Ryan Matheus Figuerêdo Vieira

Defesa

MARACATU RURAL: VIOLÊNCIA DA PLANTAÇÃO, SOFRIMENTO E MEMÓRIA

Resumo

Este estudo investiga as relações entre a violência da plantação de cana-de-açúcar, o sofrimento e a memória no contexto do Maracatu Rural, uma festa popular afro-brasileira da Zona da Mata pernambucana. A partir de uma perspectiva interdisciplinar, articula-se estética e subjetividade para analisar como o Maracatu Rural, enquanto uma expressividade avessa à transparência da dominação, informa uma compreensão do Brasil e da subjetividade desde as plantações, desvelando a fratura da formação social brasileira. A pesquisa adota como referência teórica a obra de Lélia Gonzalez, que propõe uma interpretação crítica da cultura brasileira, contrastando com o cânone científico representado por Gilberto Freyre. A metodologia adotada combina análise teórica e interpretação estética e tem por suporte epistemológico o estruturalismo. É possível concluir parcialmente que o maracatu rural opera deslocamentos sobre o sofrimento e a memória e possibilita inscrever a violência da plantação em uma perspectiva distinta das estéticas dominantes. Ao produzir tais deslocamentos, o maracatu também desloca uma determinada partilha do sensível que produz o corte entre um sujeito universal – o branco – e um sujeito-objeto supostamente aquém da sensibilidade e da racionalidade – o negro e o indígena. O estudo se afirma, assim, como uma tentativa de construir uma pesquisa crítica voltada ao passado e ao presente da plantação ao reunir a estética e a subjetividade através de uma festa popular afro-brasileira.

Palavras-chave

Maracatu Rural. Festa popular. Subjetividade. Estética.

Membros da Banca

Antonio Cesar de Holanda Santos (Presidente)
UFAL
Lassana Danfa (Interno(a))
UFAL
Saulo Luders Fernandes (Interno(a))
UFAL
Jaileila de Araujo Menezes (Externo(a) à Instituição)
UFPE
Informações da Sessão
Out 22
Data e Hora
Terça-feira, 14:00h
Candidato(a)
Ryan Matheus Figuerêdo Vieira
Local
videoconferência