).
Na grande maioria das vezes em que os atores (os quais temos convidado para dialogar
ao longo desse percurso) comunicaram seus limites, controvérsias e entraves profissionais
nessas inserções, o fizeram reconhecendo na graduação projetos que não conversam com as
perspectivas de desenvolvimento social pensados pelo SUS, nem com as realidades que se
materializam no cotidiano de suas práticas.
Permanecem configurados nas referências, a falta da intersetorialidade, as discussões
sobre as relações hierárquicas e de poder (entre os membros da equipe e entre equipe e
usuários), a falta das estratégias de organização dos serviços, a presença das ilhas
disciplinares, dentre outros aspectos.
É posicionamento real a presença da APS como campo novo, que tem crescido como
espaço de trabalho, porém pouco discutido e pensado nos cursos de graduação, onde se
preservam

projetos

políticos

pedagógicos

com

grande

número

de

disciplinas

procedimentalistas, em dissonância com as novas propostas (COSTA; OLIVO, 2009;
ANDRADE; SIMON, 2009).
No espaço das linhas assistenciais novos traços de atenção foram comunicados e
trouxeram consigo perspectivas de trabalho que não foram vistas anteriormente. Foram
apresentadas experiências com Práticas Integrativas, Atendimento Terapêutico (AT) (PITIÁ;
FUREGATO, 2009), Saúde do Idoso (MELO et al., 2009) e Saúde Ambiental (RAMOS et al.,
2011).
Destacamos em relação às concepções e linhas de cuidado propostas erigidas pelas
Práticas Integrativas, que ocorreram a partir de diálogos com a Medicina (ROSA; CÂMARA;

73

BÉRIA, 2011), e a discussão sobre os recursos de promoção e educação em saúde, trazendo
para o diálogo os processos de pertencimento à cultura e aos valores comunitários (ALVES;
SEMINOTTI, 2009). Observamos nessas referências as únicas considerações em torno da
Política de Humanização, no momento em que discutem aspectos da integralidade na atenção
e na gestão do cuidado. São posicionadas nessas práticas, questões ligadas à democratização
dos saberes, vínculo e respeito pelos valores culturais e observação das concepções de saúde
sustentadas pelos territórios.
As assistências prestadas à criança e ao adolescente ficaram circunscritas (além da
continuidade de cuidados para a puericultura, desenvolvimento infantil), as práticas que nos
chamaram atenção por trazerem a valorização dos vínculos familiares, a preocupação com
menores infratores e vítimas de abuso sexual; e ainda a discussão da construção de redes
(apontadas como possibilidade, mas não efetivadas) para o acolhimento de crianças em
vulnerabilidade social.
Essas novas dimensões trazem propostas de interlocução com a política de Proteção
Básica do Mistério do Desenvolvimento Social (MDS) e com outras disciplinas, havendo a
repetição dos cuidados normativos, novamente estruturados na aplicação de instrumentos de
avaliação. Participam dessas propostas a Farmácia, a Fonoaudiologia, a Fisioterapia e a
Enfermagem (BELLÉ et al., 2009).
A interlocução com outros campos do saber é um traço que praticamente não aparece
no Segundo Tempo. Entretanto, aqui, muitas dessas propostas formaram intervenções
características de níveis de atenção ambulatorial e hospitalar. Em relação a essas disciplinas,
também identificamos outro movimento que nos chamou atenção: elas conversam
isoladamente sobre suas inserções e apresentam pontualmente a necessidade de seus espaços
na Atenção Primária. Nesses círculos nos lembramos da Nutrição, Enfermagem, Medicina,
Farmácia e Odontologia.
A participação das abordagens teóricas para as inserções na Atenção Básica é
distribuída mais amplamente e, de certa forma, trazem perspectivas para a Psicologia. Foi
possível encontrar a sugestão da Psicologia Social Crítica, considerada ferramenta de estudo e
reflexão sobre as formas de ação e intervenção em saúde, e referencial de estudo e pesquisa
das estruturas sociais e seus correspondentes processos de significação e geração de sentidos
(TRAVERSO-YÉPEZ; GOMES, 2007) e, também, a perspectiva Sociohistórica de Vigotsky,

74

como recurso teórico para a compreensão dos significados que a equipe de saúde mantém em
relação ao seu trabalho (avaliando sua correspondência e engajamento para além das lógicas
psicologizantes) (VECCCHIA; MARTINS, 2009). Não podemos deixar de dizer que a
Psicologia Comunitária novamente marca sua presença nesse período (GÓIS, 2008).
Outra fonte de interesse por concepções mais amplas de saúde foram as discussões e
estudos sobre Gênero, que trouxeram perspectivas importantes para as questões de promoção
e gestão do cuidado. Dentre essas identificamos a preocupação com as concepções de
masculinidade incorporadas pela equipe de saúde e suas repercussões para a organização das
políticas de atenção e cuidado. (MACHIN et al., 2011).
As repetições de trabalhos que trazem a presença da Psicologia no âmbito das
discussões sobre Desenvolvimento Organizacional (e que nada dizem sobre a Psicologia no
campo da Atenção Primária, nem se relacionam com os processos de organização do trabalho
em saúde) somaram-se ao grupo de publicações da Administração que comunicam estudos
sobre o comportamento do consumidor.
Os diálogos com as referências nos possibilitaram uma visão “panorâmica” das
construções de sentidos (SPINK; MEDRADO, 1999) que envolvem a inserção da Psicologia
na Atenção Primária em Saúde. Nessas construções observamos a convivência de práticas e
posicionamentos hegemônicos, com outras práticas que procuraram distanciar-se desse lugar e
comunicaram a desnaturalização do exercício clínico nos moldes privados. Compreendemos
que, nos enunciados da Psicologia, estiveram definidas linhas do saber-poder das práticas
tradicionais e linhas que procuraram fornecer novos saberes e que inspiram novos traços na
busca de se construir outros sentidos para trabalho.
A Permanência dos modelos eminentemente clínicos tradicionais é uma questão que
atravessa todos os diálogos, mas que se apresenta de duas formas distintas: ele é admitido
naturalmente como referência (e tem literalmente o seu lugar), (PRETTO; LANGARO;
SANTOS, 2009; SOUZA; CURY, 2009); mas também é posicionado em meio às criticas e
negações conceituais; ponto em que é bifurcado para direções de reposicionamento das
práticas nessas inserções. Nessas direções temos as seguintes avocações: a presença da
concepção ampla de cuidado, a dialogia com a cultura, costumes, valores territoriais e
comunitários, a construção dos fluxos de referência e contrarreferência com os demais níveis
de saúde, investimento em pesquisa, a valorização do vínculo e a construção do trabalho pela

75

integração da equipe, participação popular, ações fora dos espaços institucionais, e saúde
compreendida à luz do desenvolvimento social e como um processo contextualizado.
Em meio a essas linhas, encontramos trabalhos que apresentaram a possibilidade do
trabalho em equipe (posicionado pelas referências como um desafio difícil a ser alcançado,
pela presença das relações de poder) a partir da “escuta qualificada” dos Agentes de Saúde. A
escuta é valorizada na medida em que se compreende a proximidade desse profissional com o
sofrimento psíquico das populações, e quando se percebe que seus “empreendimentos
tecnológicos” estão amparados pela leveza do vínculo (VECCHIA; MARTINS, 2009; PUPIN,
2008; REZENDE et al., 2011).
Pensar no trabalho de aproximações com os Agentes Comunitários de Saúde pode nos
ajudar a compreender que operar as dimensões do vínculo, acolhimento e cuidado não estão
na ordem das estratégias técnicas ou dos saberes científicos. Talvez essa possa ser uma
possibilidade de a Psicologia não mais admitir, tão somente pelo “verbo”, que essas
tecnologias “leves” precisam efetivamente atuar em conformidade com o que socialmente tem
se discutido e construído nos termos da atenção à saúde.
Essas são considerações que nos remetem ao pensamento de Merhy (1997), que
entende o trabalho em saúde através da caracterização de três tecnologias: as tecnologias
duras, representadas por todo arsenal “pesado” (como máquinas e aparelhos) utilizados no
trabalho em saúde; as leveduras, que são os conhecimentos técnico-científicos e os saberes
subjetivos; e as tecnologias leves, representadas pelas formas como se constroem as relações,
os processos de comunicação, acolhimento e formação de vínculos.
Dentre os modelos caracterizados como hegemônicos, foi possível observar, além da
psicoterapia individual, a presença da avaliação psicológica feita pelos mais diversos roteiros
diagnósticos: Grunspun (1964), organizadores da Psique de Spitz (1979), instrumentos de
avaliação neuropsicológica, escala de GARF (1997), método Rorschac (1921), entrevista
motivacional (GI) (2002), versão em português da Alextimia de Toronto (2001), inventário de
depressão e ansiedade de Beck (1987), entre outros.
No que diz respeito às relações da Psicologia com a política, apesar de ela já ter
iniciado suas inserções na Atenção Primária, já na década de 1970, nossa participação (a que
consta no bloco das referências estudadas) se fez muito tímida entre as décadas de 1980 e

76

1990. Certo que, após a constituição do Programa Saúde da Família em 1994, apresenta-se
uma aproximação que atinge um aumento sucessivo iniciado no ano de 2002 e que se acentua
a partir de 2008.
Compreendemos que as discussões políticas marcadas pela inserção da Psicologia nas
ações de Saúde Mental, apresentam traços que procuram revalidar o lugar da Psicologia, e nós
não negamos a sua pertinência. Porém, pensamos que mais do que ratificar nossa participação
nesse contexto, é imprescindível compreender que essa é uma inserção que demanda uma
participação sustentada por implicações ético-políticas: “uma vocação inerentemente
progressista de assunção do compromisso social da Psicologia” (FERREIRA-NETO, 2011, p
31).
Buscando referência no que nos diz Benevides (2005) o “efeito-despolitização” traz
para as práticas Psi o problema das intervenções voltadas para sujeitos abstratos e alienados
de seus contextos, tomando as expressões de vida das pessoas como “produtos” ou dados a
serem reconhecidos universal e aprioristicamente.
Benevides (2005), nos sugere pensar a Psicologia no âmbito do SUS, através de uma
clínica articulada à filosofia, à arte, à ciência e em especial à política.
E por que esse destaque da interface clínica-política? Porque aí nos
encontramos com modos de produção, modos de subjetivação e não mais
sujeitos, modos de experimentação/construção e não mais interpretação da
realidade, modos de criação de si e do mundo que não podem se realizar em
sua função autopoiética [...] o que queremos dizer é que definir a clínica em
sua relação com os processos de produção de subjetividade implica,
necessariamente, que nos arrisquemos numa experiência de crítica/análise
das formas instituídas, o que nos compromete politicamente (BENEVIDES;
2005, p.75).

A formação é um dispositivo que aparece, com frequência, como um caminho
suscetível a transformações para novos aportes teórico-metodológicos. Porém, não
conseguimos identificá-la como um projeto claramente definido na articulação das discussões
e práticas. Segundo as conversas processadas em torno dessa questão, a formação é vista
como um dos quesitos determinantes para as inadequações práticas e assistenciais, e
estruturada por modelos que não favorecem o profissional lidar com as demandas e adaptar-se
às dinâmicas condições do perfil exigido pela política do SUS.

77

Apesar de o perfil formativo ser uma discussão difundida nos últimos 30 anos,
encontramos publicações recentes, produzidas em 2011 por exemplo, que a partir do
argumento das reformas curriculares situam a formação em Psicologia como um dispositivo
divorciado do comprometimento com a realidade social. Destacam os poucos elementos
curriculares em interlocução com a saúde coletiva, e sugerem a observância das discussões
feitas nos espaços do controle social, como as Conferências Nacionais de Saúde e Conselhos
de Saúde (AZEVEDO; TATMATSU; RIBEIRO, 2011).
Achamos considerável pontuar que, mesmo fazendo um caminho que consideramos
longo, e identificando a solidez das discussões sobre os entraves na formação, atenção e
gestão para a contextualização das práticas; não conseguimos observar a presença mediadora
da Política Nacional de Humanização, (PACHE; PASSOS, HENNINGTON, 2011) no sentido
de sistematizar as interlocuções das referências visitadas. 26 (sua evidência se fez apenas no
posicionamento das Práticas Integrativas). A (PNH) é considerada um marco teórico-político
por ser um eixo norteador das práticas de atenção e gestão, em todas as esferas do Sistema
Único de Saúde. Pensamos que as experiências com as Práticas Integrativas trazem, em
potencial, possibilidades para a psicologia, quando concebem o contributo da Política
Nacional de Humanização como interlocutora da formação, evidenciando sua importância
para o eixo da integralidade das ações.
Por ter sido formulada a partir da sistematização de experiências do chamado “SUS
que dá certo”, incluímos a (PNH) na discussão por identificarmos que ela tem o objetivo de
efetivar os princípios do SUS, e estimular trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e
usuários na produção de saúde e produção de sujeitos (BRASIL, 2004).
Concordamos com Campos (2007a) que, ao discutir os modos organizativos de
cuidado à saúde, identifica que o movimento popular de repensar a saúde coletiva pelo
percurso histórico da saúde pública brasileira, assim como compreendê-la enquanto campo
científico e um movimento ideológico aberto; foram fatores decisivos para a construção do
SUS e para que se ampliassem os entendimentos acerca dos determinantes do processo de
saúde e doença.

26 Instituída pelo Ministério da Saúde (MS) em 2003, a (PNH) se pauta em três princípios: inseparabilidade
entre a atenção e gestão, transversalidade, autonomia e protagonismo dos sujeitos.

78

Não podemos negar que o país fez conquistas importantes nesse campo político.
Quando olhamos para trás notamos que as possibilidades de atendimento e cuidado à saúde
nos nossos dias são outras; o que não anula o fato de, no âmbito político, ainda atuarem
problemas estruturais que precisam ser diluídos.
De acordo com Campos (2007 b) há nos processos de desenvolvimento do SUS
sintomas de crescimento e degradação, porém é uma política em movimento. Observando o
SUS como uma reforma social incompleta, o autor propõe estratégias para seu
prosseguimento e consolidação, e dentre eles destaca o desenvolvimento científico e a
incorporação das tecnologias de saúde, considerados como uma área sensível e que apresenta
como fator nevrálgico o cuidado com as corporações profissionais.
A política de Atenção Básica instaurada no Brasil vem adquirindo expressividade nas
discussões acadêmicas, pois encaminha novas propostas de intervenção nas condições de vida
e sobrevivência das pessoas, objetivando mudanças no modelo de assistência onde comporte o
incentivo à participação e organização comunitária. Sendo um modelo que propõe a produção
de saúde, tem, portanto, relevância social (SOUZA; CARVALHO, 2003).
Percebemos que a Psicologia tem de fato defendido os espaços ou serviços de saúde
voltados para a Atenção Primária enquanto campo de trabalho, como lugar de contribuições
possíveis.
Nesses três tempos de Análise observamos a articulação de permanências e rupturas
das concepções ou práticas psicológicas em relação à colocação dos padrões tradicionais de
trabalho, mediados basicamente por concepções restritas de saúde e extensão sucinta do
cuidado.
Não podemos negar que o encadeamento das referências que visitamos, mostram
ampliação nas inserções e nas caracterizações das práticas Psicológicas, porém
Compreendemos que a permanência das concepções ou práticas hegemônicas são
circunstâncias que ainda precisam ser revistas, já que a Psicologia tem confirmado e
processualizado sua participação nesse lugar de trabalho, e ao mesmo tempo se certificado da
insuficiência de suas ações, a partir da replicação dos modelos psicologizantes.

79

80

8

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Procuramos privilegiar a conversa sobre a institucionalização dos nossos saberes e

práticas, e assim o escolhemos por entender que pensar, ou até mesmo pretender condições de
igualdade e de justiça social, exija a necessidade de primeiro “olhar para dentro”, ou seja,
procurar ampliar nossas percepções de como temos nos movimentado nessa história. No
nosso modo de ver, exercitar esse “hábito” é promover o fortalecimento do que já foi
conquistado socialmente.
Nossas conversas nos mostraram que temos vislumbrado no SUS e na Atenção
Primária um espaço onde cabem os ideais de igualdade possíveis, em que todos possam ser
atendidos em suas reais necessidades. Também temos compreendido que, ao longo dos anos, a
saúde pública tem sido desenhada de modo a estabelecer uma nova relação entre Estado e
Sociedade, (Dimenstein, 2001) que permita a protagonização das pessoas em denunciarem os
seus interesses e, através do controle público, serem responsáveis pelos rumos tomados pelas
lógicas assistenciais.
Diante da complexidade das questões com que se relaciona esse nível de assistência,
fabricar modelos de trabalho na Atenção Primária tem significado abrir mão de roteiros
prontos, das certezas e da confiança irrestrita em nossas teorias. As sensações que nos
envolveram na interação com os textos (situados a partir do nosso percurso metodológico), é
que nos afastar da ideia de que nossos procedimentos nos dão a garantia da exequibilidade das
nossas ações; ainda é uma conquista por se fazer.
Temos consciência de que seria impossível conseguir pontuar todas as questões ou
todos os pontos da nossa conversa, e quando nos propomos a investir nessas incursões, não
eram essas as nossas pretensões. Nos dirigimos ao diálogo e à possibilidade de ampliar nossa
rede de interlocutores, e o que ficou conversado é que temos avançado nas discussões e, de
certa forma, produzido aproximações com as propostas da Atenção Primária, concebendo que
essa é uma inserção que exige ampla atualização das práticas instituídas. Porém, encontramos
a expressividade e a permanência dos modelos hegemônicos nas práticas e concepções da
Psicologia em todos os tempos da análise.
A rede de discussões em que temos nos inserido sobre a assistência pública à saúde
tem configurado o SUS como uma política que, na forma como organiza os seus princípios e

81

diretrizes, torna complexa a concepção e o entendimento do que seja saúde, em proposições
discursivas que procuram superar o conceito de saúde como ausência de doença. Um forte
eixo dessas discussões é a busca por compreendê-la como um campo de processos singulares,
de sentidos negociados, atravessada por processos ininterruptos de transformação dos padrões
instituídos para se viver, e para atender a realidade (DIMENSTEIN; MACEDO, 2012).
As preocupações com os aspectos primários de atendimento ressaltam a consolidação
da promoção e desenvolvimento da vida, a partir da estabilização de modelos tecnoassistenciais que substituam os modelos essencialistas que ainda perduram nas práticas de
saúde (FERIRE; PICHELLI, 2010).
Procurando dar voz ativa a esse espaço, trazemos nesse instante experiências bem
recentes, onde tivemos a oportunidade de dialogar com estudantes de graduação sobre as
perspectivas de trabalho no SUS, em um espaço favorecido por uma amiga que tem se
responsabilizado pela formação desses alunos. Para nós, trazer essas interações para esse
momento do texto significa continuarmos as conversas que tivemos no capítulo anterior.
Recebemos dessa amiga27 o convite para conversarmos sobre o andamento da nossa
pesquisa e, em outro momento, dividimos com ela a responsabilidade de um curso de
capacitação, que teve como objetivo explorar as discussões sobre as Políticas de Saúde,
especificamente, a Política de Atenção Primária.
Produzir coletivamente esses dois momentos de conversa foi perceber nos alunos
questionamentos e discursos que procuravam entender: como é possível que ocupemos
espaços nos trabalhos em saúde sem levarmos conosco a nossa “identidade” profissional de
atuar conforme as linhas da clínica fechada e munida das abordagens psicoterápicas? Como
originar atendimentos que não tenham tempo e lugar exatos ou determinados? Como produzir
atendimentos nos espaços comunitários ou nas residências das pessoas? Se não é pelo
caminho do atendimento individual, qual é o caminho? O que é para ser feito então?
Voltando às produções acadêmicas estudadas ocorreram duas questões que, para nós,
mantêm relações entre si e achamos apropriadas para esse instante.
A primeira é que as dúvidas, os questionamentos e o encontro com espaços ou lacunas
que precisam ser preenchidos, atravessaram todos os tempos das produções dos textos, ou
27Agradecemos imensamente à amiga Renata Guerda por esses instantes de troca e crescimento.

82

seja, foram comunicados antes da constituição do SUS e após a sua qualificação política de
sistema organizado pela Atenção Primária.
Encontramos nas referências alguns posicionamentos que valorizam dúvidas e
incertezas como dispositivos para o redirecionamento indispensável das intervenções, pois
compreende-se que as realidades são transformadas e refeitas a todo instante. Podemos pensar
que a atualização das práticas pode ser possível pelo mecanismo da pergunta e da visualização
de espaços a serem preenchidos. Mais objetivamente, compreendemos que estamos tocando
em um espaço significativo das inserções e práticas da Psicologia, na Atenção Primária.
Parte-se do princípio de que a indagação e a ação são inseparáveis, e que ambas se
enriquecem reciprocamente nos processos das práxis (SILVA, 1998). Sugerimos a reflexão
que o dispositivo das incertezas pode compor fios conectantes com diálogos e processos que
ainda não construímos; nos possibilitando sair de posições que nos deixem à margem de nós
mesmos, em relação aos valores do trabalho, da vida e das conquistas que almejamos.
A segunda questão que chamou atenção foram os sentidos atribuídos à presença da
inconclusividade das ações programadas ou investidas pelos profissionais. Os sentidos
transitados revelaram conceitos de fracasso, desestímulo, distanciamento, incompletude.
Olhamos para esse movimento imaginando a sua ligação com a concepção Cartesiana de
ciência, que estatui a primazia do método como garantia de sucesso nos seus
empreendimentos. Identificar esses sentidos para a inconclusividade das ações em saúde nos
faz refletir sobre suas interferências nas concepções e produção das linhas de cuidado, assim
como nos conceitos de saúde implicados nas práticas arregimentadas pela Psicologia.
Podemos pensar a construção de outros sentidos para a inconclusividade,
compreendendo que ela pode ser amparada pela instalação de perguntas que se pode produzir
“sem limites”; e, a partir disso, apreendê-la como possibilidade para novos rumos. Nesse
sentido reportamo-nos à Merhy (1999), que compreende “as organizações de saúde lugares de
instabilidades e incertezas permanentes, que possibilitam a construção de múltiplos projetos
tecno-assistenciais”.
Essas questões estão ligadas à capacidade de cada profissional que se proponha ocupar
esse espaço de trabalho, ser crítico; comprometido; atento e implicado. Estar no cotidiano das
práticas é manejar questões que não são aprendidas na academia, nem estão postas nos livros

83

e nas teorias. Elas estão na vida, na vida dos encontros, desencontros, atropelos, imprevistos,
descobertas, decepções, surpresas...
As alternativas estão surgindo do dia a dia da experiência caótica, singular e
imprevista. Basta olhar em volta para perceber que os comportamentos e os
valores estão mudando e os saberes sendo reavaliados. A ciência não é
estanque, pelo contrário, ensina-nos que não há uma Verdade única, mas
várias relativas e mutantes verdades que vão modificando-se com as novas
descobertas e os olhares mais amplos e audaciosos (SOARES; 2005, p. 559).

Para finalizarmos gostaríamos de comunicar que, para nós, em todo o exercício do
estudo (que nos sentimos convidados a denominar de diálogo por estarmos iniciando as
nossas aproximações com as práticas discursivas), esteve conosco o sentimento de que não
teríamos a pretensão de apresentar essa pesquisa como um instrumento que revela a essência
ou a verdade da Psicologia nesse campo de atuação.
Nossos argumentos não são representativos. Aqui estão ordenadas questões que
existiram a partir das nossas interações e de um passo metodológico de diálogo com os textos
para pensar esse lugar na Psicologia. Partiu do nosso interesse procurar compreender: com
que projetos não conseguimos romper para nos apresentarmos de forma hegemônica? Que
linhas de fuga podemos pensar? Não foi nosso objetivo pensar em essências da Psicologia,
mas sinalizar formas, espaços...
Olhamos para a aproximação com as referências como um grande momento de
emissão e recepção de posicionamentos, ou um instante de interação de ideias que nos
permitiram continuar conversando. Foi um instante de entrega, pois trazemos conosco
aspirações e desejos que nos permitiram chegar até aqui.
O percurso que escolhemos fazer nos favoreceu a ideia de que dentro da Política SUS
existem processos que precisam ser melhor compreendidos e conversados.
Talvez a forma como a Psicologia tenha se colocado, a partir da replicação das práticas
tradicionais, seja àquela que não consegue se desprender da ideia de que temos condições de
dar respostas exatas para os fenômenos que construímos e participamos, e aí é o ponto em que
nos deparamos com a ocupação de um lugar que é o fazer ciência como uma prática que
detém o poder e a verdade apaziguadora de todas as coisas.

84

Podemos nos questionar se não seria saudável entender que a vida se processa de uma
maneira infinitamente mais rica, por caberem dentro dela infinitas formas, infinitos gostos e
infinitos projetos que se processam ao longo do tempo; e que ora se fundem e ora se afastam
desenhando milhares de formas que não podem ser negadas. Pensamos que nos colocar como
contribuinte nesse lugar de trabalho é aceitar essas diferenças e multiplicidades.
Importante salientar que nosso movimento não é negar a clínica, mas pensá-la de outra
forma. Se estamos dizendo que nossos psicodiagnósticos e nossas psicoterapias devem
compor as nossas práticas, como pensá-los em dispositivos que consigam conversar com as
equipes,

participando

das

diretrizes

Políticas

que

apostam

corresponsabilização popular? Enfim, há ainda muito o que conversar.

na

participação

e

85

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91

APÊNDICE

92

APENDICE A - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continua)
Nº
1

AUTOR
Carvalho, Emilia Campos de

TÍTULO
Comportamento verbal enfermeiro-paciente: funçäo
educativa e

2

Madi JM; Chiaradia A; Lunardi PV

educaçäo continuada do profissional
[Pregnancy in the adolescent: report on forty-six
cases].

3

R C Silva M J M Figueira; Y Kandratavixius; E A Cursino; M
L M Oliveira;

Atuacao psicologica na atencao primaria a saude
(aps) analise da demanda clinica i.

4

Cohen, Claudio

5

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TIPO
tese Indisponível!

REV./ ED.
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1988

Silva, Rosalina Carvalho da

O trabalho do psicólogo em centros de saúde:
algunas reflexöes sobre as funçöes da psicologia na
atençiao primária a saúde

tese Indisponível!

6

Fernandes, Joao Cláudio L

Agentes de saúde em comunidades urbanas

7

Siqueira, Arnaldo Augusto Franco de; Oliveira, Denize
Cristina de; Rabinovich,
Elaine Pedreira; Santos, Neusa Guaraciaba dos

Instrumentos para o acompanhamento e avaliaçäo do
desenvolvimento infantil na atençäo primária à
saúde

8

Gimeniz, Sandra Regina; Silvares, Edwiges Ferreira de
Mattos

9

10

Atuacao psicologica na atencao primaria a
saude (aps) analise da demanda clinica i
R C Silva M J M Figueira; Y Kandratavixius;
E A Cursino; M L M Oliveira; Reuniao Anual
da Sociedade de Psicologia de Ribeirao Preto
(17. 1987 Ribeirao Preto) 1987
Programa e Resumos Ribeirão Preto : Sbprp,
1987.

FERNANDES, João Cláudio L.. Agentes de
saúde em comunidades urbanas. Cad. Saúde
Pública, Rio de Janeiro, v. 8, n. 2, June
1992 . Available from
<http://www.scielosp.org/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S0102311X1992000200004&lng=en&nrm=iso>.
access on 07 Oct. 2012.
http://dx.doi.org/10.1590/S0102311X1992000200004.
SIQUERA, A. A. F. et al. Instrumentos para o
Acompanhaemnto e Avaliação do
Desenvolvimento Infantil na Atenção Primária
à Saúde. Rev. Bras. Cresc. Des. Hum . II(2):
São Paulo, 1992.

1988

Artigo

Cad Saude Publica; 8(2): 134-9, abr.-jun. 1992.
tab

1992

Artigo

Rev. bras. crescimento desenvolv. hum; 2(2): 5999, jul.-dez. 1992. ilus

1992

Características dos usuários do setor de pediatria de
um centro de saúde escola a partir da análise de
prontuários: implicaçöes para atuaçäo psicológica

Artigo indisponívél
consegui via SCAD

Bol. psicol; 43(98/99): 59-71, jan.-dez. 1993. tab

1993

Ana Flávia Pires Lucas D'Oliveira A C S Vangrelino.

O lugar da psicologia e do psicólogo na atenção
primária algumas reflexões.

Artigo Indisponível

Livro de Resumos Águas de Lindóia :
ABRASCO/APSP/FSP-USP, 1997.

1997

Costa, Maria Conceiçäo Oliveira; Souza, Ronald Pagnoncelli
de

Avaliaçäo e cuidados primários da criança e do
adolescente

Livro indisponívél nas
distribuidoras

Porto Alegre; ArtMed; 1998. 290 p. ilus, tab, graf.
(Biomédica).; (Biomédica).

1998

93

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

11

Silva, Luís Augusto Vasconcelos da; Oliveira, Rodrigo Freire;
Franco, Anamélia Lins e Silva

Inserçäo do psicólogo em programas de atençäo
primária à adolescência: uma experiência em
Salvador-Bahia

SILVA, Luís Augusto Vasconcelos da;
OLIVEIRA, Rodrigo Freire; FRANCO,
Anamélia Lins e Silva. Inserção do psicólogo
em programas de atenção primária à
adolescência: uma experiência em SalvadorBahia. Psicol. Reflex. Crit., Porto Alegre, v.
11, n. 3, 1998 . Disponível em
<http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S010279721998000300017&lng=pt&nrm=iso>.
acessos em 08 out. 2012.
http://dx.doi.org/10.1590/S010279721998000300017.

12

Dimenstein, Magda

13

TIPO

REV./ ED.

ANO

Artigo

Psicol. reflex. crit; 11(3,n.esp): 605-20, 1998.

1998

(Des)caminhos de formaçäo profissional do
psicólogo no Brasil para a sua atuaçäo no campo da
Saúde Pública

Artigo

Rev. Dep. Psicol., UFF; 11(1): 17-25, jan.-abr.
1999.

1999

Senna, Dulce Maria.

As mil faces de Ananké o sofrimento feminino e a
prática de saúde.

TESE indisponível!

Faculdade de Saúde Pública.

1999

14

Helivalda Pedroza Bastos Maria Inês Assumpção Fernandes
(orientadora) 1999.

O psicólogo da saúde pública numa proposta de
trabalho interinstitucional a queixa escolar como elo
de ligação.

15

Gomes, Luciana

Trabalho multifacetado de professores: a saúde entre
limites.

16

Scopinho Rosemeire Aparecida ; Martins Adalberto Floriano
Grecco

Desenvolvimento organizacional e interpessoal em
cooperativas de produção agropecuária: reflexão
sobre o método

17

Costa-Rosa, Abílio da ; Luzio, Cristina Amélia ; Mendes,
Márcia Cristina Schwarz ; Florezi, Patrícia.

Uma experiência de pronto atendimento em saúde
mental coletiva .

18

Soares, Teresa Cristina

A vida é mais forte do que as teorias: o psicólogo nos
serviços de atenção primária à saúde

O psicólogo da saúde pública numa proposta
de trabalho interinstitucional a queixa escolar
como elo de ligação
Helivalda Pedroza Bastos Maria Inês
Assumpção Fernandes 1999.

DISSERTAÇÃO
Indisponível!

1999

Dissertação.

Rio de Janeiro; s.n; 2002. 123 p. tab.

2002

Desenvolvimento organizacional e
interpessoal em cooperativas de produção
agropecuária: reflexão sobre o método.
Scopinho Rosemeire Aparecida ; Martins
Adalberto Floriano Grecco. Psicologia &
Sociedade, 2003, Vol.15(2), p.124

Artigo

Psicologia & Sociedade,

2003

Uma experiência de pronto atendimento em
saúde mental coletiva.
Costa-Rosa, Abílio da ; Luzio, Cristina Amélia
; Mendes, Márcia Cristina Schwarz ; Florezi,
Patrícia
Estudos de Psicologia (Campinas), 2004,
Vol.21, p.101-115.
SOARES, Teresa Cristina. "A vida é mais forte
do que as teorias" o psicólogo nos serviços de
atenção primária à saúde. Psicol. cienc. prof.,
Brasília, v. 25, n. 4, 2005 . Available from
<http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S141498932005000400008&lng=en&nrm=iso>.
access on 07 Oct. 2012.
http://dx.doi.org/10.1590/S141498932005000400008.

Artigo

Estudos de Psicologia (Campinas), 2004, Vol.21,
p.101-115.

2004

Artigo

Psicol. ciênc. prof; 25(4): 590-601, 2005.

2005

94

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

TIPO

REV./ ED.

ANO

19

Sant' Anna, Anderson De Souza ; Renault De Moraes, Lucio
Flavio ; Kilimnik, Zelia Miranda

Competencias individuais, modernidade
organizacional e satisfacao no trabalho: um estudo
de diagnostico comparativo.

Competencias individuais, modernidade
organizacional e satisfacao no trabalho: um
estudo de diagnostico comparativo. Sant'
Anna, Anderson De Souza ; Renault De
Moraes, Lucio Flavio ; Kilimnik, Zelia
Miranda. RAE Eletronica, Jan, 2005, Vol.4(1)

Artigo

RAE Eletronica

2005

20

Wachelke, Joao F. R. ; Botome, Saulo S. ; De Andrade,
Alexsandro L. ; Faggiani, Robson B. ; Natividade, Jean C. ;
Coutinho, Maria C

Conceitos e praticas adotados por pesquisadores em
psicologia organizacional e do trabalho.

Conceitos e praticas adotados por
pesquisadores em psicologia organizacional e
do trabalho. Wachelke, Joao F. R. ; Botome,
Saulo S. ; De Andrade, Alexsandro L. ;
Faggiani, Robson B. ; Natividade, Jean C. ;
Coutinho, Maria C.. Revista Aletheia, Jan,
2005, Issue 21, p.7(13)

Artigo

Revista Aletheia

2005

21

Fontanella, Bruno José Barcellos; Turato, Egberto Ribeiro

Percepção de sintomas depressivos por dependentes
de substâncias psicoativas procurando tratamento

Artigo

J Bras Psiquiatr; 54(4): 278-284, out.-dez. 2005.
tab

2005

22

Ludmila Palucci Puntel Edna Maria Marturano.

Problemas emocionais e de comportamento em
crianças de 6 a 12 anos cadastradas em um núcleo de
atenção primária e saúde da família.

DISSERTAÇÃO.
Indisponível.

Faculdade Medicina de Ribeirão Preto.

2005

23

Maraschin, Cleci ; De Leao D' Agord, Marta Regina ;
Silveira Dos Santos, Nair Iracema ; Orgler Sordi, Regina.

A escrita do caso e a ressignificacao da experiencia
de estagio

A escrita do caso e a ressignificacao da
experiencia de estagio. Maraschin, Cleci ; De
Leao D' Agord, Marta Regina ; Silveira Dos
Santos, Nair Iracema ; Orgler Sordi, Regina.
Revista Aletheia, July, 2006, Issue 24,
p.35(13)

Artigo

Revista Aletheia

2006

24

Coutinho, Maria Chalfin

Dialetica da exclusao/inclusao em uma organizacao
industrial.(FORUM-NOVOS MODELOS
ORGANIZACIONAIS: PARADOXOS E
CONTRADICOES ENTRE O DISCURSO E A
PRATICA)

Dialetica da exclusao/inclusao em uma
organizacao industrial.(FORUM-NOVOS
MODELOS ORGANIZACIONAIS:
PARADOXOS E CONTRADICOES ENTRE
O DISCURSO E A PRATICA). Coutinho,
Maria Chalfin. RAE Eletronica, Jan, 2006,
Vol.5(1)

Artigo

RAE Eletronica

2006

25

Correa, Maria Laetitia ; Pimenta, Solange Maria

Impactos da mobilizacao da subjetividade nos
processos de formacao profissional e sindical.
(FORUM-NOVOS MODELOS
ORGANIZACIONAIS: PARADOXOS E
CONTRADICOES ENTRE O DISCURSO E A
PRATICA)

Impactos da mobilizacao da subjetividade nos
processos de formacao profissional e sindical.
(FORUM-NOVOS MODELOS
ORGANIZACIONAIS: PARADOXOS E
CONTRADICOES ENTRE O DISCURSO E
A PRATICA) Correa, Maria Laetitia ;
Pimenta, Solange Maria. RAE Eletronica, Jan,
2006, Vol.5(1)

Artigo

RAE Eletronica

2006

95

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

26

Ronzani, Telmo Mota; Rodrigues, Marisa Cosenza

O psicólogo na atenção primária à saúde:
contribuições, desafios e redirecionamentos

RONZANI, Telmo Mota; RODRIGUES,
Marisa Cosenza. O psicólogo na atenção
primária à saúde: contribuições, desafios e
redirecionamentos. Psicol. cienc. prof.,
Brasília, v. 26, n. 1, 2006 . Available from
<http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S141498932006000100012&lng=en&nrm=iso>.
access on 07 Oct. 2012.
http://dx.doi.org/10.1590/S141498932006000100012.

Artigo

TIPO

REV./ ED.
Psicol. ciênc. prof; 26(1): 132-143, jan.-mar.
2006.

2006

27

Perin, Marcelo Gattermann ; Sampaio, Claudio Hoffmann ;
Duha, Andre Hartmann ; Bitencourt, Claudia Cristina

bVS: 536/ Capes: 82/ USP: 89. Totalizando: 707

Processo de aprendizagem organizacional e
desempenho empresarial: o caso da industria
eletroeletronica no Brasil. Perin, Marcelo
Gattermann ; Sampaio, Claudio Hoffmann ;
Duha, Andre Hartmann ; Bitencourt, Claudia
Cristina. RAE Eletronica, July, 2006, Vol.5(2)

Artigo

RAE Eletronica

2006

28

Bosetto Cenci, Claudia Mara

Representacao social da psicologia em um bairro
periferico de uma cidade do interior do Rio Grande
do Sul

Representacao social da psicologia em um
bairro periferico de uma cidade do interior do
Rio Grande do Sul. Revista Aletheia, Jan,
2006, Issue 23, p.43(11)

Artigo

Revista Aletheia

2006

29

Nara Helena Lopes Pereira da Silva Carmen Lúcia Cardoso.

Saúde da família sentidos produzidos em grupo com
agentes comunitários de saúde acerca do HIV/Aids.

30

Andreani, Grace ; Aparecida O. Custodio, Zaira ; Aparecida
Crepaldi, Maria

Tecendo as redes de apoio na prematuridade

Tecendo as redes de apoio na prematuridade.
Andreani, Grace ; Aparecida O. Custodio,
Zaira ; Aparecida Crepaldi, Maria. Revista
Aletheia, July, 2006, Issue 24, p.115(12)

Artigo

Revista Aletheia

2006

31

De Tartari E Sacramento, Livia ; Morgado Rezende, Manuel

Violencias: lembrando alguns conceitos

Violencias: lembrando alguns conceitos. De
Tartari E Sacramento, Livia ; Morgado
Rezende, Manuel. Revista Aletheia, July,
2006, Issue 24, p.95(10)

Artigo

Revista Aletheia

2006

32

Traverso-Yépez, Martha ; Bernardino, Jhoseanne Magalhães ;
Gomes, Lílian Oliveira.

"Fazem um PSF lá de cima...": a case study .

Artigo

Psicologia em Estudo, 2007, Vol.12, p.593-602.

2007

33

Oliveira, Isabel Fernandes de; Silva, Fabiana Lima;
Yamamoto, Oswaldo Hajime

A psicologia no Programa de Saúde da Família
(PSF) em Natal: espaço a ser conquistado ou um
limite da prática psicológica?

"Fazem um PSF lá de cima...": a case study.
Traverso-Yépez, Martha ; Bernardino,
Jhoseanne Magalhães ; Gomes, Lílian Oliveira
Psicologia em Estudo, 2007, Vol.12, p.593602.
A psicologia no Programa de Saude da Familia
(PSF) em Natal: espaco a ser conquistado ou
um limite da pratica psicologica? Fernandes
De Oliveira, Isabel ; Lima Silva, Fabiana ;
Hajime Yamamoto, Oswaldo. Revista
Aletheia, Jan, 2007, Issue 25, p.5(15)

Artigo

Aletheia; (25): 5-19, jan.-jun. 2007.

2007

DISSERTAÇÃO

ANO

2006

96

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

34

Anna Maria Chiesa.

Autonomia e resiliência categorias para o
fortalecimento da intervenção na atenção básica na
perspectiva da promoção da saúde.

Autonomia e resiliência categorias para o
fortalecimento da intervenção na atenção
básica na perspectiva da promoção da saúde
Anna Maria Chiesa Congresso Paulista de
Saúde Pública (10. 2007 São Pedro) 2007
Anais Eletrônicos Botucatu : UNESP, 2007.

Artigo

TIPO

REV./ ED.
Congresso Paulista de Saúde Pública (10. 2007
São Pedro) 2007
Anais Eletrônicos Botucatu : UNESP, 2007.

2007

ANO

35

Goncalves Philadelpho, Patricia Bento ; Barbosa Macedo,
Katia

Avaliacao de desempenho como um instrumento de
poder na gestao de pessoas

Avaliacao de desempenho como um
instrumento de poder na gestao de pessoas.
Goncalves Philadelpho, Patricia Bento ;
Barbosa Macedo, Katia. Revista Aletheia, July,
2007, Issue 26, p.27(14)

Artigo

Revista Aletheia

2007

36

Sathler Guimaraes, Andre

Emergencia e conexionismo como hipoteses
suplementares ao Entwurf einer Psychologie de
Freud

Emergencia e conexionismo como hipoteses
suplementares ao Entwurf einer Psychologie
de Freud . Sathler Guimaraes, Andre. Revista
Aletheia, July, 2007, Issue 26, p.41(9)

Artigo

Revista Aletheia

2007

37

De Alencar - Rodrigues, Roberta ; Neves Strey, Marlene ;
Pereira, Janice.

Experiencia migratoria: encontro consigo mesmo?
Percepcoes de brasileiros sobre sua cultura e
mudancas pessoais.

Experiencia migratoria: encontro consigo
mesmo? Percepcoes de brasileiros sobre sua
cultura e mudancas pessoais. De Alencar Rodrigues, Roberta ; Neves Strey, Marlene ;
Pereira, Janice. Revista Aletheia, July, 2007,
Issue 26, p.168(13)

Artigo

Revista Aletheia

2007

38

Coelho Heckert, Ana Lucia ; Barros De Barros, Maria
Elizabeth

Fracasso escolar: do que se trata? Psicologia e
educacao, debates "possiveis"

Artigo

Revista Aletheia

2007

39

Arpini, Dorian Mônica; Santos, Bibiana Ramos dos

Programa da criança: Espaço de promoção de saúde
e fortalecimento dos vínculos

Fracasso escolar: do que se trata? Psicologia e
educacao, debates "possiveis". Coelho
Heckert, Ana Lucia ; Barros De Barros, Maria
Elizabeth
Revista Aletheia, Jan, 2007, Issue 25,
p.109(14)
PROGRAMA DA CRIANÇA: ESPAÇO DE
PROMOÇÃO DE SAÚDE E
FORTALECIMENTO DOS VÍNCULOS
Psicol. Argum., Curitiba, v. 25, n. 49, p. 155164, abr./jun. 2007

Artigo

Psicol. argum; 25(49): 155-164, abr. 2007.

2007

40

De Fatima Guareschi, Neuza Maria ; Strenzel, Janaina
Claudia ; Bennemann, Thais

Quem esta apto? A pratica da adocao e marcadores
identitarios

Quem esta apto? A pratica da adocao e
marcadores identitarios. De Fatima Guareschi,
Neuza Maria ; Strenzel, Janaina Claudia ;
Bennemann, Thais. Revista Aletheia, Jan,
2007, Issue 25, p.163(14)

Artigo

Revista Aletheia

2007

41

Nuhlmann Schneider, Ana Claudia ; Rohnelt Ramires, Vera
Regina

Vinculo parental e rede de apoio social: relacao com
a sintomatologia depressiva na adolescencia

Vinculo parental e rede de apoio social:
relacao com a sintomatologia depressiva na
adolescencia. Nuhlmann Schneider, Ana
Claudia ; Rohnelt Ramires, Vera Regina.
Revista Aletheia, July, 2007, Issue 26,
p.95(14)

Artigo

Revista Aletheia
2007

97

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

42

Lima, Eduardo De Paula ; Haase, Vitor Geraldi ; Lana Peixoto, Marco Aurelio.

Heterogeneidade neuropsicologica na esclerose
múltipla.

Heterogeneidade neuropsicologica na
esclerose múltipla.
Lima, Eduardo De Paula ; Haase, Vitor
Geraldi ; Lana - Peixoto, Marco Aurelio
Psicologia: Reflexao & Critica, March, 2008,
Vol.21(1), p.100(10)

Artigo

TIPO

REV./ ED.
Psicologia: Reflexao & Critica, March, 2008,
Vol.21(1), p.100(10).

2008

43

Soares Ferreira, Setembrino, Jr. ; Cunha, Joao Carlos Da

A capacitacao tecnologica das industrias de loucas de
mesa de campo largo (PR)

A capacitacao tecnologica das industrias de
loucas de mesa de campo largo (PR). Soares
Ferreira, Setembrino, Jr. ; Cunha, Joao Carlos
Da. Revista de Administracao Mackenzie,
March-April, 2008, Vol.9(2), p.31(27)

Artigo

Revista de Administracao Mackenzie

2008

44

Wendt, Naiane Carvalho ; Crepaldi, Maria Aparecida.

A utilizacao do genograma como instrumento de
coleta de dados na pesquisa qualitativa.

A utilizacao do genograma como instrumento
de coleta de dados na pesquisa qualitativa.
Wendt, Naiane Carvalho ; Crepaldi, Maria
Aparecida
Psicologia: Reflexao & Critica, June, 2008,
Vol.21(2), p.302(9).

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica, June, 2008,
Vol.21(2), p.302(9).

2008

45

Dos Santos, Sales Augusto ; Cavalleiro, Eliane ; Barbosa,
Maria Ines Da Silva ; Ribeiro, Matilde.

Ações afirmativas: polemicas e possibilidades sobre
igualdade racial e o papel do Estado.

Ações afirmativas: polemicas e possibilidades
sobre igualdade racial e o papel do Estado.Dos
Santos, Sales Augusto ; Cavalleiro, Eliane ;
Barbosa, Maria Ines Da Silva ; Ribeiro,
MatildeRevista Estudo Feministas, Sept-Dec,
2008, Vol.16(3), p.913(17).

Artigo

Revista Estudo Feministas, Sept-Dec, 2008,
Vol.16(3), p.913(17).

2008

46

Branco, Bianca De Moraes ; Wagner, Adriana ; Demarchi,
Karina Adriani.

Adolescentes infratores: rede social e funcionamento
familiar.

Adolescentes infratores: rede social e
funcionamento familiar
Branco, Bianca De Moraes ; Wagner, Adriana ;
Demarchi, Karina Adriani
Psicologia: Reflexao & Critica, March, 2008,
Vol.21(1), p.125(8).

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica, March, 2008,
Vol.21(1), p.125(8).

2008

47

Viviane Milan Pupin Carmen Lucia Cardoso .

Agentes comunitários de saúde concepções de saúde
e do seu trabalho.

48

Silva, Nara Helena Lopes Pereira da ; Cardoso, Cármen
Lúcia.

Agentes comunitários de saúde: sentidos acerca do
trabalho em HIV/AIDS.

49

Pasqualini - Casado, Lilian ; Vagostello, Lucilena ; De
Villemor - Amaral, Anna Elisa ; Do Nascimento, Regina
Gattas

Caracteristicas da personalidade de pais incestuosos
por meio do Rorschach, conforme o sistema
compreensivo

DISSERTAÇÃO
Agentes comunitários de saúde: sentidos
acerca do trabalho em HIV/AIDS.
Silva, Nara Helena Lopes Pereira da ;
Cardoso, Cármen Lúcia
Psicologia & Sociedade, 2008, Vol.20, p.257266.
Caracteristicas da personalidade de pais
incestuosos por meio do Rorschach, conforme
o sistema compreensivo. Pasqualini - Casado,
Lilian ; Vagostello, Lucilena ; De Villemor Amaral, Anna Elisa ; Do Nascimento, Regina
Gattas. Psicologia: Reflexao & Critica, June,
2008, Vol.21(2), p.293(9)

ANO

2008

Artigo

Psicologia & Sociedade, 2008, Vol.20, p.257-266.

2008

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica

2008

98

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

50

Hass, Gislaine Gisele; Henrique, Flávia; Demarzo, Marcelo
Marcos Piva

Condições ergonômicas em uma unidade básica de
saúde recentementeinformatizada de Florianópolis SC

REFERÊNCIA

Artigo

TIPO

REV./ ED.

51

Ana Vilela Mendes Sonia Regina Loureiro.

Cuidados primários à saúde mental depressão
materna e aspectos comportamentais de crianças em
idade escolar.

DISSERTAÇÃO

52

Celiane Camargo-Borges Silvana Martins Mishima; Sheila
McNamee.

Da autonomia à responsabilidade relacional
explorando novas inteligibilidades para as práticas
de saúde.

Da autonomia à responsabilidade relacional
explorando novas inteligibilidades para as
práticas de saúde.
Celiane Camargo-Borges Silvana Martins
Mishima; Sheila McNamee.
Gerais: Revista Institucional de Psicologia
Belo Horizonte v. 1, n. 1, p. 8-19, 2008.

Artigo

Psicologia Belo Horizonte v. 1, n. 1, p. 8-19,
2008.

2008

53

Demo Fiuza, Gisela

Desenvolvimento e validacao da escala de percepcao
de politicas de gestao de pessoas (EPPGP)

Desenvolvimento e validacao da escala de
percepcao de politicas de gestao de pessoas
(EPPGP). Demo Fiuza, Gisela. Revista de
Administracao Mackenzie, Nov-Dec, 2008,
Vol.9(6), p.77(25).

Artigo

Revista de Administracao Mackenzie

2008

54

Pinto, Marcelo De Rezende ; Santos, Leonardo Lemos Da
Silveira

Em busca de uma trilha interpretativista para a
pesquisa do consumidor: uma proposta baseada na
fenomenologia, na etnografia e na grounded theory

Em busca de uma trilha interpretativista para a
pesquisa do consumidor: uma proposta
baseada na fenomenologia, na etnografia e na
grounded theory.Pinto, Marcelo De Rezende ;
Santos, Leonardo Lemos Da Silveira. RAE
Eletronica, July, 2008, Vol.7(2)

Artigo

RAE Eletronica

2008

55

Santos, Moara De Medeiros Rocha ; De Araujo, Tereza
Cristina Cavalcanti Ferreira

Estudos e pesquisas sobre a intersexualidade: uma
analise sistematica da literatura especializada

Estudos e pesquisas sobre a intersexualidade:
uma analise sistematica da literatura
especializada. Santos, Moara De Medeiros
Rocha ; De Araujo, Tereza Cristina Cavalcanti
Ferreira. Psicologia: Reflexao & Critica, June,
2008, Vol.21(2), p.267(8)

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica

2008

56

Mori Maciel, Cristina ; Da Silva, Arlindo Fortunado

Gerenciando pessoas utilizando Modelos holisticos.

Gerenciando pessoas utilizando Modelos
holisticos. Mori Maciel, Cristina ; Da Silva,
Arlindo Fortunado. Revista de Administracao
Contemporanea - RAC, Jan-March, 2008,
Vol.12(1), p.35(24)

Artigo

Revista de Administracao Contemporanea - RAC

2008

57

Fiorin, Jose Luiz Doutorado em Lingística USP.

Linguagem e interdisciplinaridade.

Linguagem e interdisciplinaridade. Fiorin,
Jose Luiz. Alea: Estudos Neolatinos, Jan,
2008, Vol.10(1), p.29(25).

Artigo

Alea: Estudos Neolatinos

2008

58

Oliveira, Margareth Da Silva ; Andretta, Ilana ; Rigoni, Maisa
Dos Santos ; Szupszynski, Karen Priscila Del Rio.

Motivational interview with alcoholics: a
longitudinal study abstract.

Motivational interview with alcoholics: a
longitudinal study abstract.
Oliveira, Margareth Da Silva ; Andretta,
Ilana ; Rigoni, Maisa Dos Santos ;
Szupszynski, Karen Priscila Del Rio
Psicologia: Reflexao & Critica, June, 2008,
Vol.21(2), p.261(6).

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica, June, 2008,
Vol.21(2), p.261(6).

2008

ACM arq. catarin. med; 37(4): 27-31, set.-dez.
2008. tab

ANO
2008

2008

99

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

59

Barbosa Da Silva, Anielson

O contexto social da aprendizagem de gerentes

O contexto social da aprendizagem de
gerentes. Barbosa Da Silva, Anielson. Revista
de Administracao Mackenzie, Nov-Dec, 2008,
Vol.9(6), p.26(27)

Artigo

Revista de Administracao Mackenzie

2008

60

Waiandt, Claudiani ; Davel, Eduardo

Organizacoes, representacoes e sincretismo: a
experiencia de uma empresa familiar que enfrenta
mudancas e sucessoes de gestao.

Organizacoes, representacoes e sincretismo: a
experiencia de uma empresa familiar que
enfrenta mudancas e sucessoes de gestao.
Waiandt, Claudiani ; Davel, Eduardo. Revista
de Administracao Contemporanea - RAC,
April-June, 2008, Vol.12(2), p.369(26)

Artigo

Revista de Administracao Contemporanea - RAC

2008

61

Medrado, Benedito ; Lyra, Jorge

Por uma matriz feminista de genero para os estudos
sobre homens e masculinidades

Por uma matriz feminista de genero para os
estudos sobre homens e masculinidades.
Medrado, Benedito ; Lyra, Jorge. Revista
Estudo Feministas, Sept-Dec, 2008, Vol.16(3),
p.809(32)

Artigo

Revista Estudos Feministas

2008

62

Sant' Anna, Anderson Souza

Profissionais mais competentes, politicas e praticas
de gestao mais avancadas?

Profissionais mais competentes, politicas e
praticasde gestao mais avancadas? Sant' Anna,
Anderson Souza. RAE Eletronica, Jan, 2008,
Vol.7(1)

Artigo

RAE Eletronica

2008

63

Schwetter Silveira, Victor Natanael

Racionalidade e organizacao: as multiplas faces do
enigma

Racionalidade e organizacao: as multiplas
faces do enigma. Schwetter Silveira, Victor
Natanael. Revista de Administracao
Contemporanea - RAC, Oct-Dec, 2008,
Vol.12(4), p.1107(24)

Artigo

Revista de Administracao Contemporanea - RAC

2008

64

Clemente, Anselmo; Matos, Damaris Roma; Grejanin,
Danitielle K. Marques; Santos, Heloísa Elaine dos; Quevedo,
Michele Peixoto; Massa, Paula Andrea

Residência multiprofissional em saúde da família e a
formação de psicólogos para a atuação na atenção
básica

CLEMENTE, Anselmo et al . Residência
multiprofissional em saúde da família e a
formação de psicólogos para a atuação na
atenção básica. Saude soc., São Paulo, v. 17,
n. 1, Mar. 2008 . Available from
<http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S010412902008000100016&lng=en&nrm=iso>.
access on 07 Oct. 2012.
http://dx.doi.org/10.1590/S010412902008000100016.

Artigo

Saúde Soc; 17(1): 176-184, jan.-mar. 2008. tab

2008

65

Góis, Cezar Wagner de Lima

Saúde comunitária: pensar e fazer/ Community
health: thinking and doing

Livro

São Paulo; Hucitec; 2008. 260 p. (Saúde em
debate, 191).; (Saúde em debate, 191).

2008

66

Fonseca, Marcelo Jacques ; Goncalves, Manuela Albornoz ;
De Oliveira, Marta Olivia Rovedder ; Tinoco, Maria
Auxiliador Cannarozzo

Tendencias sobre as comunidades virtuais da
perspectiva dos prosumers.

Artigo

RAE Eletronica

2008

Tendencias sobre as comunidades virtuais da
perspectiva dos prosumers. Fonseca, Marcelo
Jacques ; Goncalves, Manuela Albornoz ; De
Oliveira, Marta Olivia Rovedder ; Tinoco,
Maria Auxiliador Cannarozzo. RAE
Eletronica, July, 2008, Vol.7(2)

TIPO

REV./ ED.

ANO

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)

100
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

TIPO

REV./ ED.

ANO

67

De Oliveira, Jena Hanay Araujo ; Yoshida, Elisa Medici
Pizao.

Avaliacao psicologica de obesos grau III antes e
depois de cirurgia bariatrica.

Avaliacao psicologica de obesos grau III antes
e depois de cirurgia bariatrica.
De Oliveira, Jena Hanay Araujo ; Yoshida,
Elisa Medici Pizao
Psicologia: Reflexao & Critica, March, 2009,
Vol.22(1), p.12(8).

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica, March, 2009,
Vol.22(1), p.12(8).

2009

68

De Sousa, Valdemar Donizeti ; Cury, Vera Engler.

Psicologia e atencao basica: vivencias de estagiarios
na Estrategia de Saude da Familia.

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Sept, 2009,
p.S1429(10).

2009

69

De Melo, Monica Cristina ; Souza, Andre Luiz ; Leandro,
Edelvio Leonardo ; De Arruda Mauricio, Herika ; Silva, Iedo
Donato ; Oria De Oliveira, Juliana Maria.

A educacao em saude como agente promotor de
qualidade de vida para o idoso.

Psicologia e atencao basica: vivencias de
estagiarios na Estrategia de Saude da Familia.
De Sousa, Valdemar Donizeti ; Cury, Vera
Engler
Ciencia & Saude Coletiva, Sept, 2009,
p.S1429(10).
A educacao em saude como agente promotor
de qualidade de vida para o idoso.
De Melo, Monica Cristina ; Souza, Andre Luiz
; Leandro, Edelvio Leonardo ; De Arruda
Mauricio, Herika ; Silva, Iedo Donato ; Oria
De Oliveira, Juliana Maria
Ciencia & Saude Coletiva, Sept, 2009,
p.S1579(8).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Sept, 2009,
p.S1579(8).

2009

70

Vasconcelos, Eliane Nobrega ; Da Silveira, Maria De Fatima
Araujo ; Eulalio, Maria Do Carmo ; Medeiros, Paula
Frassinetti Vasconcelos

A normatizacao do cuidar da crianca menor de um
ano: estudo dos significados atribuidos pelos
profissionais do Programa Saude da Familia (PSF)

A normatizacao do cuidar da crianca menor de
um ano: estudo dos significados atribuidos
pelos profissionais do Programa Saude da
Familia (PSF). Vasconcelos, Eliane Nobrega ;
Da Silveira, Maria De Fatima Araujo ; Eulalio,
Maria Do Carmo ; Medeiros, Paula Frassinetti
Vasconcelos
Ciencia & Saude Coletiva, August, 2009,
p.1225(10)

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva

2009

71

Gontijo, Liliane Parreira Tannus ; Puntel De Almeida, Maria
Cecilia ; Gomide, Leila Regina Scalia ; Barra, Rubia Pereira.

A saude bucal coletiva na visao do estudante de
odontologia--analise de uma experiencia.

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, July, 2009, p.1277(9).

2009

72

De Almeida, Rosa Maria Martins ; Pasa, Graciela Gema ;
Scheffer, Morgana.

Alcool e violencia em homens e mulheres.

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica, June, 2009,
Vol.22(2), p.252(9).

2009

73

Mendes - Da - Silva, Wesley ; Oih Yu, Abraham Sin

Analise empirica do senso de controle: buscando
entender o excesso de confianca

A saude bucal coletiva na visao do estudante
de odontologia--analise de uma experiencia.
Gontijo, Liliane Parreira Tannus ; Puntel De
Almeida, Maria Cecilia ; Gomide, Leila
Regina Scalia ; Barra, Rubia Pereira
Ciencia & Saude Coletiva, July, 2009,
p.1277(9).
Alcohol: gender and implications in the
violence/Alcool e violencia em homens e
mulheres.
De Almeida, Rosa Maria Martins ; Pasa,
Graciela Gema ; Scheffer, Morgana
Psicologia: Reflexao & Critica, June, 2009,
Vol.22(2), p.252(9).
Analise empirica do senso de controle:
buscando entender o excesso de confianca.
Mendes - Da - Silva, Wesley ; Oih Yu,
Abraham Sin. Revista de Administracao
Contemporanea - RAC, April-June, 2009,
Vol.13(2), p.247(25)

Artigo

Revista de Administracao Contemporanea - RAC

2009

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)

101
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

TIPO

REV./ ED.

ANO

74

Shimizu, Helena Eri ; Lima, Maria Goreti de.

As dimensões do cuidado pré-natal na consulta de
enfermagem.

As dimensões do cuidado pré-natal na consulta
de enfermagem.
Shimizu, Helena Eri ; Lima, Maria Goreti de
Revista Brasileira de Enfermagem, 2009,
Vol.62, p.387-392.

Artigo

Revista Brasileira de Enfermagem, 2009, Vol.62,
p.387-392.

2009

75

Utzig Zulke, Maria Ines ; Caetano Nardi, Henrique

As interfaces entre o publico e o privado na
producao do discurso da eficiencia nas escolas de
educacao profissional.

As interfaces entre o publico e o privado na
producao do discurso da eficiencia nas escolas
de educacao profissional. Utzig Zulke, Maria
Ines ; Caetano Nardi, Henrique. Revista
Aletheia, Jan, 2009, Issue 29, p.161(16)

Artigo

Revista Aletheia

2009

76

Silva, Sarah Leite Barros Da ; Musse, Rosana Inacio
Protasio ; Nemr, Katia

Assistencia domiciliar na cidade deSalvador-BA:
possibilidade de atuacao fonoaudiologica em
motricidade orofacial.

Assistencia domiciliar na cidade deSalvadorBA: possibilidade de atuacao fonoaudiologica
em motricidade orofacial. Silva, Sarah Leite
Barros Da ; Musse, Rosana Inacio Protasio ;
Nemr, Katia. Revista CEFAC - Atualizacao
Cientifica em Fonoaudiologia e Educacao,
Jan-March, 2009, p.94(8)

Artigo

Revista CEFAC - Atualizacao Cientifica em
Fonoaudiologia e Educacao

2009

77

Alves, Miriam Cristiane ; Seminotti, Nedio.

Atenção à saúde em uma comunidade tradicional de
terreiro.

Artigo

Revista de Saúde Pública, 2009, Vol.43, p.85-91.

2009

78

Souza Ramos, Flavia Regina ; Ramos Do O, Jorge

Bioetica e identidade profissional: a construcao de
uma experiencia de si do trabalhador da saude.

Atenção à saúde em uma comunidade
tradicional de terreiro.
Alves, Miriam Cristiane ; Seminotti, Nedio
Revista de Saúde Pública, 2009, Vol.43, p.8591.
Bioetica e identidade profissional: a
construcao de uma experiencia de si do
trabalhador da saude. Souza Ramos, Flavia
Regina ; Ramos Do O, Jorge. Interface:
Comunicacao Saude Educacao, April-June,
2009, Vol.13(29), p.259(12)

Artigo

Interface:Comunicac Saude Educacao

2009

79

Vecchia, Marcelo Dalla; Martins, Sueli Terezinha Ferreira

Concepções dos cuidados em saúde mental por uma
equipe de saúde da família, em perspectiva históricocultural

VECCHIA, Marcelo Dalla; MARTINS, Sueli
Terezinha Ferreira. Concepções dos cuidados
em saúde mental por uma equipe de saúde da
família, em perspectiva históricocultural. Ciênc. saúde coletiva, Rio de
Janeiro, v. 14, n. 1, Feb. 2009 . Available
from <http://www.scielosp.org/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S141381232009000100024&lng=en&nrm=iso>.
access on 06 Oct. 2012.
http://dx.doi.org/10.1590/S141381232009000100024.

Artigo

Ciênc. saúde coletiva; 14(1): 183-193, jan.-fev.
2009.

2009

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

TIPO

REV./ ED.

ANO

102
80

Loch-Neckel, Gecioni; Crepaldi, Maria Aparecida

Contribuições farmacêutica para a atenção básica a
partir da perspectiva dos profissionais das equipes de
saúde familiar

81

Fini, Maria Ines

Curriculo e avaliacao: articulacao necessaria em
favor da aprendizagem dos alunos da rede publica de
Sao Paulo.

82

Takahashi, Adriana Roseli Wunsch ; Fischer, Andre Luiz

Debates passados, presentes e futuros da
aprendizagem organizacional--um estudo
comparativo entre a producao academica nacional e
internacional.

83

Nunes, Ana Paula de Almeida Pereira

Desafios e práticas dos psicólogos na rede básica de
saúde do município do Rio de Janeiro

84

Loch - Neckel, Gecioni ; Seemann, Giane ; Berton Eidt,
Helena ; Moroni Rabuske, Michelli ; Crepaldi, Maria
Aparecida.

Desafios para a acao interdisciplinar na atencao
basica: implicacoes relativas a composicao das
equipes de saude da familia.

85

De Carvalho - Barreto, Andre ; Bucher - Maluschke, Julia
Sursis Nobre Ferro ; De Almeida, Paulo Cesar ; Desouza,
Eros

Desenvolvimento Humano e violencia de genero:
uma integracao bioecologica.

86

Dalla Vecchia, Marcelo ; Ferreira Martins, Sueli Terezinha.

Desinstitucionalizacao dos cuidados a pessoas com
transtornos mentais na atencao basica: aportes para a
implementacao de acoes.

LOCH-NECKEL, Gecioni; CREPALDI, Maria
Aparecida. Pharmacist contributions for basic
care from the perspective of professionals of
familial health care teams. Braz. J. Pharm.
Sci., São Paulo, v. 45, n. 2, June 2009 .
Available from
<http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S198482502009000200011&lng=en&nrm=iso>.
access on 07 Oct. 2012.
http://dx.doi.org/10.1590/S198482502009000200011.
Curriculo e avaliacao: articulacao necessaria
em favor da aprendizagem dos alunos da rede
publica de Sao Paulo. Fini, Maria Ines. Sao
Paulo em Perspectiva, Jan-June, 2009,
Vol.23(1), p.57(16)

Artigo

Braz. j. pharm. sci; 45(2): 263-272, Apr.-June
2009. tab.

2009

Artigo

São Paulo em Perspectiva

2009

Debates passados, presentes e futuros da
aprendizagem organizacional--um estudo
comparativo entre a producao academica
nacional e internacional. Takahashi, Adriana
Roseli Wunsch ; Fischer, Andre Luiz. Revista
de Administracao Mackenzie, Sept-Oct, 2009,
Vol.10(5), p.53(24)

Artigo

Revista de Administracao Mackenzie

2009

tese

Rio de Janeiro; s.n; 2009. 144 p.

2009

Desafios para a acao interdisciplinar na
atencao basica: implicacoes relativas a
composicao das equipes de saude da familia.
Loch - Neckel, Gecioni ; Seemann, Giane ;
Berton Eidt, Helena ; Moroni Rabuske,
Michelli ; Crepaldi, Maria Aparecida
Ciencia & Saude Coletiva, Sept-Oct, 2009,
Vol.14(1), p.1463(10).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Sept-Oct, 2009,
Vol.14(1), p.1463(10).

2009

Desenvolvimento Humano e violencia de
genero: uma integracao bioecologica. De
Carvalho - Barreto, Andre ; Bucher Maluschke, Julia Sursis Nobre Ferro ; De
Almeida, Paulo Cesar ; Desouza, Eros.
Psicologia: Reflexao & Critica, March, 2009,
Vol.22(1), p.86(7)
Desinstitucionalizacao dos cuidados a pessoas
com transtornos mentais na atencao basica:
aportes para a implementacao de acoes.
Dalla Vecchia, Marcelo ; Ferreira Martins,
Sueli Terezinha
Interface: Comunicacao Saude Educacao, JanMarch, 2009, Vol.13(28), p.151(14).

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica

2009

Artigo

Interface: Comunicacao Saude Educacao, JanMarch, 2009, Vol.13(28), p.151(14).

2009

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

TIPO

REV./ ED.

ANO

103
87

Martinez De Schueler, Alessandra Frota ; Bandeira De Mello
Magaldi, Ana Maria.

Educacao escolar na Primeira Republica: memoria,
historia e perspectivas de pesquisa.

Educacao escolar na Primeira Republica:
memoria, historia e perspectivas de pesquisa.
Martinez De Schueler, Alessandra Frota ;
Bandeira De Mello Magaldi, Ana Maria
Tempo - Revista do Departamento de Historia
da UFF, Jan, 2009, p.32(24).

Artigo

Tempo - Revista do Departamento de Historia da
UFF, Jan, 2009, p.32(24).

2009

88

Belle, Andressa Henke ; Andreazza, Ana Cristina ; Ruschel,
Jan ; Bosa, Cleonice Alves.

Estresse e adaptacao psicossocial em maes de
criancas com Transtorno de Deficit de
Atencao/Hiperatividade.

Estresse e adaptacao psicossocial em maes de
criancas com Transtorno de Deficit de
Atencao/Hiperatividade.
Belle, Andressa Henke ; Andreazza, Ana
Cristina ; Ruschel, Jan ; Bosa, Cleonice Alves
Psicologia: Reflexao & Critica, Sept, 2009,
Vol.22(3), p.317(9).

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica, Sept, 2009,
Vol.22(3), p.317(9).

2009

89

Nobre, Fabiola Dantas Andrez ; Carvalho, Ana Emilia Vita ;
Martinez, Francisco Eulogio ; Linhares, Maria Beatriz
Martins.

Estudo longitudinal do desenvolvimento de criancas
nascidas pre-termo no primeiro ano pos-natal.

Estudo longitudinal do desenvolvimento de
criancas nascidas pre-termo no primeiro ano
pos-natal.
Nobre, Fabiola Dantas Andrez ; Carvalho, Ana
Emilia Vita ; Martinez, Francisco Eulogio ;
Linhares, Maria Beatriz Martins
Psicologia: Reflexao & Critica, Sept, 2009,
Vol.22(3), p.362(8).

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica, Sept, 2009,
Vol.22(3), p.362(8).

2009

90

Costa, Nina Rosa Do Amaral ; Rossetti - Ferreira, Maria
Clotilde

Family foster care: a protective alternative for
children and adolescents/Acolhimento familiar: uma
alternativa de protecao para criancas e adolescentes.

Acolhimento familiar: uma alternativa de
protecao para criancas e adolescentes. Costa,
Nina Rosa Do Amaral ; Rossetti - Ferreira,
Maria Clotilde
Psicologia: Reflexao & Critica, March, 2009,
Vol.22(1), p.111(8)

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica

2009

91

Rosistolato, Rodrigo Pereira Da Rocha.

Genero e cotidiano escolar: dilemas e perspectivas
da intervencao escolar na socializacao afetivo-sexual dos adolescentes.

Genero e cotidiano escolar: dilemas e
perspectivas da intervencao escolar na
socializacao afetivo--sexual dos adolescentes.
Rosistolato, Rodrigo Pereira Da Rocha
Revista Estudo Feministas, Jan-April, 2009,
Vol.17(1), p.11(20).

Artigo

Revista Estudo Feministas, Jan-April, 2009,
Vol.17(1), p.11(20).

2009

92

Fernandes, Leia Cristiane Loeblein ; Machado, Rebel
Zambrano ; Anschau, Geovana Oliveira.

Gerencia de servicos de saude: competencias
desenvolvidas e dificuldades encontradas na atencao
basica.

Management of health services: developed
competencies and difficulties found in basic
attention/Gerencia de servicos de saude:
competencias desenvolvidas e dificuldades
encontradas na atencao basica.
Fernandes, Leia Cristiane Loeblein ; Machado,
Rebel Zambrano ; Anschau, Geovana Oliveira
Ciencia & Saude Coletiva, Sept, 2009,
p.S1541(12).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Sept, 2009,
p.S1541(12).

2009

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

TIPO

REV./ ED.

ANO

104
93

Benevides Soares, Adriana ; Nunes Poubel, Lincoln ; Dos
Santos Mello, Thatiana Valory

Habilidades sociais e adaptacao academica: um
estudo comparativo em instituicoes de ensino
publico e privado.

Habilidades sociais e adaptacao academica:
um estudo comparativo em instituicoes de
ensino publico e privado. Benevides Soares,
Adriana ; Nunes Poubel, Lincoln ; Dos Santos
Mello, Thatiana Valory. Revista Aletheia, Jan,
2009, Issue 29, p.27(16)

Artigo

Revista Aletheia

2009

94

Wachelke, Joao Fernando Rech

Indice de Centralidade de Representacoes Sociais a
partir de Evocacoes (INCEV): exemplo de aplicacao
no estudo da representacao social sobre
envelhecimento.

Indice de Centralidade de Representacoes
Sociais a partir de Evocacoes (INCEV):
exemplo de aplicacao no estudo da
representacao social sobre envelhecimento.
Wachelke, Joao Fernando Rech. Psicologia:
Reflexao & Critica, March, 2009, Vol.22(1),
p.102(9)

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica

2009

95

Fadul, Elvia Mirian Cavalcanti ; Da Silva, Monica De Aguiar
Mac - Allister

Limites e possibilidades disciplinares da
administracao publica e dos estudos organizacionais

Limites e possibilidades disciplinares da
administracao publica e dos estudos
organizacionais. Fadul, Elvia Mirian
Cavalcanti ; Da Silva, Monica De Aguiar Mac
- Allister. Revista de Administracao
Contemporanea - RAC, July-Sept, 2009,
Vol.13(3), p.351(15)

Artigo

Revista de Administracao Contemporanea - RAC.

2009

96

Correa Da Costa, Diogo Faria ; Fighera Olivo, Vania Maria.

Novos sentidos para a atuacao do psicologo no
Programa Saude da Familia.

Novos sentidos para a atuacao do psicologo no
Programa Saude da Familia.Correa Da Costa,
Diogo Faria ; Fighera Olivo, Vania
MariaCiencia & Saude Coletiva, Sept-Oct,
2009, Vol.14(1), p.1385(10).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Sept-Oct, 2009,
Vol.14(1), p.1385(10).

2009

97

Pitia, Ana Celeste De Araujo ; Furegato, Antonia Regina
Ferreira.

O acompanhamento terapeutico (AT): dispositivo de
atencao psicossocial em saude mental.

Artigo

Interface: Comunicacao Saude Educacao, July,
2009, Vol.13(30), p.67(11).

2009

98

Chun, Regina Yu Shon ; Bahia, Mariana Mendes

O uso do portfolio na formacao em fonoaudiologia
sob o eixo da integralidade.

O acompanhamento terapeutico (AT):
dispositivo de atencao psicossocial em saude
mental.
Pitia, Ana Celeste De Araujo ; Furegato,
Antonia Regina Ferreira
Interface: Comunicacao Saude Educacao, July,
2009, Vol.13(30), p.67(11).
O uso do portfolio na formacao em
fonoaudiologia sob o eixo da integralidade.
Chun, Regina Yu Shon ; Bahia, Mariana
Mendes. Revista CEFAC - Atualizacao
Cientifica em Fonoaudiologia e Educacao,
Oct-Dec, 2009, p.688(7)

Artigo

Revista CEFAC - Atualizacao Cientifica em
Fonoaudiologia e Educacao

2009

99

Watanabe, Margareth ; Perez, Maria Candida Raizer
Cardinalli.

Organizacao e contextualizacaode dados como
subsidio para a compreensao dos resultados das
avaliacoes educacionais.

Organizacao e contextualizacaode dados como
subsidio para a compreensao dos resultados
das avaliacoes educacionais. Watanabe,
Margareth ; Perez, Maria Candida Raizer
Cardinalli. Sao Paulo em Perspectiva, JanJune, 2009, Vol.23(1), p.149(16)

Artigo

São Paulo em Perspectiva

2009

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

TIPO

REV./ ED.

ANO

105
100

Seiji Aragaki, Sergio ; Paris Spink, Mary Jane

Os lugares da psicologia na educacao medica.

Os lugares da psicologia na educacao medica.
Seiji Aragaki, Sergio ; Paris Spink, Mary Jane.
Interface: Comunicacao Saude Educacao, JanMarch, 2009, Vol.13(28), p.85(14)

Artigo

Interface:Comunicacao Saude Educacao

2009

101

Delfini, Patricia Santos De Souza ; Sato, Miki Takao ;
Antoneli, Patricia De Paulo ; Guimaraes, Paulo Octavio Da
Silva.

Parceria entre CAPS e PSF: o desafio da construcao
de um novo saber.

/Parceria entre CAPS e PSF: o desafio da
construcao de um novo saber.
Delfini, Patricia Santos De Souza ; Sato, Miki
Takao ; Antoneli, Patricia De Paulo ;
Guimaraes, Paulo Octavio Da Silva
Ciencia & Saude Coletiva, Sept, 2009,
p.S1483(10).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Sept, 2009,
p.S1483(10).

2009

102

Khoury, Hilma Tereza Torres ; Gunther, Isolda De Araujo.

Processos de auto-regulacao no curso de vida:
controle primario e controle secundario.

Processos de auto-regulacao no curso de vida:
controle primario e controle secundario.
Khoury, Hilma Tereza Torres ; Gunther, Isolda
De Araujo
Psicologia: Reflexao & Critica, March, 2009,
Vol.22(1), p.144(9).

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica, March, 2009,
Vol.22(1), p.144(9).

2009

103

Pretto, Zuleica; Langaro, Fabíola; Santos, Geórgia Bunn

Psicologia clínica existencialista na atenção básica à
saúde: um relato de atuação

PRETTO, Zuleica; LANGARO, Fabíola;
SANTOS, Geórgia Bunn. Psicologia clínica
existencialista na atenção básica à saúde: um
relato de atuação. Psicol. cienc. prof.,
Brasília, v. 29, n. 2, 2009 . Available from
<http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S141498932009000200014&lng=en&nrm=iso>.
access on 07 Oct. 2012.
http://dx.doi.org/10.1590/S141498932009000200014.

Artigo

Psicol. ciênc. prof; 29(2): 394-405, jun. 2009.

2009

104

Andrade, Juliane Fernandes Simões de Mattos ; Simon,
Cristiane Paulin.

Psicologia na atenção primária à saúde: reflexões e
implicações práticas.

Artigo

Paidéia (Ribeirão Preto), 2009, Vol.19, p.167-175.

2009

105

Pinto, Rosana Do Carmo Novaes ; Santana, Ana Paula.

Semiologia das afasias: uma discussao critica.

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica, Sept, 2009,
Vol.22(3), p.413(9).

2009

106

Ferreira, Ricardo Correa ; Varga, Cassia Regina Rodrigues ;
Da Silva, Roseli Ferreira

Trabalho em equipe multiprofissional: a perspectiva
dos residentes medicos em saude da familia.

Psicologia na atenção primária à saúde:
reflexões e implicações práticas.
Andrade, Juliane Fernandes Simões de
Mattos ; Simon, Cristiane Paulin
Paidéia (Ribeirão Preto), 2009, Vol.19, p.167175.
Semiologia das afasias: uma discussao critica.
Pinto, Rosana Do Carmo Novaes ; Santana,
Ana Paula
Psicologia: Reflexao & Critica, Sept, 2009,
Vol.22(3), p.413(9).
Trabalho em equipe multiprofissional: a
perspectiva dos residentes medicos em saude
da familia. Ferreira, Ricardo Correa ; Varga,
Cassia Regina Rodrigues ; Da Silva, Roseli
Ferreira. Ciencia & Saude Coletiva, Sept,
2009, p.S1421(8)

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva

2009

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

TIPO

REV./ ED.

ANO

106
107

De Paula, Mariana Silva ; Murta, Sheila Giardini.

Treinamento de habilidades sociais para
adolescentes: uma experiencia no Programa de
Atencao Integral a Familia.

Treinamento de habilidades sociais para
adolescentes: uma experiencia no Programa de
Atencao Integral a Familia.
De Paula, Mariana Silva ; Murta, Sheila
Giardini
Psicologia: Reflexao & Critica, March, 2009,
Vol.22(1), p.136(8).
Um novo olhar bioetico sobre as pesquisas
odontologicas brasileiras. Finkler, Mirelle ;
Calvo, Maria Cristina ; Caetano, Joao Carlos ;
Ramos, Flavia Regina Souza. Ciencia & Saude
Coletiva, July, 2009, p.1205(10)

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica, March, 2009,
Vol.22(1), p.136(8).

2009

108

Finkler, Mirelle ; Calvo, Maria Cristina ; Caetano, Joao
Carlos ; Ramos, Flavia Regina Souza

Um novo olhar bioetico sobre as pesquisas
odontologicas brasileiras.

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva

2009

109

Aparecida Pasquini Miguel, Lilian ; Mendes Teixeira, Maria
Luisa

Valores organizacionais e criacao do conhecimento
organizacional inovador :Qual a relação?

Valores organizacionais e criacao do
conhecimento organizacional inovador: Qual a
relação? Aparecida Pasquini Miguel, Lilian ;
Mendes Teixeira, Maria LuisaRevista de
Administracao Contemporanea - RAC, JanMarch, 2009, Vol.13(1), p.36(21).

Artigo

Revista de Administracao Contemporanea - RAC

2009

110

Ferreira, Rosangela Veiga Julio ; Da Rocha, Marlos Bessa
Mendes.

A obra educacional de Cecilia Meireles: um
compromisso com a infancia.

A obra educacional de Cecilia Meireles: um
compromisso com a infancia.
Ferreira, Rosangela Veiga Julio ; Da Rocha,
Marios Bessa Mendes
Acta Scientiarum. Education (UEM), Jan,
2010, Vol.32(1), p.93(11).

Artigo

Acta Scientiarum. Education (UEM), Jan, 2010,
Vol.32(1), p.93(11).

2010

111

De Santana, Maria Da Conceicao Carneiro Pessoa ; De
Goulart, Barbara Niegia Garcia ; Chiari, Brasilia Maria ;
Melo, Adriana De Medeiros ; Da Silva, Erika Henriques De
Araujo Alves.

Aleitamento materno em prematuros: atuacao
fonoaudiologica baseada nos pressupostos da
educacao para promocao da saude.

Aleitamento materno em prematuros: atuacao
fonoaudiologica baseada nos pressupostos da
educacao para promocao da saude.
De Santana, Maria Da Conceicao Carneiro
Pessoa ; De Goulart, Barbara Niegia Garcia ;
Chiari, Brasilia Maria ; Melo, Adriana De
Medeiros ; Da Silva, Erika Henriques De
Araujo Alves
Ciencia & Saude Coletiva, March, 2010,
Vol.15(2), p.411(7).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, March, 2010,
Vol.15(2), p.411(7).

2010

112

Pereira Passos, Juliana ; Silva Ferreira, Karla.

Caracterizacao de uma instituicao de longa
permanencia para Idosos e avaliacao da qualidade
nutricional da dieta oferecida.

Artigo

Alimentos e Nutricao (Brazilian Journal of Food
and Nutrition), April-June, 2010, Vol.21(2),
p.241(9).

2010

113

Pontieri, Flavia Melo ; Bachion, Maria Marcia.

Crencas de pacientes diabeticos acerca da terapia
nutricional e sua influencia na adesao ao tratamento.

Caracterizacao de uma instituicao de longa
permanencia para Idosos e avaliacao da
qualidade nutricional da dieta oferecida.
Pereira Passos, Juliana ; Silva Ferreira, Karla
Alimentos e Nutricao (Brazilian Journal of
Food and Nutrition), April-June, 2010,
Vol.21(2), p.241(9).
Crencas de pacientes diabeticos acerca da
terapia nutricional e sua influencia na adesao
ao tratamento.
Pontieri, Flavia Melo ; Bachion, Maria Marcia
Ciencia & Saude Coletiva, Jan, 2010,
Vol.15(1), p.151(10).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Jan, 2010, Vol.15(1),
p.151(10).

2010

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

TIPO

REV./ ED.

ANO

107
114

Pino, Margarita ; Ricoy, Maria Carmen ; Portela, Julio.

Diseno, implementacion y evaluacion de un
programa de educacion para la salud con personas
mayores.

Diseno, implementacion y evaluacion de un
programa de educacion para la salud con
personas mayores.
Pino, Margarita ; Ricoy, Maria Carmen ;
Portela, Julio
Ciencia & Saude Coletiva, Sept, 2010,
Vol.15(6), p.2965(8).
Espaço, tempo, controlo percebido e
empenhamento afectivo organizacional.
Moreira, Francisco Fontes Keating, José B.
2010. Tese de doutoramento em Psicologia do
Trabalho e das Organizações .
Os conflitos entre a pratica gerencial e as
relacoes em familia: uma abordagem
complexa e multidimensional. Da Silva,
Anielson Barbosa ; Rossetto, Carlos Ricardo.
Revista de Administracao Contemporanea RAC, Jan-Feb, 2010, Vol.14(1), p.40(21)

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Sept, 2010, Vol.15(6),
p.2965(8).

2010

115

Moreira, Francisco Fontes; Keating, José B. 2010

Espaço, tempo, controlo percebido e empenhamento
afectivo organizacional

Tese

Universidade do Minho Escola de Psicologia.

2010

116

Da Silva, Anielson Barbosa ; Rossetto, Carlos Ricardo

Os conflitos entre a pratica gerencial e as relacoes
em familia: uma abordagem complexa e
multidimensional.

Artigo

Revista de Administracao Contemporanea - RAC

2010

117

Machado, Felipe Salles Neves ; De Carvalho, Marcela Alves
Pinto ; Mataresi, Andrea ; Mendonca, Eloisa Trevisan ;
Cardoso, Lucila Moraes ; Yogi, Milton Seiyu ; Rigato,
Hamilton Modesto ; Salazar, Marcelo.

Utilizacao da telemedicina como estrategia de
promocao de saude em comunidades ribeirinhas da
Amazonia: experiencia de trabalho interdisciplinar,
integrando as diretrizes do SUS.

Utilizacao da telemedicina como estrategia de
promocao de saude em comunidades
ribeirinhas da Amazonia: experiencia de
trabalho interdisciplinar, integrando as
diretrizes do SUS.
Machado, Felipe Salles Neves ; De Carvalho,
Marcela Alves Pinto ; Mataresi, Andrea ;
Mendonca, Eloisa Trevisan ; Cardoso, Lucila
Moraes ; Yogi, Milton Seiyu ; Rigato,
Hamilton Modesto ; Salazar, Marcelo
Ciencia & Saude Coletiva, Jan, 2010,
Vol.15(1), p.247(8).
Referência que não conseguimos encontrar
qualque informação.

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Jan, 2010, Vol.15(1),
p.247(8).

2010

118

Agência FAPESP; Castro, Fábio de

Mais atenção à vida

119

Mattevi, Gianina Salton ; Figueiredo, Daniela De Rossi ;
Patricio, Zuleica Maria ; Rath, Ines Beatriz Da Silva.

A Participacao do cirurgiao-dentista em equipe de
saude multidisciplinar na atencao a saude da crianca
no contexto hospitalar.

A Participacao do cirurgiao-dentista em equipe
de saude multidisciplinar na atencao a saude
da crianca no contexto hospitalar.
Mattevi, Gianina Salton ; Figueiredo, Daniela
De Rossi ; Patricio, Zuleica Maria ; Rath, Ines
Beatriz Da Silva
Ciencia & Saude Coletiva, Oct, 2011,
Vol.16(10), p.4229(8).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Oct, 2011, Vol.16(10),
p.4229(8).

2011

120

Leonardo Cançado Monteiro Savassi.

A satisfação do usuário e a autopercepção da saúde
em atenção primária.

A satisfação do usuário e a autopercepção da
saúde em atenção primária.
Leonardo Cançado Monteiro Savassi
Revista Brasileira de Medicina de Família e
Comunidade, 2011, Vol.5(17), p.3.

Artigo

Revista Brasileira de Medicina de Família e
Comunidade, 2011, Vol.5(17), p.3.

2011

121

Da Paixao, Ana Cristina Wanderley ; Deslandes, Suely
Ferreira.

Abuso sexual infantojuvenil: acoes municipais da
Saude para a garantia do atendimento.

Abuso sexual infantojuvenil: acoes municipais
da Saude para a garantia do atendimento.Da
Paixao, Ana Cristina Wanderley ; Deslandes,
Suely FerreiraCiencia & Saude Coletiva, Oct,
2011, Vol.16(10), p.4189(10).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Oct, 2011, Vol.16(10),
p.4189(10).

2011

Artigo

2010

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

TIPO

REV./ ED.

ANO

108
122

Sterman Heimann, Luiza ; Ibanhes, Lauro Cesar ; Boaretto,
Roberta Cristina ; Do Nascimento Castro, Iracema Ester ;
Telesi, Emilio Jr. ; Tato Cortizo, Carlos ; Rodrigues Fausto,
Marcia Cristina ; Barbosa Do Nascimento, Vania ; Kayano,
Jorge.

Atencao primaria em saude: um estudo
multidimensional sobre os desafios e potencialidades
na Regiao Metropolitana de Sao Paulo.

Atencao primaria em saude: um estudo
multidimensional sobre os desafios e
potencialidades na Regiao Metropolitana de
Sao Paulo (SP, Brasil).
Sterman Heimann, Luiza ; Ibanhes, Lauro
Cesar ; Boaretto, Roberta Cristina ; Do
Nascimento Castro, Iracema Ester ; Telesi,
Emilio Jr. ; Tato Cortizo, Carlos ; Rodrigues
Fausto, Marcia Cristina ; Barbosa Do
Nascimento, Vania ; Kayano, Jorge
Ciencia & Saude Coletiva, June, 2011,
Vol.16(6), p.2877(11).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, June, 2011, Vol.16(6),
p.2877(11).

2011

123

Tertuliano, Gisele Cristina ; Stein, Airton Tetelbom.

Atraso vacinal e seus determinantes: um estudo em
localidade atendida pela Estrategia Saude da Familia.

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Feb, 2011, Vol.16(2),
p.523(8).

2011

124

Feliciano, Katia Virginia De Oliveira ; Kovacs, Maria
Helena ; Sarinho, Silvia Wanick.

Burnout entre medicos da Saude da Familia: os
desafios da transformacao do trabalho.

Atraso vacinal e seus determinantes: um
estudo em localidade atendida pela Estrategia
Saude da Familia.
Tertuliano, Gisele Cristina ; Stein, Airton
Tetelbom
Ciencia & Saude Coletiva, Feb, 2011,
Vol.16(2), p.523(8).
Burnout entre medicos da Saude da Familia:
os desafios da transformacao do trabalho.
Feliciano, Katia Virginia De Oliveira ; Kovacs,
Maria Helena ; Sarinho, Silvia Wanick
Ciencia & Saude Coletiva, August, 2011,
Vol.16(8), p.3373(10).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, August, 2011,
Vol.16(8), p.3373(10).

2011

125

Machin, Rosana ; Couto, Marcia Thereza ; Sibele Nogueira
Da Silva, Georgia ; Blima Schraiber, Lilia ; Gomes, Romeu ;
Dos Santos Figueiredo, Wagner ; Valenca, Otavio Augusto ;
Pinheiro, Thiago Felix.

Concepcoes de genero, masculinidade e cuidados em
saude: estudo com profissionais de saude da atencao
primaria.

Concepcoes de genero, masculinidade e
cuidados em saude: estudo com profissionais
de saude da atencao primaria.
Machin, Rosana ; Couto, Marcia Thereza ;
Sibele Nogueira Da Silva, Georgia ; Blima
Schraiber, Lilia ; Gomes, Romeu ; Dos Santos
Figueiredo, Wagner ; Valenca, Otavio
Augusto ; Pinheiro, Thiago Felix
Ciencia & Saude Coletiva, Nov, 2011,
Vol.16(11), p.4503(10).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Nov, 2011, Vol.16(11),
p.4503(10).

2011

126

Dalcanale Tesser, Charles ; Valdemar Garcia, Adir ;
Vendruscolo, Carine ; Argenta, Cleonete Elena.

Estrategia saude da familia e analise da realidade
social: subsidios para politicas de promocao da saude
e educacao permanente.

Estrategia saude da familia e analise da
realidade social: subsidios para politicas de
promocao da saude e educacao permanente.
Dalcanale Tesser, Charles ; Valdemar Garcia,
Adir ; Vendruscolo, Carine ; Argenta, Cleonete
Elena
Ciencia & Saude Coletiva, Nov, 2011,
Vol.16(11), p.4295(12).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Nov, 2011, Vol.16(11),
p.4295(12).

2011

127

Cavalcante, Ana Celia ; Magalhaes Silva, Raimunda.

Experiencias psiquicas de mulheres frequentadoras
da rede publica de saude em Teresina (PI, Brasil).

Experiencias psiquicas de mulheres
frequentadoras da rede publica de saude em
Teresina (PI, Brasil).
Cavalcante, Ana Celia ; Magalhaes Silva,
Raimunda
Ciencia & Saude Coletiva, April, 2011,
Vol.16(4), p.2211(10).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, April, 2011, Vol.16(4),
p.2211(10).

2011

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

TIPO

REV./ ED.

ANO

109
128

Dos Santos Barreto, Simone ; Castro, Luciana

Formacao e praticas em saude de fonoaudiologos
inseridos em servicos publicos de saude.

Formacao e praticas em saude de
fonoaudiologos inseridos em servicos publicos
de saude.
Dos Santos Barreto, Simone ; Castro, Luciana
Ciencia & Saude Coletiva, Jan, 2011,
Vol.16(1), p.201(10).
AZEVEDO, Lidiany Alexandre; TATMATSU,
Daniely Ildegardes Brito; RIBEIRO, Pedro
Henrique Rocha. Formação em psicologia e a
apropriação do enfoque da atenção primária à
saúde em Fortaleza, Ceará. Trab. educ. saúde
(Online), Rio de Janeiro, v. 9, n. 2, Oct.
2011 . Available from
<http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S198177462011000200005&lng=en&nrm=iso>.
access on 07 Oct. 2012.
http://dx.doi.org/10.1590/S198177462011000200005.
Instrumentos de avaliacao breve da
comunicacao: ferramentas existentes e sua
aplicabilidade clinica.
Schwengber Casarin, Fabiola ; Carlesso
Pagliarin, Karina ; Koehler, Cristine ; De
Oliveira, Camila Rosa ; Fonseca, Rochele Paz
Revista CEFAC: Atualizacao Cientifica em
Fonoaudiologia e Educacao, Sept-Oct, 2011,
p.917(9).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Jan, 2011, Vol.16(1),
p.201(10).

2011

129

Azevedo, Lidiany Alexandre; Tatmatsu, Daniely Ildegardes
Brito; Ribeiro, Pedro Henrique Rocha

Formação em psicologia e a apropriação do enfoque
da atenção primária à saúde em Fortaleza, Ceará

Artigo

Trab. educ. saúde; 9(2): 241-264, jul.-out. 2011. .

2011

130

Schwengber Casarin, Fabiola ; Carlesso Pagliarin, Karina ;
Koehler, Cristine ; De Oliveira, Camila Rosa ; Fonseca,
Rochele Paz.

Instrumentos de avaliacao breve da comunicacao:
ferramentas existentes e sua aplicabilidade clinica.

Artigo

Revista CEFAC: Atualizacao Cientifica em
Fonoaudiologia e Educacao, Sept-Oct, 2011,
p.917(9).

2011

131

Mattana Saturnino, Luciana Tarbes ; Profeta Luz, Zelia ;
Perini, Edson ; Modena, Celina Maria.

O Internato Rural na formacao do profissional
farmaceutico para a atuacao no Sistema Unico de
Saude.

O Internato Rural na formacao do profissional
farmaceutico para a atuacao no Sistema Unico
de Saude.)Mattana Saturnino, Luciana Tarbes ;
Profeta Luz, Zelia ; Perini, Edson ; Modena,
Celina MariaCiencia & Saude Coletiva, April,
2011, Vol.16(4), p.2303(8).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, April, 2011, Vol.16(4),
p.2303(8)

2011

132

Fuentes-Rojas, Marta

Psicologia e saúde: a terapia comunitária como
instrumento de sensibilização para o trabalho com
comunidades na formação do Psicólogo

FUENTES-ROJAS, Marta. Psicologia e saúde:
a terapia comunitária como instrumento de
sensibilização para o trabalho com
comunidades na formação do
Psicólogo.Psicol. cienc. prof., Brasília, v.
31, n. 2, 2011 . Available from
<http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S141498932011000200016&lng=en&nrm=iso>.
access on 06 Oct. 2012.
http://dx.doi.org/10.1590/S141498932011000200016.

Artigo

Psicol. ciênc. prof; 31(2): 420-439, 2011.

2011

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Continuação)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

TIPO

REV./ ED.

ANO

110
133

Nepomuceno, Léo Barbosa; Brandão, Israel Rocha

Psicólogos na estratégia saúde da família: caminhos
percorridos e desafios a superar

NEPOMUCENO, Léo Barbosa; BRANDAO,
Israel Rocha. Psicólogos na estratégia saúde da
família: caminhos percorridos e desafios a
superar. Psicol. cienc. prof., Brasília, v. 31,
n. 4, 2011 . Available from
<http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S141498932011000400008&lng=en&nrm=iso>.
access on 06 Oct. 2012.
http://dx.doi.org/10.1590/S141498932011000400008.

Artigo

Psicol. ciênc. prof; 31(4): 762-777, 2011. ilus.

2011

134

Pisco, Luis.

Reforma da Atencao Primaria em Portugal em duplo
movimento: unidades assistenciais autonomas de
saude familiar e gestao em agrupamentos de Centros
de Saude.

Reforma da Atencao Primaria em Portugal em
duplo movimento: unidades assistenciais
autonomas de saude familiar e gestao em
agrupamentos de Centros de Saude.
Pisco, Luis
Ciencia & Saude Coletiva, June, 2011,
Vol.16(6), p.2841(12).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, June, 2011, Vol.16(6),
p.2841(12).

2011

135

Da Rosa, Caroline ; Goncalves Camara, Sheila ; Umberto
Beria, Jorge.

Representacoes e intencao de uso da fitoterapia na
atencao basica a saude.

Representacoes e intencao de uso da
fitoterapia na atencao basica a saude.
Da Rosa, Caroline ; Goncalves Camara, Sheila
; Umberto Beria, Jorge
Ciencia & Saude Coletiva, Jan, 2011,
Vol.16(1), p.311(8).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Jan, 2011, Vol.16(1),
p.311(8).

2011

136

Crosara De Resende, Marineia ; Guimaraes Soares Azevedo,
Erika ; Ribeiro Lourenco, Larissa ; De Souza Faria, Lea ;
Fonseca Alves, Natalia ; Peixoto Farina, Natalia ; Coutinho
Da Silva, Nathalia ; Lopes De Oliveira, Simone.

Saude mental e ansiedade em agentes comunitarios
que atuam em saude da familia em Uberlandia (MG,
Brasil).

Saude mental e ansiedade em agentes
comunitarios que atuam em saude da familia
em Uberlandia (MG, Brasil).
Crosara De Resende, Marineia ; Guimaraes
Soares Azevedo, Erika ; Ribeiro Lourenco,
Larissa ; De Souza Faria, Lea ; Fonseca Alves,
Natalia ; Peixoto Farina, Natalia ; Coutinho Da
Silva, Nathalia ; Lopes De Oliveira, Simone
Ciencia & Saude Coletiva, April, 2011,
Vol.16(4), p.2115(8).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, April, 2011, Vol.16(4),
p.2115(8).

2011

137

Da Silva, Paulo Fagundes ; Costa, Nilson Do Rosario.

Saude mental e os planos de saude no Brasil.

Saude mental e os planos de saude no Brasil.
Da Silva, Paulo Fagundes ; Costa, Nilson Do
Rosario
Ciencia & Saude Coletiva, Dec, 2011,
Vol.16(12), p.4653(12).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Dec, 2011, Vol.16(12),
p.4653(12).

2011

138

Vieira, Viviane Laudelino

Segurança alimentar e nutricional em crianças no
município de São Paulo: desafios na formação do
nutricionista

tese

São Paulo; s.n; 2011. 186 p.

2011

139

Vieira, Carla Maria ; Cordeiro, Silvia Nogueira ; Magdaleno,
Ronis, Jr. ; Turato, Egberto Ribeiro.

Significados da dieta e mudancas de habitos para
portadores de doencas metabolicas cronicas: uma
revisao.

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, July, 2011, Vol.16(7),
p.3161(8).

2011

Significados da dieta e mudancas de habitos
para portadores de doencas metabolicas
cronicas: uma revisao.
Vieira, Carla Maria ; Cordeiro, Silvia
Nogueira ; Magdaleno, Ronis, Jr. ; Turato,
Egberto Ribeiro
Ciencia & Saude Coletiva, July, 2011,
Vol.16(7), p.3161(8).

APENDICE B - Tabela Geral: Atenção Primária à Saúde AND Psicologia BRASIL
(Conclusão)
Nº

AUTOR

TÍTULO

REFERÊNCIA

TIPO

REV./ ED.

ANO

111
140

Olivier, Marilene ; Storch Perez, Cristiani ; Da Costa
Fernandes Behr, Simone.

Trabalhadores afastados por transtornos mentais e de
comportamento: o retorno ao ambiente de trabalho e
suas consequencias na vida laboral e pessoal de
alguns bancarios.

Trabalhadores afastados por transtornos
mentais e de comportamento: o retorno ao
ambiente de trabalho e suas consequencias na
vida laboral e pessoal de alguns bancarios.
Olivier, Marilene ; Storch Perez, Cristiani ; Da
Costa Fernandes Behr, Simone
Revista de Administracao Contemporanea RAC, Nov-Dec, 2011, Vol.15(6), p.993(23).

Artigo

Revista de Administracao Contemporanea - RAC,
Nov-Dec, 2011, Vol.15(6), p.993(23).

2011

141

Ramos, Yoly Souza ; Pessoa, Yldry Souza Ramos Queiroz ;
De Souza Ramos, Yluska ; De Barros Araujo Netto, Fernando
; Pessoa, Carlos Eduardo Queiroz.

Vulnerabilidade no manejo dos residuos de servicos
de saude de Joao Pessoa (PB, Brasil).

Vulnerabilidade no manejo dos residuos de
servicos de saude de Joao Pessoa (PB,
Brasil).Ramos, Yoly Souza ; Pessoa, Yldry
Souza Ramos Queiroz ; De Souza Ramos,
Yluska ; De Barros Araujo Netto, Fernando ;
Pessoa, Carlos Eduardo QueirozCiencia &
Saude Coletiva, August, 2011, Vol.16(8),
p.3553(8).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, August, 2011,
Vol.16(8), p.3553(8).

2011

142

Santos, Ligia Amparo Da Silva.

O fazer educacao alimentar e nutricional: algumas
contribuicoes para reflexao.

O fazer educacao alimentar e nutricional:
algumas contribuicoes para reflexao.
Santos, Ligia Amparo Da Silva
Ciencia & Saude Coletiva, Feb, 2012,
Vol.17(2), p.453(10).

Artigo

Ciencia & Saude Coletiva, Feb, 2012, Vol.17(2),
p.453(10).

2012

143

Pinto Cardoso, Jordana ; Pazo Pires, Antonio.

Perturbacoes do comportamento alimentar na
gravidez: uma revisao

Perturbacoes do comportamento alimentar na
gravidez: uma revisao
Pinto Cardoso, Jordana ; Pazo Pires, Antonio
Psicologia: Reflexao & Critica, Jan-March,
2012, Vol.25(1), p.139(8).

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica, Jan-March, 2012,
Vol.25(1), p.139(8).

2012

144

Modesto Leite Rolim Neto Alberto Olavo Advíncula Reis;
Carlos Augusto Carvalho Vasconcellos; Lara Eduardo de
Galiza; Rose Heidy Costa Silva; José Cezário de Almeida;
Maria Lucena de Aguiar Ferreira; Jesualdo Alves Duarte
Júnior; Luane Bitu Leal Alencar; Maria Adriana Calixto de
Brito; Laís Leite Fernandes.

Vulnerabilidades e prevenção em tempos de
depressão infanto-juvenil narrativas familiares na
atenção básica.

Vulnerabilidades e prevenção em tempos de
depressão infanto-juvenil narrativas familiares
na atenção básica.
Modesto Leite Rolim Neto Alberto Olavo
Advíncula Reis; Carlos Augusto Carvalho
Vasconcellos; Lara Eduardo de Galiza; Rose
Heidy Costa Silva; José Cezário de Almeida;
Maria Lucena de Aguiar Ferreira; Jesualdo
Alves Duarte Júnior; Luane Bitu Leal Alencar;
Maria Adriana Calixto de Brito; Laís Leite
Fernandes Saúde mental coletiva: clínicas e
vulnerabilidades Salto, SP: Schoba, 2012.

LIVRO

Saúde mental coletiva: clínicas e vulnerabilidades
Salto, SP: Schoba, 2012.

2012

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Bier Di Domenico Grazziotin, Jucelaine ; Alba Scortegagna,
Silvana

Zulliger e habilidade social: evidencias de validade
no contexto empresarial

Zulliger e habilidade social: evidencias de
validade no contexto empresarial. Bier Di
Domenico Grazziotin, Jucelaine ; Alba
Scortegagna, Silvana
Psicologia: Reflexao & Critica, Jan-March,
2012, Vol.25(1), p.69(10)

Artigo

Psicologia: Reflexao & Critica

2012

Fonte: Autora, 2013.

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