Helenízia Santos Sobral - "A intenção de cursar o ensino superior a partir da teoria da ação planejada".

Arquivo
DISSERTAÇÃO_RIUFAL.pdf
Documento PDF (1.3MB)
                    UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
INSTITUTO DE PSICOLOGIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA

HELENIZIA SANTOS SOBRAL

A INTENÇÃO DE CURSAR O ENSINO SUPERIOR A PARTIR DA TEORIA DA
AÇÃO PLANEJADA

Maceió
2019

HELENIZIA SANTOS SOBRAL

A INTENÇÃO DE CURSAR O ENSINO SUPERIOR A PARTIR DA TEORIA DA
AÇÃO PLANEJADA

Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa
de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade
Federal de Alagoas como requisito para obtenção
do grau de mestre em Psicologia.
Orientadora:
Fernandes

Maceió
2019

Profª

Dra.

Sheyla

Christine.

S.

Catalogação na fonte
Universidade Federal de Alagoas
Biblioteca Central
Bibliotecário: Marcelino de Carvalho
S677i

Sobral, Helenizia Santos.
A intenção de cursar o ensino superior a partir da teoria da ação planejada/ Helenizia
Santos Sobral. – 2019
83 f.: il. color.
Orientadora: Sheyla Christine Santos Fernandes
Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal de Alagoas.
Instituto de Psicologia. Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Maceió, 2019.
Bibliografia: f. 61-73.
Anexos: f. 74-82.
1. Ensino médio. 2. Tomada de decisões. 3. Ensino – Orientação Profissional. I.
Título.

CDU: 159.9:37.048.4

DEDICATÓRIA
A Deus pelos sinais do amor e da verdade, sendo o Todo de tudo.
Aos meus pais, Arlindo e Rute, por acreditarem na educação me fazendo
resultado dela.
À minha avó Regina e às tias Edite e Maryjalma pelo carinho e dedicação.
À minha irmã Helayne que me apoia e incentiva a seguir em frente.
Ao meu irmão Júnior pelas orações.
Aos meus alunos e ao meu sobrinho Thierry que com suas dúvidas e anseios
trouxeram a possibilidade de elaboração deste estudo.
Aos amigos João Vitor, Ricardo, Sandra e Ulisses, pelo apoio e generosidade.
Às colegas de trabalho e profissionais exemplares, Karine, Camila, Vanina,
Cris, Galba, Jozi, Sônia, Malafaia e Ranúzia, que com suas presenças colaborativas
compartilharam comigo esse sonho.
Aos colegas de mestrado e do grupo de pesquisa, Mirella, Mariana, Karla,
Saulo, Kelcy, Vanessa, Jorge, Ingrid, Kathleen, Lúcia, Kely, Layane, Géssica
Gabriele, Jéssica Caroline, que me encorajaram a seguir adiante.
Aos mestres da vida acadêmica que me teceram com seus ensinamentos.
A todos vocês eu dedico este trabalho.

AGRADECIMENTOS

À minha orientadora, Profª Dra. Sheyla Christine Santos Fernandes, pela
dedicação e partilha me fazendo crer que é possível alçar voos maiores.
Aos professores doutores Jefferson de Sousa Bernardes e Lucas Cordeiro
Freitas, pelas intervenções que vieram a somar nesta pesquisa.
Aos professores, em especial professor Leogildo Freires, e funcionários do
Instituto de Psicologia da UFAL, que tanto contribuíram com a nossa caminhada.
A vocês o meu sincero agradecimento.

RESUMO
Muitos fatores podem influenciar a tomada de decisão dos concluintes do ensino
médio quanto ao ingresso no curso superior. Esta pesquisa teve como objetivo
analisar a intenção de cursar o ensino superior, por parte dos estudantes concluintes
do ensino médio, a partir da Teoria da Ação Planejada (TAP) que se organiza com
base nas crenças que influenciam a ação humana. O estudo foi dividido em três
capítulos correspondentes aos artigos formulados para apresentação do mesmo. O
objetivo do primeiro artigo foi realizar uma revisão sistemática sobre os estudos da
psicologia brasileira acerca da orientação profissional. Ficou constatado que existem
mais estudos empíricos envolvendo o tema, e que nos últimos anos as publicações
têm diminuído consideravelmente se comparadas à década passada. O segundo
artigo buscou identificar as crenças acerca da intenção de cursar o ensino superior
com base na TAP. Nesse estudo de abordagem qualitativa e de cunho exploratório
foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 20 alunos concluintes do ensino
médio da rede pública estadual de Alagoas. Com isso, constatamos que a intenção
comportamental recebeu uma influência maior das crenças de controle. Ou seja, a
percepção de saber lidar com as facilidades e dificuldades em cursar o ensino
superior se tornou preponderante em relação à pressão social e à análise da
importância atribuída ao comportamento em si. Já o terceiro artigo, que compôs a
etapa quantitativa da pesquisa, teve como objetivo analisar as crenças acerca da
intenção de cursar o ensino superior a partir da TAP, com base na identificação
dessas crenças e na elaboração e validação de um instrumento capaz de avaliá-las.
Os resultados demonstraram que a Escala de Intenção de Cursar o Ensino Superior
(ICES) é conceitualmente apropriada, coesa com os fatores que mensura e
acessível para os estudantes que participaram da pesquisa. Para a amostra avaliada
a atitude e a percepção de controle comportamental foram as variáveis prevalentes
na intenção de cursar o ensino superior. A norma subjetiva demonstrou influência
oposta na intenção, ou seja, quanto menor a pressão social maior o interesse em
cursar o ensino superior. Tal constatação pode estar relacionada à necessidade dos
estudantes exercerem autonomia no momento de fazerem suas escolhas.
Palavras-chave: Ensino Médio. Teoria da Ação Planejada. Ensino Superior.

ABSTRACT
Many factors may influence the decision-making of high school graduates regarding
college entrance. This research had the objective of analyzing the intention to attend
higher education, by the students of high school, based on the Theory of Planned
Action (TAP) that is organized based on the beliefs that influence human action. The
study was divided into three chapters corresponding to the articles formulated for
presentation. The objective of the first article was to carry out a systematic review on
Brazilian psychology studies about professional orientation. It has been found that
there are more empirical studies involving the subject, and that in the last years the
publications have diminished considerably compared to the past decade. The second
article sought to identify the beliefs about the intention to attend higher education
based on TAP. In this study of qualitative and exploratory approach, semi-structured
interviews were conducted with 20 high school students from the state public network
of Alagoas. With this, we verified that the behavioral intention received a greater
influence of the control beliefs. That is, the perception of knowing how to deal with
the facilities and difficulties in attending higher education became preponderant in
relation to social pressure and the analysis of the importance attributed to the
behavior itself. The third article, which compose the quantitative stage of the
research, had as objective to analyze the beliefs about the intention to attend higher
education from the TAP, based on the identification of these beliefs and in the
elaboration and validation of an instrument capable of evaluating them. The results
showed that the Higher Education Intention Scale (ICES) is conceptually appropriate,
consistent with the factors it measures and is accessible to the students who
participated in the research. For the evaluated sample the attitude and the perception
of behavioral control were the prevalent variables in the intention to attend higher
education. The subjective norm showed an opposite influence in intention, that is, the
lower the social pressure, the greater the interest in attending higher education. This
finding may be related to the students' need to exercise autonomy when making their
choices.
Keywords: High School. Theory of Planned Action. Higher education.

LISTA DE FIGURAS
CAPÍTULO 1
Figura 1 – Número de artigos publicados por ano...................................................20
CAPÍTULO 2
Figura 1– Modelo da Teoria da Ação Planejada......................................................29
Figura 2– Nuvem de palavras..................................................................................33
Figura 3– Análise de Similitude................................................................................34
Figura 4 – Dendograma da Classificação Hierárquica Descendente do corpus da
pesquisa....................................................................................................................36

LISTA DE TABELAS
CAPÍTULO 1
Tabela 1 – Número de artigos publicados por revista, com avaliação segundo o
qualis periódicos da Capes entre parênteses............................................................21

CAPÍTULO 3
Tabela 1 – Análise Fatorial Exploratória, Média (DP) das dimensões da Escala
ICES...........................................................................................................................54
Tabela 2 – Correlações entre construtos da TAP e intenção de cursar o ensino
superior.......................................................................................................................56

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

AFE – Análise Fatorial Exploratória
AIP - Avaliação dos Interesses Profissionais
AT – Atitude
BBT - Teste de Fotos de Profissões
BPR - Bateria de Provas de Raciocínio
CAAE – Certificado de Apresentação para Apreciação Ética
CCP – Controle Comportamental Percebido
CHD – Classificação Hierárquica Descendente
DP – Desvio Padrão
EAAOC – Escala de Atribuição de Eficácia para Atividades Ocupacionais
EAE- EP - Escala de Autoeficácia para Escolha Profissional
EAP – Escala de Aconselhamento Profissional
EMEP – Escala de Maturidade para Escolha Profissional
ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio
FIES – Financiamento Estudantil
ICES – Intenção de Cursar o Ensino Superior
IDEB – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica
IES- Instituição de Ensino Superior
IN – Intenção
INDEX PSI – Index Psi Periódicos Técnico-Científicos
INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira

IRAMUTEQ – Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de
Questionnaires
KMO – Kaiser- Meyer Olklin
LILACS – Literatura Latino-americana e do Caribe de informações em Ciências da
Saúde
M – Média
NS – Norma Subjetiva
OP – Orientação Profissional
PEPSIC – Portal de Periódicos Eletrônicos de Psicologia
PSICO – USF – Periódico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em
Psicologia da Universidade São Francisco
PSYCINFO – Periódico da American Psychological Association
QUATI - Questionário de Avaliação Tipológica
SCIELO – Scientific Eletronic Library Online
SPSS – Statistical Package for Social Sciencies
ST – Segmento de Texto
TCLE – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
TCP – Teoria do Comportamento Planejado
TDP - Teste das Dinâmicas Profissionais
TSCDC - Teoria Social Cognitiva do Desenvolvimento de Carreira
UCE – Unidades de Contexto Elementares
UCI – Unidades de Contexto Iniciais
UFAL – Universidade Federal de Alagoas

SUMÁRIO

RESUMO..................................................................................................................... 6
ABSTRACT ................................................................................................................. 7
LISTA DE FIGURAS.................................................................................................... 8
LISTA DE TABELAS ................................................................................................... 9
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS..................................................................... 10
INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 14
CAPÍTULO 1 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NO ENSINO MÉDIO: REVISÃO DE
ESTUDOS DA PSICOLOGIA BRASILEIRA ............................................................. 16
Resumo ..................................................................................................................... 16
Abstract ..................................................................................................................... 16
Introdução ................................................................................................................. 17
Método ...................................................................................................................... 19
Resultados ................................................................................................................ 20
Conclusões................................................................................................................ 25
CAPÍTULO 2 – CRENÇAS ACERCA DA INTENÇÃO DE CURSAR O ENSINO
SUPERIOR: UMA ANÁLISE ATRAVÉS DA TEORIA DA AÇÃO PLANEJADA ......... 27
Resumo ..................................................................................................................... 27
Abstract ..................................................................................................................... 27
Introdução ................................................................................................................. 27
Método ...................................................................................................................... 31
Resultados ................................................................................................................ 32
Discussão .................................................................................................................. 39
Conclusões................................................................................................................ 43
CAPÍTULO 3 - INTENÇÃO DE CURSAR O ENSINO SUPERIOR EM ESTUDANTES
DO ENSINO MÉDIO.................................................................................................. 45

Resumo ..................................................................................................................... 45
Abstract ..................................................................................................................... 45
Introdução ................................................................................................................. 46
Método ...................................................................................................................... 49
Discussão .................................................................................................................. 56
Conclusões................................................................................................................ 57
CONSIDERAÇÕES SOBRE OS TRÊS ESTUDOS................................................... 59
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 61
ANEXOS ................................................................................................................... 74
ANEXO I .................................................................................................................... 75
ANEXO II ................................................................................................................... 76
ANEXO III .................................................................................................................. 77
ANEXO IV ................................................................................................................. 78

14

INTRODUÇÃO
No contexto brasileiro estudos de diferentes modelos teóricos buscam
compreender os fatores que influenciam a intenção dos estudantes em cursar o nível
superior. Tais estudos estão relacionados à escolha e orientação profissional de prévestibulandos (VALORE; CAVALLET, 2012), à influência dos pais no processo de
escolha profissional dos filhos (ALMEIDA; MELO SILVA, 2011) e aos fatores que
atuam na escolha de cursos de graduação (MOREIRA; FARIA, 2009).
A Teoria da Ação Planejada (TAP) tem sido um dos aportes teóricos da
psicologia e de áreas como administração, marketing, saúde e agricultura quando se
trata de analisar as variáveis que podem predizer o comportamento do indivíduo
(AJZEN; FISHBEIN, 1980).
Os pressupostos da TAP têm sido empregados em vários estudos que
investigam a intenção comportamental. Santos, Moura e Almeida (2018) verificaram
a intenção dos estudantes em seguir carreira na área contábil.

Peixoto (2007)

abordou os elementos que tem determinado o comportamento do consumidor em
relação à escolha de instituições privadas de ensino superior. Souza (2009) analisou
a intenção de escolha do ensino superior privado. No entanto, em nenhum dos
estudos citados se buscou o objetivo deste que é analisar a intenção de estudantes
do ensino médio de cursar o ensino superior a partir da TAP. Para isso, realizamos
uma revisão sistemática dos estudos da psicologia brasileira acerca da orientação
profissional (OP), identificamos as crenças que influenciam a intenção de cursar o
ensino superior e elaboramos um instrumento capaz de avaliar tal intenção.
O primeiro estudo (capítulo 1) teve como objetivo realizar uma revisão
sistemática dos estudos da psicologia brasileira sobre a orientação profissional (OP),
cuja presença nas escolas por meio de políticas públicas tem facilitado a tomada de
decisão dos estudantes com relação ao ensino superior (ZLULAN; RAITZ, 2014).
Foram identificadas as bases teóricas mais utilizadas pela psicologia no estudo da
OP e a temática mais prevalente entre os artigos encontrados durante a revisão.
O segundo estudo (capítulo 2) buscou identificar as crenças acerca da
intenção de cursar o ensino superior, com base em uma análise qualitativa e

15

informatizada realizada pelo software IRAMUTEQ, o qual utilizou as respostas dadas
por 20 estudantes concluintes do ensino médio a uma entrevista elaborada a partir
dos construtos da TAP.
O terceiro artigo (capítulo 3) teve como objetivo analisar as crenças acerca da
intenção de cursar o ensino superior a partir da TAP, além de elaborar e validar um
instrumento que avalia essa intenção, denominado Escala de Intenção de Cursar o
Ensino Superior (ICES).
Sendo assim, este estudo vem contribuir com a prática da orientação
profissional, a partir da identificação e análise das crenças que influenciam a
intenção de ingresso no ensino superior, além de favorecer o desenvolvimento de
políticas públicas e promover questionamentos para outras pesquisas.

16

CAPÍTULO 1 - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NO ENSINO MÉDIO: REVISÃO DE
ESTUDOS DA PSICOLOGIA BRASILEIRA

Resumo
Tendo como temática a orientação profissional (OP) no ensino médio, elaboramos
este artigo com o objetivo de realizar uma revisão sistemática sobre os estudos da
psicologia brasileira acerca do referido tema. Para isso, utilizamos cinco bases de
dados: LILACS, Index Psi, SciELO, PePSIC e PsycINFO. Ao término da análise,
restaram-nos 29 artigos, sendo 04 artigos teóricos e 25 artigos empíricos. As bases
teóricas mais utilizadas foram a psicologia positiva e as teorias sociocognitiva e
comunitária. Nos artigos empíricos, verificamos que a temática mais frequente foi o
uso de escalas, que visam mensurar a relação dos fatores por elas avaliados e a
OP. Como exemplo dessas escalas podemos citar: Escala de Maturidade para
Escolha Profissional- EMEP; Escala de Aconselhamento Profissional –EAP; e
Escala de Atribuição e Eficácia para Atividades Ocupacionais – EAAOC. Os
periódicos científicos que mais publicaram trabalhos sobre essa temática foram
aqueles nos quais a OP é tema central de suas publicações. Ficou constatado que
nos últimos anos as publicações envolvendo o tema tem diminuído
consideravelmente se comparadas à década passada.
Palavras-chave: Orientação Profissional. Ensino Médio. Psicologia Brasileira.

Abstract
With the theme of vocational guidance (OP) in secondary education, we elaborate
this article with the objective of carrying out a systematic review on Brazilian
psychology studies about this topic. For this, we used five databases: LILACS, Index
Psi, SciELO, PePSIC and PsycINFO. At the end of the analysis, there were 29
articles, being 4 theoretical articles and 25 empirical articles. The most used
theoretical bases were positive psychology and sociocognitive and communitarian
theories. In the empirical articles, we verified that the most frequent theme was the
use of scales, that aim to measure the relation of the factors evaluated by them and
the OP. As an example of these scales we can mention: Maturity Scale for
Professional Choice - EMEP; Professional Counseling Scale -EAP; and Scale of
Attribution and Efficacy for Occupational Activities - EAAOC. The scientific journals
that most published works on this subject were those in which OP is the central
theme of their publications. It has been observed that in the last years publications on
the subject have decreased considerably compared to the last decade.
Keywords: Professional Orientation. High School. Brazilian Psycology.

17

Introdução
De acordo com Lassane e Sparta (2003) a Orientação Profissional (OP) surge
no início do século XX, com o objetivo de prevenir acidentes e promover o aumento
da produtividade. No entanto, com o processo de globalização, surgiram muitas
transformações permeadas pelas reivindicações sociais. A psicologia, entre as várias
áreas do conhecimento, passou a se debruçar sobre a temática da OP, tendo em
vista o surgimento de questões que envolvem a política, a exclusão social e a
necessidade de transformar e superar tal exclusão.
Em sua origem, a OP se dedicava aos estudantes que apresentavam
melhores condições financeiras, mas, atualmente, essa concepção tem sido
modificada, e os jovens estudantes de baixa renda passaram a se beneficiar da OP.
As políticas de acesso ao ensino superior e permanência nele têm favorecido tal
movimento. Muitos autores evidenciam que as pesquisas relacionadas à OP de
jovens de camadas populares devem ser ampliadas (BARDAGI; ARTECHE; NEIVASILVA, 2005; BASTOS, 2005; DIAS; SOARES, 2007; RIBEIRO, 2003; VALORE,
2010).
Pesquisadores como Uvaldo e Silva (2010) corroboram a ideia de que a
orientação profissional deve fazer parte do projeto político pedagógico das escolas
e, contribuir para o desenvolvimento de uma educação voltada para construção de
projetos profissionais e de vida.

Outro aspecto a ser considerado é a função do corpo docente na formação do
perfil profissional de seus discentes (FERREIRA; NASCIMENTO; MONTAINE,
2009). Educadores e professores devem desenvolver nos estudantes as
competências necessárias para torná-los aptos a realizarem escolhas, mais
precisamente na fase escolar, relacionadas à profissão que irão seguir (OLIVEIRA,
2000; SOARES, 2000).
A escolha profissional se consolida ao longo da vida, em um processo que se
inicia na infância e segue até envelhecermos, por meio de diversas etapas do
desenvolvimento vocacional e tarefas evolutivas, de acordo com Super, Savickas e

18

Super

(1996).

Já

a

orientação

profissional

baseia-se

na

promoção

do

autoconhecimento e no fornecimento de informação profissional (SPARTA, 2003).
No Brasil, a escolha profissional é estudada a partir de vários contextos.
Alguns estudos abordam a escolha profissional por determinados cursos
universitários (MAGALHÃES; STRALIOTTO; KELLER; GOMES, 2001; SALES;
CHAMON, 2011; RIBEIRO; LEAL; DIAMANTINO; BIANCHI, 2011; TARTUCE,
NUNESO; ALMEIDA, 2010). Outros apresentam as imagens sociais das profissões
e carreiras (SILVA; BORGES; BARBOSA, 2014). Alguns tratam do desenvolvimento
de carreira com alunos de graduação (DIAS; SOARES, 2012; LUNA; BARDAGI;
GAIKOSKI; MELO, 2014; OLIVEIRA; MELO-SILVA, 2010). Ainda há os que
analisam o processo de escolha e os interesses profissionais (BARDAGI; SANTOS;
LUNA, 2014; FEIJÓ; MAGNAN, 2012; GRAMANI; SCRICH, 2012; MAGALHÃES,
2008; NEPOMUCENO;

WITTER,

2010; NORONHA;

AMBIEL,

2015; SANTOS,

2005; SILVA, 2004). Além disso, temos os estudos a respeito da orientação
profissional no contexto de jovens de baixa renda (COSTA, 2007).
A OP tem o propósito de possibilitar a discussão acerca do processo de
escolha. Quanto à experiência em orientação profissional Soares, Krawulski, Dias, e
D’avila (2007) expressam que “o homem objetivamente transforma o mundo e
subjetivamente é também transformado enquanto atua” (p. 750). Ou seja, mesmo
que o meio limite o indivíduo, “a escolha está sempre presente, objetiva e
subjetivamente, e faz parte das ações humanas” (p. 750). Segundo as autoras,
alguns fatores interferem na escolha de uma profissão, ou seja, o quanto se está
informado acerca das carreiras profissionais e cursos, o fato de ter a visão do ensino
superior como meio de se destacar socialmente, a preocupação com a falta de êxito
nos processos seletivos e consequentemente com o futuro acadêmico e profissional.
Portanto, as autoras supracitadas concluem que o processo de preparação para
uma vaga na universidade se relaciona com o processo de orientação profissional,
em que a orientação profissional colabora com a escolha profissional ao favorecer a
motivação para o estudo, além da redução da ansiedade, quando propõe a
socialização das inquietações e dúvidas.
A OP pode ser realizada com os mais diversos objetivos, bem como
diferentes populações, mas o que deve ser considerado é o fato de o sujeito ser

19

capaz de fazer suas próprias escolhas, mesmo que esteja em condições limitadas
(SOARES, 2000), e isso ocorre geralmente ao se concluir a última etapa da
educação básica, que é o ensino médio.

A partir daí, surge a importância de se pesquisar como a psicologia brasileira
vem abordando a OP no ensino médio, fase em que o processo de escolhas
determinará o rumo dado pelo estudante à sua vida acadêmica e profissional. Tendo
em vista que a OP visa o desenvolvimento dos indivíduos, facilitando as escolhas, a
elaboração de projetos de vida e o processo de tomada de decisão, podendo ser
realizada, inclusive, em escolas, cujo público alvo seriam os jovens em início de
carreira (SILVA, 2010).
Sendo assim, o presente estudo objetivou realizar uma revisão sistemática
com base na produção da psicologia brasileira acerca da orientação profissional no
ensino médio.

Método
Para iniciarmos a busca nas bases de dados não especificamos o período em
que os artigos foram publicados, minimizando a possibilidade de excluir estudos
relevantes que tenham sido publicados até outubro de 2017, quando a busca foi
realizada. Apesar de registrarmos o idioma com o qual o artigo foi escrito, não o
adotamos como critério. As bases de dados escolhidas para esta revisão sistemática
foram: LILACS, Index Psi, SciELO, PePSIC e PsycINFO. Durante a busca utilizamos
termos com operadores booleanos, sendo que na LILACS, Index Psi, SciELO e
PePSIC admitimos os termos "orientação profissional AND ensino médio". Já na
PsycINFO utilizamos os seguintes termos "(professional orientation AND high
school) AND (Brazil OR Brazilian OR portuguese)".
Os critérios de inclusão para que o artigo fizesse parte da revisão sistemática,
se resumiram nos seguintes: 1) ter como tema principal a orientação profissional e o
ensino médio e; 2) ter relação com a psicologia brasileira. O título, o resumo e as
palavras-chave dos artigos foram analisados. Além disso, consideramos o nome e
propósito das revistas, sendo incluídos todos os estudos publicados em periódicos
brasileiros de Psicologia, ou naqueles em que a Psicologia fosse considerada uma

20

das áreas de publicação. Dessa forma atendemos aos critérios de inclusão.
Excluímos os estudos cujo texto completo não estivesse disponível na internet. Além
disso, também excluímos estudos duplicados entre as bases pesquisadas.
Foi realizada a leitura dos resumos e dependendo da escassez de
informações lemos outras partes dos artigos, por exemplo, o método e os
resultados. Consideramos o tema do estudo, a natureza do estudo (empírico ou
teórico), o método, o ano de publicação, o periódico, os autores e os resultados
obtidos.

Resultados
Para a análise dos resultados tomamos como base o ano de publicação dos
artigos, os periódicos onde foram publicados e a natureza dos estudos, incluindo
aspectos metodológicos e temas tratados. No início obtivemos 57 artigos (LILACS:
01, Index Psi: 09, SciELO: 34, PePSIC: 04, PsycINFO:09). Ao aplicarmos os critérios
na primeira triagem, excluímos 02 estudos duplicados entre as bases. Desse modo
restaram 55 artigos, dos quais 25 não atenderam aos critérios de inclusão e 01
atendeu aos critérios de exclusão. Foram incluídos na análise principal os 29 artigos
restantes. Dessa forma, obtivemos um banco final constituído por 29 artigos.
Mesmo não excluindo estudos relevantes durante a busca, que contou com
todas as publicações acerca do tema publicadas até outubro de 2017, ocorreu uma
incidência maior de trabalhos publicados nas últimas duas décadas (FIGURA 1). Os
anos que apresentaram maior índice de publicações foram 2003, 2009 e 2011, com
07, 04 e 04 artigos publicados respectivamente. Já entre os anos de 2013 e 2016
não foram observadas publicações acerca do tema nas bases de dados
pesquisadas.
Figura 1 – Número de artigos publicados por ano

21

8
2002
7

2003

6

2004
2005

5

2006
4

2007

3

2008

2

2009
2010

1

2011

0

2012
2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017

Fonte: Elaboração própria com dados extraídos da pesquisa

As 11 revistas diferentes, nas quais os 29 artigos foram publicados, são
editadas no Brasil em português. Em 07 periódicos tivemos apenas 01 artigo
publicado sobre o tema. A revista que mais se destacou foi a Revista Brasileira de
Orientação Profissional com 12 publicações, seguida das revistas Psico-USF,
Psicologia, Ciência e Profissão e Estudos de Psicologia (Campinas) com 06, 02 e 02
artigos publicados respectivamente. A primeira revista é direcionada para a temática
pesquisada. Essa característica pode ajudar a explicar o elevado número de artigos
sobre orientação profissional publicados pela mesma (TABELA 1).
Tabela 1 – Número de artigos publicados por revista, com avaliação segundo o qualis
periódicos da Capes entre parênteses

REVISTAS (QUALIS)
Psico-USF (A2)

ARTIGOS
06

REFERÊNCIAS
Ambiel et al (2017); Noronha; Mansão
(2012);
;Noronha

Ambiel; Porto (2011);
(2009);

Ambiel;

Nunes
Noronha

(2011); Hutz; Bardagi (2006)
Psicologia, Ciência e Profissão (A2)

02

Souza et al (2009); Nunes; Noronha
(2009)

Revista Brasileira de Orientação
Profissional (A2)

12

Lobato; Koller (2003); Melo-Silva et al
(2003); Neiva (2003); Okino et al (2003);
Ribeiro (2003); Balbionoti et al (2004);

22

Bastos (2005); Neiva et al (2005);
Sparta; Gomes (2005); Sparta (2003);
Valore;

Viaro

(2007);

Graf;

Diogo

(2009).
Psicologia & Sociedade (A2)

01

Schlichting et al (2004)

Psicologia Teoria e Prática (A2)

01

Santos et al (2011)

Vínculo (B1)

01

Scorsolini-Comim et al (2011)

Paidéia - Ribeirão Preto (A1)

01

Nunes; Noronha (2008)

Estudos de Psicologia (Campinas)

02

Sartori et al (2010)

(A1)
Moura; Silveira (2002)
Estudos de Psicologia (Natal) (A1)

01

Barbosa; Lamas (2012)

Trabalho, Educação e Saúde (B1)

01

Ferreira (2003)

Contextos Clínicos (B1)

01

Hohendorff; Prati (2010)

TOTAL

29

Nota: Capes (Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal do Nível Superior).

Em relação à classificação das revistas no Qualis Periódicos da última
avaliação quadrienal da Capes, 72,7% das revistas foram classificadas no estrato A,
sendo 05 delas A2 e 03 delas A1. Enquanto 27,3% das revistas foram classificadas
no estrato B, sendo 03 delas B1.
Quanto à natureza, 04 estudos são teóricos e 25 são empíricos. A psicologia
positiva e as teorias sociocognitiva e comunitária, em uma ampla variedade de
vertentes, foram as bases teóricas mais utilizadas. O tema mais frequente nos
artigos empíricos foi o uso de escalas, a exemplo, Escala de Maturidade para
Escolha Profissional - EMEP, Escala de Aconselhamento Profissional - EAP e
Escala de Atribuição e Eficácia para Atividades Ocupacionais - EAAOC, que visam
mensurar a relação dos fatores avaliados com a orientação profissional. Em 12
desses estudos empíricos, ou seja, em 48%, foi utilizado o método quantitativo com
procedimentos experimentais. Em 06 estudos foi utilizado o método qualitativo com
recortes transversais, o que equivale a 24%. Outros 07 estudos utilizaram o método
misto com procedimentos experimentais, ou seja, 28% deles. Quando consideradas
as descrições de participantes, instrumentos e procedimentos utilizados, os 25
artigos empíricos analisados apresentaram informações metodológicas completas,

23

contando com participantes de ambos os sexos, sendo o sexo feminino o mais
prevalente. Os outros 04 artigos são teóricos e possuem uma metodologia própria.
As escalas, como instrumentos, foram predominantes nos estudos empíricos,
estando presente em 14 deles, sendo 14 estudos do tipo quantitativo e 02 estudos
do tipo misto. Os questionários estiveram presentes em 12 estudos empíricos, sendo
04 estudos do tipo quantitativo, 03 estudos do tipo qualitativo e 05 estudos do tipo
misto. Grande parte dos questionários foi produzida especificamente para as
pesquisas nas quais foram utilizados. As escalas, por sua vez, ou já eram validadas
ou foram adaptadas de outros estudos. A Escala de Maturidade para Escolha
Profissional foi a mais aplicada, estando presente em quatro estudos.
Quanto ao recorte, todos os estudos empíricos qualitativos adotaram recortes
transversais. Tendo em vista, segundo (RICHARDSON, 1999), que os dados foram
coletados em um ponto no tempo, com base em uma amostra selecionada para
descrever uma população em um determinado momento.
Ainda em relação ao método, em 64% dos estudos empíricos, ou seja, em 16
artigos as pesquisas foram realizadas com adolescentes, e em 16%, ou seja, em 04
deles, os participantes eram adultos.
A temática orientação profissional relacionada ao ensino médio esteve
presente em 23,91% dos artigos pesquisados. Diferentes autores vêm discutindo o
papel e as falhas da escola junto ao ensino médio e concordam que a preocupação
central com a aprovação no vestibular tem empobrecido o estímulo ao
comportamento

exploratório

vocacional e

ao

desenvolvimento

de

projetos

profissionais entre os jovens, o que os leva a fazer escolhas pautadas basicamente
na fantasia e em estereótipos (BARDAGI; LASSANCE; PARADISO, 2003; D’AVILA;
SOARES, 2003).
Em 03 estudos contamos com o conceito de maturidade profissional
relacionado à escolha profissional. Neiva (1998, 1999) partindo das ideias de Super
(1973), Super e Thompson (1979) e Crites (1978) interessou-se por estudar,
especificamente, a noção de maturidade para a escolha profissional. Segundo a
autora, a maturidade para a escolha profissional corresponde a um conjunto de

24

atitudes e conhecimentos que o indivíduo deve adquirir, a fim de elaborar uma
escolha profissional madura e consciente. Desse modo, a maturidade para a escolha
profissional é composta por duas dimensões: atitude e conhecimento. A dimensão
atitude é dividida em três subdimensões: a) Determinação para a escolha, que se
refere a quanto o indivíduo está definido e seguro com relação à escolha
profissional; b) Responsabilidade para a escolha profissional, que se refere a quanto
o sujeito está engajado no processo de escolha profissional e empreende ações
para tomar esta decisão; e c) Independência, que se refere a quanto o indivíduo
processa esta decisão de forma independente, sem influência de outras pessoas
(familiares, professores, amigos, mídia etc). A dimensão conhecimento é dividida em
duas subdimensões: a) Autoconhecimento, que se refere ao conhecimento que o
indivíduo possui sobre vários aspectos de si mesmo e que são importantes para a
escolha

profissional,

dentre

eles:

interesses,

habilidades

e

valores;

e

b) Conhecimento da Realidade Educativa e Socioprofissional, que se refere ao
conhecimento que o sujeito tem das instituições educativas, das profissões, do
mercado de trabalho etc.
Dos 04 artigos teóricos analisados, 01 deles é atual e fez uma análise da
produção científica brasileira em Orientação Profissional (AMBIEL et al., 2017). O
artigo se propôs a avaliar a produção científica brasileira na área da orientação
profissional de 2011 a 2015, dando prosseguimento ao trabalho realizado
previamente por Noronha e Ambiel (2006) e por Aguiar e Conceição (2012).
Segundo o apanhado realizado pelos autores, a continuidade se faz presente nas
pesquisas na área de OP. Alguns fatores devem ser considerados: 1) existe uma
tendência, mesmo que ínfima, de redução do número de estudos atuais sobre OP;
2) as publicações de abrangência teórica estão reduzidas desde o último
levantamento feito pelos referidos autores; 3) estudos envolvendo a qualidade das
técnicas empregadas, também foram reduzidas; 4) os estudantes de ensino médio e
universitários continuam sendo os sujeitos mais presentes nos estudos.
Segundo Aguiar e Conceição (2012) existem espaços que precisam ser
preenchidos, a nível de pesquisa nacional, com a temática OP, e a forma de se fazer
isso é ampliando os estudos que abordem populações variadas, submetendo os
serviços de OP a avaliações de eficácia, e promovendo políticas públicas para OP.

25

Portanto, o primeiro passo para o novo rumo a ser dado para pesquisa em OP
no Brasil é considerar novas teorias e paradigmas (SAVICKAS et. al., 2009), o
segundo é abordar o empreendedorismo como opção de carreira profissional, como
sugere Campos, Abbad, Ferreira e Negreiros (2014).
Wright, Silva e Spers (2010) fazem uma projeção, que o empreendedorismo
terá uma participação no mercado de trabalho em 2020 em torno de 17% da
população economicamente ativa.
Watson e McMahon (2015) sugerem que os pesquisadores da área de OP
estudem as modalidades descritas acima, para viabilizar técnicas que possam ser
credibilizadas e postas em prática.
Com essas provocações baseadas no estudo de Ambiel et al. (2017), esperase que a ciência evolua no sentido de preencher os espaços existentes neste campo
do conhecimento, identificando novas populações de risco, além de promover o
desenvolvimento de novas carreiras que tendem a surgir com a expansão da
tecnologia.

Conclusões
Tendo como objetivo analisar os estudos que a psicologia brasileira tem
publicado sobre orientação profissional e ensino médio no país, realizamos esta
revisão sistemática. Durante a busca percebemos que as revistas que mais
publicaram artigos sobre OP e ensino médio foram aquelas nas quais a OP é tema
central de suas publicações. Além disso, observamos que, nos últimos anos, as
publicações envolvendo o assunto têm diminuído consideravelmente se comparadas
à década passada. O potencial que a psicologia possui, como ciência que estuda
vários

processos,

capacita-a

para

o desenvolvimento

de

pesquisas para

compreensão do objeto desta revisão.
Vale ressaltar que a OP é uma área pouco explorada no país, principalmente
no momento atual em que vivenciamos a mudança para nova proposta de ensino
médio, quando as escolhas determinarão, com maior antecedência, o rumo que o
estudante dará à sua vida acadêmica e profissional.

26

De acordo com a Lei nº 13.415/2017, o currículo do ensino médio será
composto pela Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos, que
deverão ser organizados por meio da oferta de diferentes arranjos curriculares,
conforme a relevância para o contexto local e a possibilidade dos sistemas de
ensino a saber: linguagens e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias;
ciências da natureza e suas tecnologias; e ciências humanas e sociais aplicadas.
Tais itinerários irão atender à multiplicidade de interesses dos estudantes, o
aprofundamento acadêmico e a formação técnica profissional. Por isso, a
importância de termos programas de orientação profissional voltados às novas
demandas dos estudantes do ensino médio, de modo a ampliar suas possibilidades
de escolhas profissionais.
Com a não inclusão de teses, dissertações e livros, surgiram algumas
limitações ao realizar essa revisão, já que ela ficou restrita aos artigos científicos e
alguns estudos estavam apoiados em teses, dissertações e livros. Os descritores
utilizados podem não ter abrangido outros trabalhos. Tais limites não comprometem
a importância da revisão ou os resultados da mesma. Ao identificar a forma como a
psicologia brasileira tem investigado a temática da OP no ensino médio esperamos
contribuir com aqueles que pretendem pesquisar acerca deste tema.

27

CAPÍTULO 2 – CRENÇAS ACERCA DA INTENÇÃO DE CURSAR O ENSINO
SUPERIOR: UMA ANÁLISE ATRAVÉS DA TEORIA DA AÇÃO PLANEJADA

Resumo
O estudo buscou identificar as crenças acerca da intenção de cursar o ensino
superior por parte de estudantes concluintes do ensino médio, a partir da Teoria da
Ação Planejada – TAP. Neste estudo, de abordagem qualitativa e de cunho
exploratório, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 20 alunos da rede
pública estadual de Alagoas. Para análise dos dados utilizamos o software
IRAMUTEQ (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et
Questionnaires), que permite um processamento dos dados por meio de uma
análise lexical e estatística dos textos produzidos. Com isso, constatamos que as
crenças não determinam diretamente o comportamento de cursar o ensino superior,
mas promovem uma intenção muito grande em exercê-lo. Tal intenção recebeu uma
influência maior das crenças de controle. Ou seja, a percepção das facilidades e
dificuldades em cursar o ensino superior se tornaram preponderantes em relação à
pressão social e à importância atribuída ao comportamento em si.

Palavras-chave: Comportamento. Escolha. Curso superior.
Abstract
The study sought to identify the beliefs about the intention to attend higher education
by high school students, based on the Theory of Planned Action - TAP. In this study,
with a qualitative and exploratory approach, semi-structured interviews were
conducted with 20 students from the state public network of Alagoas. In order to
analyze the data, we used the software IRAMUTEQ (Interface of Multidimensional
Analyzes of Textes ET Questionnaires), which allows a data processing through a
lexical and statistical analysis of the texts produced. With this, we find that beliefs do
not directly determine the behavior of higher education, but they promote a very great
intention in exercising it. Such an intention was given a greater influence of control
beliefs. That is, the perception of the facilities and difficulties in attending higher
education became preponderant in relation to social pressure and the importance
attributed to the behavior itself.
Keywords: Behavior. Choice. Upper Course.

Introdução
No Brasil, estatísticas alarmantes indicam que cada vez mais os jovens
abandonam os estudos em função da necessidade de buscar emprego. De acordo
com dados do Censo Escolar (INEP, 2017) dos 1.777.480 estudantes da rede
pública, matriculados no 3º ano do ensino médio, 199.077 não concluíram essa

28

etapa e passaram a lutar por um espaço no mercado de trabalho ou aumentaram o
índice daqueles que nem estudam e nem trabalham.
As escolhas dos jovens com relação ao futuro, segundo Bastos (2005), estão
pautadas na realidade socioeconômica. Além disso, a falta de informação sobre as
ocupações e a falta de oportunidade de qualificação também são apontadas em
estudos que tratam da escolha profissional dos estudantes do ensino médio
(VALORE, CAVALLET, 2012).
Poucas pesquisas buscam analisar, na perspectiva dos jovens do ensino
público, o que de fato estaria associado ao interesse em ingressar numa nova etapa
da educação formal. Segundo Sparta e Gomes (2005) os estudantes brasileiros
economicamente desfavorecidos têm almejado ingressar no ensino superior para se
tornarem pessoas bem mais sucedidas. No entanto, tal informação vai de encontro à
necessidade de inserção imediata no mercado de trabalho, que é muito naturalizada
no ensino público (VALORE, CAVALLET, 2012).
Com o intuito de compreender que crenças alicerçam a intenção de cursar o
ensino superior por parte dos estudantes concluintes do ensino médio, pertencentes
à rede pública estadual de Alagoas, recorremos a Teoria da Ação Planejada – TAP,
desenvolvida pelo psicólogo social Icek Ajzen, em 1985, a qual propõe que a
motivação influencia o comportamento quando o indivíduo se dispõe a praticá-lo
(AJZEN, 1985). Para Ajzen (1991a) a intenção do indivíduo em realizar a ação se
torna o ponto central de sua teoria.
Na TAP, a organização da ação humana se dá a partir de crenças. Essas
crenças são divididas em crenças comportamentais, crenças normativas e crenças
de controle (AJZEN; FISHBEIN, 2000).
As crenças comportamentais se relacionam aos comportamentos específicos
do indivíduo. Quando avaliamos as consequências de nossos comportamentos
como sendo positivas ou negativas, por exemplo, estamos apresentando uma
atitude a partir de nossas crenças (AJZEN, 1991a). E neste caso, atitude é uma
disposição para responder favorável ou desfavoravelmente a algo, se tornando
preditora da intenção comportamental (AJZEN, 1991a).

29

Durante a vida vamos adquirindo crenças diferentes que determinam as
atitudes sobre várias situações, ações e objetos. Muitas crenças permanecem
conosco, algumas enfraquecem ou são abandonadas ao longo da vida e outras
podem surgir. Mesmo possuindo várias crenças sobre algo ou alguém, os indivíduos
irão considerar uma média de oito ou nove crenças, em um dado momento, que são
chamadas de crenças salientes e determinam a atitude do indivíduo (AJZEN,
1991a).
As crenças normativas se relacionam com a percepção que o indivíduo possui
acerca da influência do meio social sobre sua decisão de se comportar ou não
daquele modo (AJZEN; FISHBEIN, 1980). Geralmente quem exerce essa pressão
sobre o indivíduo são pessoas do seu convívio pessoal, profissional, acadêmico,
religioso, etc., originando o que a TAP conceitua como Norma Subjetiva (NS).
A NS é moldada pelas crenças normativas. Desse modo, para aferirmos a NS
multiplicamos a crença normativa pela motivação do indivíduo para considerá-la
(AJZEN, 1991a).
Já as crenças de controle estão relacionadas às facilidades e dificuldades
percebidas pelo indivíduo em realizar determinado comportamento, dando origem ao
Controle Comportamental Percebido - CCP (AJZEN, 1991b).
O CCP geralmente é influenciado pelas informações das experiências de
pessoas vinculadas ao indivíduo e pelos fatores que facilitam ou dificultam a
manifestação do comportamento (AJZEN, 1991b).
Portanto, segundo Ajzen e Fishbein (2000), quando combinamos a Atitude
(A), a Norma Subjetiva (NS) e o Controle Comportamental Percebido (CCP) surge a
intenção comportamental, de acordo com a Figura 1.
Figura 1 - Modelo da Teoria da Ação Planejada

30

Fonte: Ajzen (2006)

Caso a percepção de controle seja baixa, mesmo que o indivíduo esteja de
acordo com a adoção do comportamento, avaliando como positiva a realização do
mesmo, dificilmente executará a ação. Ou seja, o CCP influencia a intenção de
adotarmos o comportamento, o que torna a intenção um constructo preditor do
comportamento

(BAMBERG;

AJZEN;

SCHIMIT,

1999,

2003;

CAPRARA;

BARBARANELLI; GUIDO, 1998; DOLL; AJZEN, 1992; SCHIFTER; AJZEN, 1995).
Para Engel, Blackwell e Miniard (2000) devemos mensurar a intenção
comportamental quando quisermos prever o comportamento, pois a intenção nos
fornece com precisão o comportamento a ser apresentado.
A TAP se fez presente em vários estudos relacionados ao comportamento em
educação desde que foi desenvolvida, a exemplo temos: Martins et al. (2014) que
abordaram as escolhas dos estudantes de graduação por determinada Instituição de
Ensino Superior – IES; Heidemann et al. (2012) que buscaram compreender as
intenções de professores de física em desenvolver atividades experimentais em
suas aulas; Moutinho e Roazzi (2010) que mostraram as investigações norteadas
pela TAP viabilizando campanhas educativas; e Santos, Moura e Almeida (2018)

31

que verificaram quais as intenções dos estudantes relacionadas à carreira e à
profissão estão presentes ao fazer a escolha pela carreira contábil.
Tais estudos obtiveram êxito no uso da TAP, tornando aceitável seu emprego
neste artigo, que tem como objetivo investigar as crenças acerca da intenção de
cursar o ensino superior por parte de estudantes concluintes do ensino médio da
rede pública estadual de Alagoas.

Método
Para este estudo de abordagem qualitativa e de cunho exploratório contamos
com uma amostra não probabilística de 20 estudantes, concluintes do ensino médio,
de uma escola da rede pública estadual de Alagoas, onde 08 eram do sexo
masculino e 12 eram do sexo feminino, com idades variando entre 16 e 25 anos
(M=17,75; DP=1,38). Os estudantes foram selecionados nas respectivas turmas por
terem algo a dizer sobre a temática investigada. Como técnica de coleta de dados foi
empregada uma entrevista semiestruturada com perguntas sobre a importância de
cursar o ensino superior, as características positivas e negativas quanto a cursar o
ensino superior, as pessoas significativas para o estudante que consideram
importante cursar o ensino superior, o que as pessoas significativas consideram de
positivo e negativo em cursar o ensino superior, e as facilidades e dificuldades
percebidas pelo estudante em cursar o ensino superior.
A coleta de dados ocorreu no mês de abril de 2018. As entrevistas foram
realizadas no local e turno de estudo dos estudantes após assinatura dos termos de
consentimento e assentimento livre e esclarecido, para os maiores e menores de 18
anos respectivamente, em local reservado, com duração média de 20 minutos,
permitindo que o entrevistado discorresse livremente acerca das perguntas.
Os entrevistados foram numerados para garantir o anonimato. As respostas à
entrevista foram gravadas em aparelho digital e transcritas na integra pela
pesquisadora.
A ética na pesquisa foi preservada, de acordo com a Resolução do Conselho
Nacional de Saúde, nº 466, de 12 de dezembro de 2012, sob o parecer CAAE Nº
79611917500005013 do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de
Alagoas – UFAL.

32

A análise dos dados foi realizada com o uso do software IRAMUTEQ
(Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de
Questionnaires), que permite um processamento dos dados por meio de uma
análise lexical e estatística dos textos produzidos. A utilização do IRAMUTEQ em
vários estudos se dá pelo fato dele permitir análises estatísticas sobre tabelas e
corpus textuais de modo qualitativo. Esse software foi desenvolvido em 2009, na
França, por Pierre Ratinaud, a tradução para outras línguas facilita o uso e
divulgação. Ele passou a ser utilizado no Brasil no ano de 2013 (CAMARGO;
JUSTO, 2013). São possíveis cinco análises a partir do IRAMUTEQ: Classificação
Hierárquica Descendente - CHD; Análise de Similitude; Nuvem de Palavras;
Pesquisa de Especificidade de grupo; e Estatísticas Textuais Clássicas.
A partir das respostas dadas à entrevista organizamos um único corpus
textual. O conteúdo do corpus foi submetido à Classificação Hierárquica
Descendente – CHD, que tem como objetivo classificar segmentos de texto (ST)
permitindo a obtenção de classes com palavras que são semelhantes entre si e
separadas do vocabulário de outras classes (CAMARGO; JUSTO, 2013). Utilizamos
a Análise de Similitude que procura compreender as relações e proximidades entre
os elementos de um conjunto, os quais se apresentam sob a forma de árvore
máxima (RATINUAUD; MARCHAND, 2012). Além disso, o método Nuvem de
Palavras foi utilizado para organizar e agrupar vocábulos de acordo com a
frequência dos mesmos, possibilitando assim sua fácil identificação a partir do
corpus textual (CAMARGO; JUSTO, 2013).

Resultados
O corpus foi composto por 11 unidades de contexto iniciais (UCI), divididas
em 151 segmentos de unidades de contexto elementares (UCE), que somaram 1022
palavras ou formas diferentes, citadas 5294 vezes, com média de ocorrência de
54,21% por palavra e frequência média de 10,46% de ocorrência por segmento.
Com base no método nuvem de palavras, que promove o agrupamento das
palavras organizadas graficamente a partir da frequência, a palavra “faculdade”
surgiu no corpus 41 vezes, sendo a que apresentou maior frequência, seguida da
palavra “pai” que surgiu 14 vezes (Figura 2).

33

Figura 2 – Nuvem de palavras

Fonte: Elaboração com base no software Iramuteq

As palavras que apresentaram frequência elevada apareceram maiores que
as outras na Figura 2, o que evidencia sua prevalência no corpus a ser analisado
durante a pesquisa.
Após o processamento realizamos a interpretação semântica das palavras
nas falas dos estudantes, com isso a palavra faculdade demonstrou o sentido de
ensino superior, sendo associada a:
“Meus pais, minha avó materna e toda a minha família sempre me motivou
a estudar, pois para eles quem tem um curso superior acaba se saindo
melhor no mercado de trabalho, e se eu fizer uma faculdade eles sentirão
muito orgulho de mim, pois nem todo mundo consegue terminar uma
faculdade”.
“A única coisa negativa para eles será o tempo que levarei para concluir a
faculdade, pois durante esse período eu posso ficar sem emprego”.
“Hoje eu sou a única fonte de renda de minha família, não posso mudar
essa condição nesse momento, terei que conciliar trabalho e faculdade e
isso é difícil".

No processo de interação que ocorre nos grupos familiares a influência dos
pais é contínua (ALMEIDA; MELO-SILVA, 2011). A palavra pai seguida da palavra

34

mãe constata o quanto os pais estimulam os filhos a ingressarem em uma
faculdade, o que passa a ser motivo de orgulho para eles:
“Meu pai e minha mãe me incentivam a estudar, pois eles sabem que
através do estudo pode se abrir uma porta que eles mesmos não
conseguiram. Eles vão ter orgulho de mim, vão ficar felizes em saber que eu
fui capaz de chegar com os estudos aonde eles não chegaram”.
“Meu pai e minha mãe não tiveram chance de estudar por questões
financeiras, não cursaram o ensino médio e nem o ensino superior, eles
consideram isso muito importante para mim, pois eles não querem que eu
tenha o mesmo futuro que eles, sem chance de uma vida melhor”.
“Meu pai só estudou até a quarta série e minha mãe é analfabeta. Meus
pais estão orgulhosos de mim por eu cursar o terceiro ano. Eu só tenho uma
irmã que também cursou o ensino superior e não acha negativo ter
concluído o curso superior, pelo contrário, ela pensa que isso irá garantir o
futuro”.

Como podemos observar os pais veem o ingresso dos filhos em uma
faculdade, como forma de obter oportunidade no mercado de trabalho e ter um
futuro garantido.

Buscando obter mais detalhes sobre as crenças acerca da intenção em cursar
o ensino superior utilizamos a análise de similitude, que tem por base as ocorrências
simultâneas entre as palavras que compõem o corpus. Sendo assim, surgem
palavras na parte central que estarão ligadas a outras palavras para formarem a
estrutura da figura, conforme a Figura 3.

Autores como Silva e Enumo (2017) enfatizam que a espessura das linhas
que ligam as palavras bem como o tamanho das palavras demonstra a relevância
das mesmas para compreensão do fenômeno estudado. Ou seja, por meio da
análise de similitude inferimos a estrutura de construção do texto e de temas
importantes (CAMARGO; JUSTO, 2013).

Figura 3 – Análise de similitude

35

Fonte: Elaboração com base no software Iramuteq

Na Figura 3 observamos que a palavra faculdade representa o centro de
distribuição dos termos e estabelece ligação mais próxima com vocábulos como
bom, estudo, pai, emprego, e família, que se relacionam menos intensamente, mas
de forma importante, com outras palavras como orgulho, futuro, dinheiro, concurso e
currículo. Demonstrando que o ensino superior está associado a aspectos positivos
como a possibilidade de dar orgulho a família, conseguir um emprego, ingressar em
cargo público através de concurso, ter dinheiro e garantir o futuro.
Porém, a expectativa irrealista de carreira é um dos fatores que determinam a
evasão do ensino superior (BARDAGI; HUTZ, 2009). Tal evasão cresceu nas últimas
décadas, já que menos de 50% daqueles que ingressam na faculdade conseguem
concluir o curso no prazo hábil (LIMA; ZAGO, 2018).
As crenças normativas se ramificam a partir da palavra faculdade com os
vocábulos pai, mãe e avô, indicando que essas pessoas apresentam importante
opinião quanto ao fato dos estudantes cursarem o ensino superior.
O vocábulo estudo ligado simultaneamente às palavras difícil e fácil se refere
às consequências positivas e negativas em cursar o ensino superior, que
caracterizam as crenças comportamentais. Entre as consequências positivas

36

apontadas tivemos o gosto pelo estudo e a facilidade com algumas disciplinas. Já as
consequências negativas envolvem a dúvida quanto à escolha do curso e o fato de
alguns serem muito concorridos.
A palavra dificuldade forma um núcleo com o vocábulo transporte,
alimentação e financeiro, demonstrando os aspectos de controle que dificultam o
ingresso dos estudantes no ensino superior. Ou seja, o fato de residir distante do
local em que irá estudar implica em gastos com transporte e alimentação que
comprometem o financeiro, sendo considerada uma dificuldade em cursar o ensino
superior.
No intuito de realizar uma análise lexical mais profunda do material textual
utilizamos a CHD, que oferece as classes lexicais caracterizadas por um vocabulário
específico e pelos segmentos de textos que partilham esse vocabulário (CAMARGO;
JUSTO, 2013).
A partir da CHD as classes são geradas e representam o contexto de sentido
das palavras (CAMARGO, 2005). Com as palavras contextualizadas nas unidades
de contexto elementares (UCE) é possível realizar a análise de conteúdo
(NASCIMENTO; MENANDRO, 2006)
Após a CHD simples consideramos a inserção nas classes dos vocábulos que
tiveram a frequência superior à média de ocorrências no corpus e cuja associação
com a classe determinada pelo valor de qui-quadrado fosse igual ou superior a 3,84
% (Figura 4).
Figura 4 - Dendograma de classes sobre as crenças acerca da intenção de cursar o
ensino superior.

37

Fonte: Elaboração com base no software Iramuteq

Durante a CHD surgiram 3 partições no corpus que geraram 4 classes: a
classe 1 que, de acordo com as palavras hierarquizadas, passou a se referir às
crenças comportamentais; as classes 2 e 3 cujos vocábulos se referem às crenças
normativas; e as classes 4 e 5 cujos termos caracterizam as crenças de controle.
A classe 1, que se relaciona às crenças comportamentais, apresentou 21,9%
dos

comentários

realizados

pelos

entrevistados.

Essa

classe

trata

dos

comportamentos específicos dos entrevistados em relação a cursar o ensino
superior, engloba a importância atribuída por eles ao fato de cursar o ensino
superior, onde apresentaram características positivas como: ampliar o conhecimento
e obter uma formação; abrir portas de emprego; ter maiores oportunidades frente às
pessoas que não possuem curso superior; garantir um futuro melhor para si mesmo
e para os familiares:
“Serei a primeira, junto com meu primo, a ter uma formação mais elevada
na família e ter um futuro melhor para mim e para minha família, dar orgulho
para eles. O bom de cursar o ensino superior será ter uma formação, pois
gosto de estudar, aprender, conhecer mais, e eu conseguirei conhecimento,
experiência em muitas áreas que eu quero. Para alcançar isso, eu abrirei
mão de muitas coisas, passarei muitas horas estudando e me dedicando a
algo em vez de estar me divertindo e isso poderia ser um ponto negativo
para mim”.

38

“Eu acredito que cursar o ensino superior abre porta de emprego,
principalmente para nós que estudamos em uma escola pública, pois muitos
têm oportunidade de cursar uma faculdade e não agarram a chance. Mas
não somos filhos de ricos, não temos nenhum privilégio, devemos agarrar a
primeira oportunidade que apareça”.
“A gente sempre coloca na cabeça que é importante fazer um curso
superior, porque no tempo que a gente estar vivendo quem tem estudo
estar difícil imagine para quem não tem. Se não pensar no melhor para mim
eu vou ficar na mesma, infelizmente é o país que a gente tem”.
“Cursar uma faculdade pode ser algo bom e positivo, mas as dificuldades
são você pretender chegar e não conseguir e abandonar porque não tem
força de vontade ou por dividir os estudos com o trabalho, isso é o que pode
dificultar o ingresso no curso superior”.

Entre os fatores envolvidos no processo de escolha podemos citar os fatores
individuais

(ALMEIDA;

MELO-SILVA,

2011),

que

neste

caso

podem

ser

exemplificados por meio da importância atribuída pelo indivíduo ao ingresso no
curso superior.
As classes 2 e 3, que agruparam as crenças normativas, apresentaram um
quantitativo de 38,1% dos comentários e se relacionaram às pessoas significativas
para os entrevistados que influenciam a intenção deles em cursar o ensino superior.
Percebemos que os elementos presentes nessas classes são em sua maioria
pessoas que possuem um vínculo afetivo com os entrevistados e dessa forma
podem favorecer ou dificultar a intenção em cursar o ensino superior:
“Minha mãe, a minha irmã e meu marido sempre me incentivam para cursar
o ensino superior. Eu quero dar orgulho a essas pessoas. Eles vão pensar
que terei uma vida melhor, minha vida será diferente, eles acreditam que se
eu cursar o ensino superior poderei crescer mais na vida”.
“O meu pai e a minha tia não consideram importante eu cursar o ensino
superior agora. Eles querem que eu curse o curso técnico ou faça cursinho
para concurso e só depois faça uma faculdade, por causa do dinheiro. Eles
se preocupam que eu tenha uma renda antes de me dedicar aos estudos”.

De

acordo

com

Bohoslayky

(2007/1977)

as

relações

interpessoais,

principalmente com os parentes que se tornam referenciais, favorecem a tomada de
decisão quanto à carreira. Para reforçar tal afirmação em Romanelli (2003) vimos
que a família, independente da sua configuração, se mantém como grupo referencial
de grande importância, principalmente através da figura dos pais, que transmitem a
cultura na orientação dos filhos que se encontram em processo de desenvolvimento.
Mesmo em meio a uma realidade repleta de transformações das relações
humanas e do ambiente de trabalho, os adolescentes estão sujeitos à influência das

39

figuras parentais na elaboração de seus planos de futuro (ALMEIDA; MELO-SILVA,
2011).
O conjunto de crenças de controle, representado pelas classes 4 e 5,
englobou 40% dos comentários feitos pelos entrevistados. Seus elementos se
relacionaram às facilidades ou dificuldades percebidas pelos entrevistados em
cursar o ensino superior. Notamos que entre as facilidades foi citado o fato de ter um
currículo diferenciado para ingressar no mercado de trabalho; mudar de vida; e ter
mais oportunidade de um futuro melhor. Já as dificuldades estão em pagar uma
faculdade privada, caso não ingresse na pública; custear os gastos com transporte e
alimentação; incerteza em relação ao curso a ser escolhido; e falta de tempo por ter
que dividir os estudos e o trabalho:
“As vantagens de cursar o ensino superior é que o currículo se tornará
diferente no mercado de trabalho. Eu terei um diferencial, não ficarei anos
estudando a toa. A desvantagem do curso superior é o tempo gasto para
concluir, enquanto o curso técnico é mais rápido. Hoje eu sou a única fonte
de renda de minha família, não posso mudar essa condição nesse
momento, terei que conciliar trabalho e faculdade e isso é difícil”.
“Muita gente não tem condições de se deslocar e vai ter dificuldade. Além
do dinheiro do transporte, precisa de dinheiro para o lanche e para tirar
cópias. Para quem tem condições fica tudo bem, mas para quem não tem
nada é fácil, tudo é difícil de se conseguir”.
“Não será fácil, porque precisa de muita determinação, muito foco e não tem
muitas vagas, é complicado. Existe dúvida em cursar e acabar não
gostando e ver que aquilo não é para mim, eu querer abandonar e não
conseguir outra oportunidade. Eu não acho que tenha algo fácil em se
cursar o ensino superior”.
“Só a dedicação e o tempo podem ser as maiores dificuldades, já que
pretendo trabalhar. Como eu falei, na nossa vida nada deve vir fácil para
gente dar valor as coisas, já as dificuldades são consideradas mínimas,
sempre vão existir dificuldades para se manter na faculdade”.

Discussão
De acordo com Ajzen (2006) o construto comportamental, que nesta pesquisa
se enquadrou na classe 1 com 21,9% dos comentários, relaciona o interesse em
realizar o comportamento aos resultados que se espera. Ou seja, o comportamento
se baseia em suas consequências.
As crenças comportamentais determinam a

atitude em relação

ao

comportamento e isso emite o grau em que o funcionamento do comportamento é
valorizado positiva ou negativamente (AJZEN, 2006). Com base nesse conceito, se

40

o ingresso no curso superior trouxer elementos compatíveis com as crenças dos
estudantes, esses irão optar por cursar o ensino superior.
No construto comportamental as consequências são os motivos que levam os
estudantes a manifestarem o comportamento de cursar uma graduação.

Os

participantes deste estudo apresentaram um grande número de crenças baseadas
nas consequências de seus comportamentos, porém só um pequeno número delas
se sobressaiu em dado momento. Muitos entrevistados responderam que cursar o
ensino superior lhes garantirá melhores salários, promovendo melhoria em sua
qualidade de vida, maiores oportunidades no mercado de trabalho, finalização de um
ciclo de aprendizagem, especialização em uma área, realização de um sonho. Entre
os fatores negativos foi citada a falta de tempo para se dedicar aos estudos e ao
trabalho, além de maior desgaste físico e mental.
Os estudantes demonstraram que saberão lidar com as consequências
negativas em relação ao ingresso no curso superior. Como o trabalho é um fator
importante para muitos, por questões socioeconômicas, os mesmos tentarão
conciliar o estudo e o trabalho.
De acordo com Frenzel e Bardagi (2014) e Silva e Trindade (2013) a inserção
dos jovens no mercado de trabalho auxilia o desenvolvimento da autoestima, de
habilidades sociais e técnicas, autonomia, autoeficácia, iniciativa e responsabilidade.
Já Oliveira et al. (2005) alegam que conciliar a jornada de trabalho e o turno de
estudo se torna exaustivo para os jovens, que acabam tendo menos tempo de lazer
e poucas horas de repouso. Tais fatores repercutem no rendimento escolar,
favorecendo a evasão escolar. Com isso, os jovens passam a ter níveis menores de
escolaridade, que junto ao mercado profissional concorrido acaba os levando aos
subempregos, dado que não favorece a melhoria na condição de vida
(ABRAMOVAY et al., 2002; DUTRA-THOME; CASSEPP-BORGES;

KOLLER ,

2009).
Nas classes 2 e 3 o construto normativo, que se constituiu a partir das
expectativas que os indivíduos ou grupos apresentaram quanto ao comportamento
dos alunos de ingressar no ensino superior, obteve um total de 38,1% de
comentários. Dessa forma, a pressão social de familiares, amigos, e de pessoas

41

vinculadas às instituições nas quais os alunos estão inseridos, como a escola, por
exemplo, influenciam o comportamento de ingresso no curso superior. A percepção
das expectativas que os outros têm acerca do comportamento dos alunos gera o
que podemos chamar de crenças normativas. Sendo assim, ao combinarmos as
crenças normativas com a motivação em agir de acordo com a pressão social
teremos a norma subjetiva prevalente (PEIXOTO, 2007).
Segundo Kerby (1970) quanto maior o número de indivíduos e grupos com os
quais o sujeito se relaciona maior também será sua necessidade de aprovação por
parte desses indivíduos e grupos. Notamos que os estudantes apresentaram uma
necessidade de dar orgulho a seus pais e demais familiares com o ingresso no curso
superior. Em suas respostas eles explanaram que o sonho de seus pais,
principalmente de suas mães, é vê-los ingressar no ensino superior já que não
tiveram oportunidade de estudar em função do trabalho, e veem nos filhos a
possibilidade de realização desse sonho. Para os estudantes, seus familiares
acreditam que eles possuem um potencial para se capacitar e adquirir
independência financeira se tornando bons profissionais, não precisando recorrer a
subempregos como grande parte desses familiares o fizeram.
A partir dessa consideração é possível que os familiares estejam
influenciando as escolhas dos estudantes, uma vez que os pais opinam de modo
determinante na escolha dos filhos, manifestando com isso o construto normativo.
As crenças de controle, pertencentes as classe 4 e 5, tiveram predominância
em relação às crenças comportamentais e às crenças normativas. Ou seja, mais de
um terço dos entrevistados, o que equivale a 40%, especificaram fatores
facilitadores ou impeditivos quanto ao comportamento de ingresso no curso superior.
Os fatores indicados pelos participantes que determinam o comportamento de
ingressar no curso superior foram diversos. Alguns citaram como facilidades
percebidas o fato de ter um currículo diferenciado para o ingresso no mercado de
trabalho; mudar de vida; conhecer pessoas que facilitem sua inserção profissional;
ter maiores oportunidades; alcançar um futuro com melhor emprego/salário; e
facilidade com algumas disciplinas. Já as dificuldades percebidas giraram em torno
de custear uma faculdade privada, transporte e alimentação; distância entre os

42

locais que reside e estuda; conciliar estudo e trabalho; falta de tempo para outras
atividades; aumentar o foco e a dedicação; indecisão quanto ao curso; obter boa
pontuação no ENEM para ingressar no curso desejado. Neste caso, a percepção do
que o curso superior agrega à vida do indivíduo irá tornar a ação de cursá-lo mais
fácil ou mais difícil.
Quando combinamos as crenças de controle sobre o comportamento com a
autoridade de cada fator de controle temos o controle comportamental percebido CCP prevalente (AJZEN, 2006).
Desta forma, o CCP é explicado pelo grau em que o comportamento é
desempenhado considerando a vontade do sujeito. Porém, as dificuldades de
execução do comportamento limitam o CCP (ENGEL; BLACKWELL; MINIARD,
2000). Ou seja, tudo aquilo que não depende de fatores externos e sim da vontade
do sujeito em realizar, pode ser executado com maior facilidade, tornando a relação
do CCP e da intenção comportamental mais exata.
No que se refere ao CCP o comportamento se baseia na percepção que os
estudantes têm da realidade, e não necessariamente na realidade em si. De acordo
com Robbins (2005) a percepção diz respeito ao processo pelo qual os indivíduos
organizam e interpretam suas sensações para agregar sentido ao meio que os
cerca. Vimos que os estudantes procuram ingressar no ensino superior levando em
consideração, sobretudo, as consequências desse comportamento para suas vidas.
Caso o ingresso em uma faculdade ofereça aquilo que se espera, o comportamento
será facilitado.
As crenças de controle giraram em torno das expectativas dos estudantes a
respeito da capacidade que possuem para ingressar em uma faculdade. Eles
levaram em consideração o fato de possuírem ou não habilidades para o ingresso
no ensino superior e o quanto creem que podem ou não vencer as barreiras que por
acaso surjam. Vale salientar que tais fatores possuem diferentes níveis de
importância para cada indivíduo, e vimos que os estudantes deram maior ou menor
relevância a cada um deles.

43

Alguns entrevistados citaram como habilidade a facilidade com disciplinas
ligadas a determinados cursos e a boa capacidade de adaptação frente a novos
aprendizados. Alegaram que se as dificuldades surgirem, como o não ingresso em
universidade pública e a falta de dinheiro para custear uma faculdade privada, irão
recorrer ao FIES ou trabalhar para pagar os estudos. Se a dificuldade for o
aprendizado procurarão meios de sanar suas dúvidas com o auxílio da internet, além
de aumentar o foco e a dedicação às novas disciplinas.
Com base no grau de importância referimos que na TAP um construto não se
pré-define como mais importantes em relação aos outros, ou seja, cada uma das
crenças só terá sua importância após análise detalhada das demais (ENGEL;
BLACKWEEL; MINIARD, 2000).
Nesse caso, ficou evidente a prevalência das crenças de controle na intenção
de cursar o ensino superior. Isso pode estar relacionado ao que Tardeli (2008)
afirma, ou seja, os adolescentes se preocupam com seu futuro e acreditam que as
decisões quanto a esse futuro irão partir deles mesmos.

Conclusões
O estudo propôs identificar as crenças acerca da intenção de cursar o ensino
superior por parte de estudantes concluintes do ensino médio. A partir daí,
utilizamos uma teoria capaz de fornecer dados descritivos e explicativos quanto à
intenção do indivíduo em realizar essa ação.
A utilização do IRAMUTEQ trouxe a possibilidade de uma análise qualitativa
dos dados, agrupando as palavras em classes com base na frequência das
mesmas.
As

crenças

de

controle

demonstraram

maior

influência

sobre

o

comportamento dos estudantes em cursar o ensino superior. Ou seja, as facilidades
ou dificuldades percebidas em ingressar na faculdade estiveram presentes em mais
de um terço das respostas dadas pelos estudantes, o que parece ter maior impacto
na intenção deles em buscar uma graduação.

44

Caso a percepção de controle fosse baixa, mesmo que os estudantes
estivessem de acordo com o ingresso em uma faculdade, avaliando como positiva a
realização desse comportamento, eles dificilmente executariam tal ação (BAMBERG;
AJZEN; SCHIMIT, 1999, 2003).
Os resultados apresentados nesse estudo, além de trazerem luz sobre as
principais crenças que impactam na decisão de buscar uma graduação, indicam a
possibilidade de dirigir um olhar reflexivo para aplicação de intervenções nesse
contexto.
É importante destacar que, mesmo apresentando resultados relevantes, esse
estudo traz algumas limitações. O tamanho da amostra e o fato dela estar restrita a
estudantes de uma escola da rede pública de Alagoas implicam em gerar
considerações não generalizáveis, sendo específicas da população desse estudo.
No sentido de diversificar a amostra pode ser útil incluir estudantes de diferentes
regiões do país, bem como da rede privada de ensino. Investigações sistemáticas no
campo da educação, de modo geral, são extremamente bem vindas, pois podem
auxiliar na elaboração de planos e ações mais eficientes.

45

CAPÍTULO 3 - INTENÇÃO DE CURSAR O ENSINO SUPERIOR EM ESTUDANTES
DO ENSINO MÉDIO

Resumo
O estudo teve como objetivo analisar as crenças acerca da intenção de cursar o
ensino superior a partir da TAP. Dividimos o estudo em duas etapas. Na primeira
etapa aplicamos uma entrevista semiestruturada a fim de identificarmos as crenças
acerca da intenção de cursar o ensino superior em 20 estudantes concluintes do
ensino médio de uma escola da rede pública de Alagoas, sendo 08 do sexo
masculino e 12 do sexo feminino, com idades variando entre 16 e 25 anos (M=17,75;
DP=1,38). Observamos que as crenças normativas e as crenças de controle tiveram
uma influência um pouco maior do que as crenças comportamentais na intenção de
cursar o ensino superior por parte dos respondentes nesta etapa da pesquisa. A
segunda etapa consistiu na elaboração e validação do instrumento, denominado de
Escala de Intenção de Cursar o Ensino Superior (ICES), que foi aplicado em 459
estudantes, sendo 202 (44%) do sexo masculino e 257 (56%) do sexo feminino, com
idades variando entre 16 a 36 anos (M=17,80; DP=1,69). A partir daí, realizamos
uma análise da confiabilidade do instrumento elaborado. Os resultados
demonstraram que a Escala ICES é conceitualmente apropriada, coesa com os
fatores que mensura e acessível para os estudantes que participaram da pesquisa.
Para a amostra avaliada a atitude e a percepção de controle comportamental foram
as variáveis prevalentes na intenção de cursar o ensino superior. A norma subjetiva
demonstrou influência oposta na intenção, ou seja, quanto menor a pressão social
maior o interesse em cursar o ensino superior. Tal constatação pode estar
relacionada à necessidade dos estudantes exercerem autonomia no momento de
fazerem suas escolhas.
Palavras-chave: Instrumento. Curso Superior. Estudantes.
Abstract
The study aimed to analyze the beliefs about the intention to attend higher education
from the TAP. We divided the study into two stages. In the first stage we applied a
semi-structured interview in order to identify the beliefs about the intention to attend
higher education in 20 high school students from a public school in Alagoas, being 08
males and 12 females, aged ranging from 16 to 25 years (M = 17.75, SD = 1.38). We
observed that normative beliefs and control beliefs had a slightly greater influence
than behavioral beliefs in the intention of attending higher education by respondents
at this stage of the research. The second stage consisted of the elaboration and
validation of the instrument, called the Higher Education Intention Scale (ICES),
which was applied in 459 students, of whom 202 (44%) were males and 257 (66%)
were females, ranging in age from 16 to 36 years (M = 17.80, SD = 1.69). From
there, we performed an analysis of the reliability of the instrument. The results
demonstrated that the ICES scale is conceptually appropriate, consistent with the
factors it measures and is accessible to the students who participated in the
research. For the evaluated sample the attitude and the perception of behavioral
control were the prevalent variables in the intention to attend higher education. The
subjective norm showed an opposite influence in intention, that is, the lower the

46

social pressure, the greater the interest in attending higher education. This finding
may be related to the students' need to exercise autonomy when making their
choices.
Keywords: Instrument. Superior Course. Students.

Introdução
O mercado de trabalho tem exigido cada vez mais qualificação dos
trabalhadores, que necessitam se diversificar por meio da educação para adquirirem
conhecimentos e habilidades (POCHMANN, 2002; ALVES, 2007; MATTOS, 2007).
A média nacional de desocupação no primeiro trimestre de 2019, conforme
dados do IBGE (BRASIL, 2019), foi de 12,4% o que equivale a 13,1 milhões de
pessoas. Entre os jovens de 18 a 24 anos essa média é de 25,2%, e para os que
não concluíram o ensino médio chega a 19,7%.
A Secretaria Nacional da Juventude (BRASIL, 2013) afirma que os jovens
compõem 74% da População Economicamente Ativa (PEA), sendo que 53%
trabalha, 21% procura trabalho e 14% concilia estudo e trabalho.
Por outro lado, Zluhan e Raitz (2014) mostram que a permanência dos jovens
de escola pública no ensino médio reflete a necessidade destes ingressarem no
ensino superior. Isso vem se naturalizando há algum tempo e os jovens que antes
pensavam em trabalhar e só depois cursar uma faculdade estão se interessando em
participar do ENEM e buscar informações acerca dos cursos e meios de
financiamento, já que a graduação passa a ser uma forma de obter qualificação. De
acordo com Alves (2007) a qualificação profissional mesmo não garantindo o
ingresso no mercado de trabalho, capacita o indivíduo para esse ingresso.
A necessidade dos estudantes ingressarem no ensino superior está
crescendo ao longo dos anos, mas esse número ainda não é o ideal (ZLUHAN E
RAITZ, 2014).

Frente a esse cenário, torna-se relevante a compreensão das

crenças relacionadas à intenção de cursar o ensino superior por parte dos jovens
concluintes do ensino médio. Sendo a intenção comportamental o objeto de estudo
desta pesquisa, a Teoria da Ação Planejada – TAP pode ser útil como aporte
teórico, já que ela favorece a identificação das crenças que influenciam a intenção
comportamental (AJZEN; FISHBEIN, 2000).

47

A Teoria da Ação Planejada
Na década de 60, o psicólogo social Martin Fishbein acreditava que o homem
sendo racional utilizava das informações dispostas no ambiente para decidir sobre
as formas de se comportar (AJZEN; FISHBEIN, 1980; FISHBEIN; AJZEN, 1975), a
partir daí foi desenvolvida a Teoria da Ação Racional (TAR), a qual propunha que o
fator pessoal (atitude) e a pressão social (norma subjetiva) originam a intenção
comportamental, levando em consideração o contexto, o tempo e o alvo do
comportamento. A TAR logo foi ampliada para Teoria da Ação Planejada (TAP) por
apresentar algumas limitações, entre elas o fato de não considerar outros fatores, a
exemplo dos hábitos, experiências passadas e controle do comportamento nas
intenções comportamentais.
A TAP tem sido uma eficiente ferramenta para psicologia e as áreas diversas
quando o assunto é compreender e predizer o comportamento. Dentre uma
variedade de comportamentos submetida à análise e predição a partir desse modelo
teórico temos o empreendedorismo entre universitários (LOIOLA, et al., 2016), as
intenções dos estudantes relacionadas à escolha pelo curso de contabilidade
(SANTOS; MOURA; ALMEIDA, 2018) e a permanência ou saída de mulheres de
relacionamentos abusivos (BYRNE; ARIAS, 2004).
As crenças compreendem a elaboração que o indivíduo faz acerca de si
mesmo e do meio em que vive. Se conhecermos as crenças é possível compreender
os motivos que levam a um comportamento específico (ROAZZI, et al, 2014). O
modelo teórico da TAP se organiza com base em crenças comportamentais, crenças
normativas e crenças de controle (AJZEN; FISHBEIN, 2000).
As crenças comportamentais se relacionam à avaliação que o indivíduo faz da
ação como sendo positiva ou negativa e originam as atitudes. As crenças normativas
se relacionam à influência social percebida pelo indivíduo quanto à manifestação ou
não do comportamento e originam as normas subjetivas. Já as crenças de controle
estão associadas às facilidades ou dificuldades percebidas pelo indivíduo em se
comportar e originam o controle comportamental percebido (MARTINS, SERRALVO,
NASCIMENTO JOÃO, 2014).

48

A intenção do indivíduo em se comportar só será efetiva caso a atitude, a
norma subjetiva e o controle comportamental sejam relevantes. No entanto, frente às
diferentes situações e comportamentos a relevância desses três elementos, como
sendo preditores da intenção comportamental, irá variar. Ou seja, em algumas
situações apenas um dos preditores será significativo, enquanto em outras os três
preditores estarão presentes de forma interdependente (AJZEN, 1991b).
Alguns instrumentos são utilizados na área de orientação profissional, a
exemplo, a Bateria de Provas de Raciocínio (BPR – 5) que oferece estimativas do
funcionamento cognitivo geral e das habilidades do indivíduo quanto ao raciocínio
abstrato, verbal, visuoespacial, numérico e mecânico (PRIMI; ALMEIDA, 2000), a
Escala de Aconselhamento Profissional (EAP) que avalia as preferências por
atividades profissionais (NORONHA; SISTO; SANTOS, 2007), o Teste de Fotos de
Profissões (BBT) que promove com seu método projetivo, um processo de
maturação e de tomada de consciência através da clarificação das inclinações
profissionais do sujeito (JACQUEMIN, 2000), o Questionário de Avaliação Tipológica
(QUATI) que avalia a personalidade através das escolhas situacionais que cada
sujeito faz (ZACARIAS, 2003) e o Questionário de Busca Autodirigida para
psicólogos que descreve uma tipologia de características pessoais distinguindo
protótipos ou casos mais extremos de identidades profissionais (PRIMI, et al., 2010).
Além desses, temos a Escala de Empregabilidade que avalia o potencial de
empregabilidade (CAMPOS, 2006), a Matriz de Habilidades e Interesses
Profissionais que auxilia pessoas a escolher e/ou planejar a carreira profissional
(MAGALHÃES, 2011), a Avaliação dos Interesses Profissionais (AIP) que avalia os
interesses profissionais (LEVENFUS; BANDEIRA, 2009), o Teste das Dinâmicas
Profissionais (TDP) que detecta os interesses e preferências por áreas do
conhecimento (BRAGA; ANDRADE, 2006), a Escala de Autoeficácia para Escolha
Profissional (EAE-EP), que identifica as crenças de pessoas quanto à própria
capacidade para se engajar em tarefas relativas à escolha profissional baseada na
avaliação da autoeficácia a partir da Teoria Social Cognitiva do Desenvolvimento de
Carreira (TSCDC) (NORONHA, AMBIEL, 2011) e a Escala de Maturidade para
Escolha Profissional (EMEP) que avalia o nível de maturidade para escolha
profissional de alunos de ensino médio (NEIVA, 1998).

49

No entanto, em nenhum desses instrumentos a intenção é avaliada a partir de
uma teoria desenvolvida com base nas crenças promotoras dessa intenção, ou seja,
crenças sobre o comportamento a adotar, crenças sobre as normas (pressão social)
e crenças sobre o controle que se tem do comportamento (AJZEN, 1985).
Sendo assim, o objetivo desta pesquisa é analisar as crenças acerca da
intenção de cursar o ensino superior com base na TAP, a partir da identificação
dessas crenças e da elaboração e validação de um instrumento capaz de avaliá-las.

Método
Considerando a metodologia proposta por Fishbein e Ajzen (1975) dividimos
esta pesquisa em duas etapas, sendo a primeira etapa o levantamento das crenças
apresentadas pelos estudantes, quanto à intenção de ingressar no ensino superior,
por meio de uma entrevista semiestruturada. Já a segunda etapa envolveu a
elaboração de um instrumento para avaliação dessas crenças.
Etapa I
Nesta etapa realizamos uma entrevista semiestruturada para identificar as
crenças acerca da intenção de cursar o ensino superior. Contou-se com a
participação de 20 estudantes concluintes do ensino médio de uma escola da rede
pública estadual de Alagoas, sendo 08 do sexo masculino e 12 do sexo feminino,
com idades variando entre 16 e 25 anos (M=17,75; DP=1,38). Como técnica de
coleta de dados utilizamos uma entrevista semiestruturada com perguntas sobre a
importância de cursar o ensino superior, as pessoas significativas para o estudante
que consideram importante cursar o ensino superior e as facilidades e dificuldades
percebidas pelo estudante em cursar o ensino superior. Desse modo, durante a
entrevista investigamos respectivamente as crenças comportamentais, as crenças
normativas e as crenças de controle.
A análise dos dados foi realizada com o uso do software IRAMUTEQ
(Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de
Questionnaires), que permite um processamento dos dados por meio de uma
análise qualitativa e informatizada. A partir das respostas dadas à entrevista

50

organizamos um único corpus textual. O conteúdo do corpus foi submetido à
Classificação Hierárquica Descendente – CHD, à Análise de Similitude e ao método
Nuvem de Palavras. No entanto, a CHD nos trouxe um detalhamento maior dos
dados analisados.
De acordo com Salviati (2017) a CHD, segundo o método de Reinert, tem por
objetivo adquirir classes de segmentos de texto (ST) que, de modo simultâneo,
indicam vocabulário aproximado entre si e vocabulário diferente dos segmentos de
textos das outras classes.
O corpus geral foi constituído por 11 textos separados por 151 segmentos de
texto. Emergiram 5294 ocorrências (palavras, formas, vocábulos).
Os resultados indicaram a existência de 5 classes de palavras, as quais foram
subdivididas em 3 eixos. Para cada classe foi computada uma lista de palavras
geradas a partir do teste qui-quadrado (χ2 ). A classe 1 (21,9%) está representando
as crenças comportamentais: “bom” (X²=34,53), “conhecimento” (X²=30,87),
“positivo” (X²=10,36), “futuro” (X²=6,85), “melhor” (X²=5,44), “oportunidade” (X²=5,1).
As classes 2 e 3 (38,1%) estão relacionadas às crenças normativas: “mãe”
(X²=55,59), “avô” (X²=31,14), “tio” (X²=26,32), “família” (X²=22,96), “irmão” (X²
=17,67), “pai” (X²=15,35) e, por fim, as classes 4 e 5 (40%) estão relacionadas às
crenças de controle: “dificuldade” (X²=45,33), “fácil” (X²=18,92), “disciplina” (X²
=16,63), “dinheiro” (X²=13,4), “curso” (X²=12,4), transporte (X²=12,35). A classe 1
compôs o Eixo 1 que tratou da importância atribuída pelos estudantes ao fato de
cursar o ensino superior, apresentando características positivas como ampliar o
conhecimento, ter maiores oportunidades frente às pessoas que não possuem curso
superior, garantir um futuro melhor para si mesmo e para os familiares. As classes 2
e 3 estão diretamente relacionadas e podem ser nomeadas como Eixo 2 referente
às pessoas significativas para os entrevistados que influenciam na intenção de
ingresso no curso superior. Percebemos que os elementos presentes nessas
classes são em sua maioria pessoas vinculadas afetivamente aos entrevistados, ou
seja, pai, mãe, avós, tios e irmãos, que dessa forma podem influenciá-los. O Eixo 3
refere-se às classes 4 e 5 que estão relacionadas às facilidades ou dificuldades
percebidas pelos entrevistados em cursar o ensino superior. Entre as facilidades
foram citadas o fato de ter um curso para ingressar no mercado de trabalho e mudar

51

de vida. Já as dificuldades estão em pagar uma faculdade privada, caso não
ingresse na pública, custear gastos com transporte e não ter conhecimento de
algumas disciplinas da graduação.
Dessa forma, as crenças de controle se destacaram nas respostas dadas
pelos estudantes à entrevista. Isso se deve à crença na capacidade de superar as
dificuldades de ingresso no ensino superior, podendo estar relacionado ao que
Tardeli (2008) afirma, ou seja, os adolescentes se preocupam com seu futuro e
acreditam que as decisões quanto a esse futuro irão partir deles mesmos.
Etapa II
Elaboração e validação da escala
Com a Resolução do Conselho Federal de Psicologia – CFP nº 02/2003 (CFP,
2003) a elaboração de instrumentos de avaliação psicológica passou a despertar o
interesse da psicologia. De acordo com Pasquali (1998) o processo de elaboração
de um instrumento de avaliação deve ser metodologicamente organizado com base
nos seguintes critérios: comportamental, de desejabilidade, de simplicidade, de
clareza, de relevância, de precisão, de variedade, de modalidade, de tipicidade, de
amplitude, e de equilíbrio. Enquanto o processo de validação de uma escala de
acordo com Krech et al. (1975) irá credibilizar o instrumento demonstrando se o
mesmo avalia o que se dispõe a avaliar.
Após a identificação das crenças na primeira etapa procedemos com a
elaboração da escala, que contou com 45 itens englobando as crenças identificadas
e relacionadas aos construtos da TAP, ou seja, a importância atribuída ao ingresso
no curso superior, as pessoas significativas que influenciam a intenção de cursar o
ensino superior e as facilidades e dificuldades percebidas em ingressar no nível
superior. A escala foi denominada Escala de Intenção de Cursar o Ensino Superior
(ICES). Os 45 itens da escala apresentaram respostas do tipo Likert variando de 1=
Discordo Totalmente a 7= Concordo Totalmente, tendo 4 como média,

sendo

seguidos dos itens sociodemográficos idade, sexo, cor da pele e renda familiar.
Realizamos a avaliação do instrumento, onde 05 estudantes verificaram se as

52

instruções, os itens e a escala de respostas estavam compreensíveis (BORSA;
DAMÁSIO; BANDEIRA, 2012).
Participantes
Este estudo foi composto por uma amostra de 459 estudantes concluintes do
ensino médio de uma escola pública da rede estadual de Alagoas, onde a
recomendação seria 450 participantes, ou seja, 10 sujeitos para cada item
(PASQUALI, 1999). Os estudantes apresentam idades variando de 16 a 36 anos
(M=17,80; DP=1,69). Sendo 44% do sexo masculino e 56% do sexo feminino.
Quanto à cor da pele 27% são brancos, 22,7% são pretos, 46,6% são pardos, 1,7%
indígenas e 2% amarelos. Dos entrevistados 12,6% possuem menos de 1 salário
mínimo de renda familiar, 85,6% estão com a renda familiar variando entre 1 e 3
salários mínimos, 1,1% dos participantes possuem entre 4 e 5 salários mínimos de
renda familiar e 0,4% possuem uma renda familiar de mais de cinco salários
mínimos.
Procedimentos
Os

estudantes

que

fizeram

parte

desta

pesquisa

voluntariamente

responderam a Escala ICES após concordarem com o Termo de Consentimento/ou
Assentimento Livre e Esclarecido, o que sugere a autorização e entendimento dos
aspectos do estudo de acordo com a Resolução Nº 466/12 do Conselho Nacional de
Saúde (BRASIL, 2012). A aprovação do projeto se deu pelo Comitê de Ética em
Pesquisa da Universidade Federal de Alagoas – UFAL (parecer CAAE nº
79611917.5.0000.5013). O instrumento online foi disponibilizado por 45 dias, entre
os meses de dezembro de 2018 e janeiro de 2019.
Análise dos Dados
O programa SPSS 18.0 (Statistical Package for Social Sciencies) foi utilizado
para analisar descritivamente (frequência, porcentagem, média, desvio-padrão)
caracterizando os participantes. Na sequência analisamos a viabilidade da Análise
Fatorial Exploratória, por meio do teste de Kaiser Meyer-Olklin (KMO) e do Teste de
Esfericidade de Bartlett. Já a análise de consistência interna foi realizada pelo Alfa
de Cronbach. A partir daí, procedemos com a Análise de Correlação de Pearson
para analisar a relação entre as crenças e a intenção de cursar o ensino superior.

53

Análise Fatorial Exploratória e Análise de Confiabilidade
De acordo com Dancey e Reidy (2013) os questionários ao serem projetados
apresentam várias questões relacionadas a um construto ou ideia, ou seja, as
questões se relacionam entre si quando medem o mesmo construto ou ideia. Sendo
assim, a análise fatorial busca identificar os padrões de correlações entre os
construtos que descrevem as escalas de um teste, para assegurar sua validade.
Com base nessa definição foi realizada uma Análise Fatorial Exploratória (AFE) dos
componentes principais da Escala ICES, para verificarmos o quanto os conceitos
teóricos que fundamentam a escala estão relacionados com a mesma. O teste
Kaiser-Meyer-Oklin (KMO) e o teste de Esfericidade de Bartlett indicam o grau de
ajuste dos dados à análise fatorial.
Os critérios para submissão da Escala ICES a AFE foram atendidos, com
KMO=0,92, X²=22167,172, DP=946 e nível de significância de 0,00, garantindo as
correlações entre as variáveis. A saturação mínima estabelecida foi de 0,40. Sendo
considerado o valor máximo de saturação para os itens que pertenciam a mais de
um fator.
A AFE, conduzida por meio da análise por componentes principais e rotação
ortogonal Varimax, identificou três fatores que se ajustaram aos construtos da TAP
(1) atitude; (2) norma subjetiva; (3) controle comportamental percebido. A variância
total explicada foi de 60,50%, sendo 25,81% do primeiro fator, 22% do segundo e
12,69% do terceiro fator.
Para os itens que apresentaram carga fatorial acima de 0,40 foi realizada uma
segunda análise, conforme estabelece Pestana e Gageiro (2003), verificando a
relação de cada item com o fator respectivo. A partir daí, adotamos o mesmo
método da primeira análise e obtivemos KMO=0,88, X²=6157,507 e DP=105. Desse
modo, foram excluídos 30 itens da escala, que passou a apresentar 15 itens.
O total de variância explicada foi de 74,65%, sendo 32,04% do fator 1
(atitude), 22,10% do fator 2 (norma subjetiva) e 20,51% do fator 3 (controle
comportamental), por ser um valor acima de 60% indicou aceitável variância
explicada, de acordo com Hair et al (2009), não sendo necessário continuarmos com
a extração dos fatores.

54

Tabela 1 – Análise Fatorial Exploratória, Média e Desvio Padrão das dimensões da
Escala ICES
Itens

7. Para mim, cursar o ensino superior após o ensino médio

Fator 1

Fator 2

Fator 3

(AT)

(NS)

(CC)

,671

é muito positivo.
8. Para mim, cursar o ensino superior após o ensino médio

,789

é muito útil.
9.

Cursar

o

ensino

superior

vai

aumentar

meu

,852

10. Ter maior conhecimento, após cursar o ensino

,675

conhecimento.

superior, é muito importante.
11. Cursar o ensino superior me garantirá oportunidade no

,590

mercado de trabalho.
19. Quando se trata de cursar o ensino superior, eu faço o

,855

que meus pais acham que eu devo fazer.
21. Sobre cursar o ensino superior, eu sigo o que meus

,901

familiares acham que eu devo fazer.
23. Procuro fazer o que meus amigos acham que é certo,

,900

em relação a cursar o ensino superior.
25. Quando se trata de cursar o ensino superior, eu sigo o

,925

que meus colegas de turma acham correto.
27. Procuro seguir o que meus professores indicam, em

,849

relação a cursar o ensino superior.
37. Estar indeciso quanto ao curso, dificulta o ingresso no

,728

ensino superior.
38. Pensar em dividir o tempo entre estudo e trabalho,

,834

diminui o interesse em ingressar no ensino superior.
39. Ter que trabalhar, dificulta minha entrada no ensino
superior.

,860

55

41. Não ter que pagar a faculdade facilitaria meu ingresso

,565

no ensino superior.
42. Não saber que curso escolher dificulta minha decisão

,677

em cursar o ensino superior.
Média (Desvio Padrão)

6,45(0,66)

2,98(1,91)

4,32(1,31)

Variância Explicada

32,04%

22,10%

20,51%

Alfa de Cronbach

,813

,954

,829

Eigenvalue

2,14

,500

,352

Nota: AT= atitude; NS= norma subjetiva; CC= controle comportamental.

De acordo com Hair et al (2009) percebemos que os fatores Atitude, Norma
Subjetiva e Controle Comportamental apresentaram índice de consistência interna
satisfatório, já que o nível mínimo exigido de 0,7 para o alfa de Cronbach foi
ultrapassado nos três fatores, contribuindo para fidedignidade do instrumento.
Com intuito de verificarmos a adesão dos participantes aos indicadores da
escala realizamos a análise das médias e desvio-padrão. O fator Atitude com
M=6,45 e DP=0,66 representou o grau de importância atribuído pelos respondentes
ao fato de cursar o ensino superior e obteve grande adesão por parte deles. O fator
Controle Comportamental apresentou M=4,32 e DP=1,31 demonstrando que os itens
que avaliam as facilidades ou dificuldades percebidas em cursar o ensino superior
foram bem aceitos pelos estudantes. O fator Norma Subjetiva com M=2,98 e
DP=1,91 corresponde à relativa concordância dos respondentes com os itens que
avaliam a pressão social.
A intenção em cursar o ensino superior foi mensurada no item 1 da Escala
ICES. Os itens 2 a 17 avaliaram as crenças comportamentais. Os itens 18 a 27
avaliaram as crenças normativas. Enquanto os itens 28 a 45 avaliaram as crenças
de controle. Ao elaborarmos a Escala ICES partimos do pressuposto de que a
combinação das crenças comportamentais, normativas e de controle determinam a
intenção comportamental (AJZEN; FISHBEIN, 2000).
Análise de Correlação de Pearson

56

Para que a relação entre a atitude, a norma subjetiva, o controle
comportamental e a intenção de cursar o ensino superior fossem analisadas
realizamos a Análise de Correlação de Pearson (Tabela 2), já que o tamanho da
amostra é considerável e a distribuição dos dados é normal e sem discrepâncias
(PONTES, 2010). A atitude apresentou correlação positiva com o controle
comportamental e com a intenção. Ou seja, ao avaliar a importância do ingresso no
curso superior, tendo o controle dos fatores que podem dificultar ou facilitar esse
ingresso, surge a intenção de ingressar. Houve correlação negativa entre a norma
subjetiva e os demais construtos, demonstrando que a pressão social é importante
para indicar uma percepção oposta dos estudantes em relação a cursar o ensino
superior. Ou seja, a menor influência do meio social implica em maior intenção de
ingresso no curso superior.
Tabela 2 – Correlações entre construtos da teoria e a intenção de cursar o ensino
superior
Atitude

Norma Subjetiva

Controle

Intenção

Comportamental

(Item 1)

Atitude

1

-,596**

,623**

,299**

Norma Subjetiva

-,596**

1

-,502**

-,031

Controle

,623**

-,502

1

,013**

,299**

-,031

,013

1

comportamental
Intenção (Item 1)

**. Correlation is significant at the 0.01 level (2-tailed).

Discussão
Durante a análise de correlação verificamos que as variáveis individuais, ou
seja, a atitude e a percepção de controle se correlacionaram positivamente com a
intenção de cursar o ensino superior. Tendo em vista que os participantes veem o
curso superior como útil, positivo, importante e capaz de lhes garantir o futuro. Além
disso, acreditam que serão capazes de lidar com a indecisão em relação ao curso a
seguir, dividir o tempo entre estudo e trabalho, e pagar uma IES privada. Tais

57

resultados confirmam o que Safta (2015) afirma sobre as reflexões do indivíduo a
respeito de suas aspirações, já que as escolhas recebem influência das
consequências cognitivas e afetivas que produz.
Tal resultado reforça evidências empíricas encontradas em outros estudos, a
exemplo de Loiola et al. (2016) os quais afirmaram que a atitude e o controle
comportamental foram os preditores relacionados à intenção empreendedora de
jovens universitários, onde a atitude positiva respondeu pela maior parte da
explicação do comportamento. O mesmo ocorreu no estudo de Santos, Moura e
Almeida (2018) em que as crenças comportamentais e as crenças de controle
influenciaram a intenção dos estudantes de contabilidade em seguirem carreira na
área contábil, onde a atitude não assegurou completamente a intenção, sendo
levado em consideração a percepção de controle pessoal sobre si e sobre o
ambiente em volta.
Em algumas pesquisas as variáveis contextuais se relacionam mais do que as
variáveis individuais na intenção de escolha (VALE et al., 2014; WU; WU, 2008). No
entanto, neste estudo as variáveis contextuais parecem ter exercido influência
oposta na intenção, ou seja, quanto menor a pressão social maior o interesse em
cursar o ensino superior. Tal constatação pode estar relacionada à necessidade dos
estudantes exercerem autonomia no momento de fazerem suas escolhas.
Autonomia de acordo com Reichert e Wagner (2007) possui um conceito amplo
variando tanto no significado (conceito propriamente dito) quanto na aplicação
(processo desenvolvimental). Em relação ao significado podemos entender como a
competência humana em dar-se suas próprias leis (SEGRE; SILVA; SCHANM,
2005). Já a aplicação envolve a capacidade para decidir e agir por conta própria,
sendo uma das principais tarefas evolutivas dos seres humanos durante o período
da adolescência (OLIVA; PARRA, 2001; NOOM; DEKOVIC; MEEUS, 2001; SPEAR;
KULBOK, 2004; FLEMING, 2005).

Conclusões
O estudo teve como objetivo analisar as crenças acerca da intenção de cursar
o ensino superior a partir da TAP. Para chegarmos a esse objetivo desenvolvemos
um instrumento que foi capaz de avaliar as crenças que determinam a intenção de
cursar o ensino superior. A partir daí, realizamos uma análise da confiabilidade do

58

instrumento. Os resultados demonstraram que a Escala ICES obteve variância
explicada significativa, além disso, é conceitualmente apropriada, coesa com os
fatores que mensura e acessível para os estudantes que participaram da pesquisa,
podendo ter seu uso em outros estudos.
O modelo teórico da TAP se organiza com base na relevância da atitude, da
norma subjetiva e da percepção de controle na intenção de se comportar, mas tal
relevância pode variar, ou seja, em determinadas situações apenas um dos
preditores será significativo (AJZEN, 1991). Isso ficou evidente ao realizarmos a
primeira etapa desta pesquisa em que as crenças de controle tiveram uma influência
um pouco maior do que as normativas e as comportamentais na intenção de cursar
o ensino superior por parte dos 20 estudantes entrevistados. Já na segunda etapa
as crenças normativas podem ter perdido relevância em função da pressão do meio
social não ser decisiva na intenção de cursar o ensino superior. Tendo em vista a
necessidade dos respondentes exercerem a autonomia quanto ao ingresso no nível
superior.
A influência das crenças comportamentais e das crenças de controle foi
prevalente na intenção de cursar o ensino superior, já que os participantes
demonstraram conhecer a importância desse comportamento e a própria capacidade
em lidar com ele. Os resultados do estudo contribuem para ampliação de políticas
voltadas para orientação profissional, auxiliando na elucidação do que pode ser
melhorado nessa área para favorecer o ingresso dos estudantes no nível superior.
Mesmo tendo atendido ao objetivo proposto, o fato desta pesquisa contar
somente com estudantes de uma única instituição e rede de ensino, promovendo
considerações não generalizáveis, pode ser citado como limitação. No sentido de
guiar propostas futuras, ampliar e diversificar a amostra seria bastante relevante,
além de analisar a relação entre autonomia e intenção de cursar o ensino superior.

59

CONSIDERAÇÕES SOBRE OS TRÊS ESTUDOS
Procuramos analisar como ocorre a intenção de cursar o ensino superior a
partir da TAP, identificando e analisando as crenças acerca dessa intenção. Desse
modo, dividimos a dissertação em artigos que compuseram três capítulos.
O primeiro capítulo teve como objetivo realizar uma revisão sistemática nos
estudos da psicologia brasileira acerca da orientação profissional (OP). Observamos
que apenas algumas bases teóricas se envolveram com o tema, a exemplo da
psicologia positiva e das teorias sociocognitivas. Nos últimos anos as publicações
sobre a temática diminuíram consideravelmente comparadas à década passada.
Durante a busca percebemos que as revistas que mais publicaram artigos sobre OP
e ensino médio foram aquelas nas quais a OP é tema central de suas publicações.
Identificamos 4 artigos teóricos e 25 artigos empíricos, cujo o tema mais frequente
foi o uso de escalas. A OP tem sido uma área pouco explorada nas produções
brasileiras, principalmente no momento atual em que vivenciamos a mudança para
nova proposta de ensino médio.
O segundo capítulo buscou identificar as crenças acerca da intenção de
cursar o ensino superior. A TAP foi utilizada para fornecer dados descritivos e
explicativos quanto a essa ação. Os resultados apresentados nesse estudo
trouxeram luz sobre as principais crenças que impactam na decisão de cursar o
ensino superior por parte dos 20 estudantes entrevistados. As crenças de controle
foram mais prevalentes do que as crenças comportamentais e normativas na
intenção de cursar o ensino superior. Ou seja, as facilidades ou dificuldades
percebidas em ingressar na faculdade estiveram presentes em mais de um terço das
respostas dadas pelos estudantes, demonstrando que para ingressar no ensino
superior os estudantes levam em consideração, sobretudo, as consequências desse
comportamento para suas vidas. Caso o ingresso em uma faculdade ofereça aquilo
que se espera, o comportamento será facilitado.
O terceiro capítulo, que compôs a etapa quantitativa da pesquisa, teve como
objetivo analisar as crenças acerca da intenção de cursar o ensino superior. Para
chegarmos a esse objetivo desenvolvemos um instrumento que foi capaz de avaliar
as crenças. Ao realizarmos uma análise da confiabilidade do instrumento elaborado
os resultados demonstraram que a Escala de Intenção de Cursar o Ensino Superior
(ICES) é conceitualmente apropriada, coesa com os fatores que mensura e

60

acessível para os estudantes que participaram da pesquisa. A TAP como aporte
teórico escolhido para elaboração da escala se mostrou adequado à proposta. A
atitude e a percepção de controle comportamental foram as variáveis prevalentes na
intenção de cursar o ensino superior. As crenças normativas demonstraram
influência oposta em relação à intenção, ou seja, quanto menor a pressão social
maior o interesse em ingressar no nível superior. Isso pode ter ocorrido pela
necessidade dos respondentes exercerem autonomia no processo de decisão.
A relevância desse estudo consiste em verificar como a psicologia brasileira
tem tratado a orientação profissional no ensino médio e o quanto o aumento de
publicações nessa área pode contribuir para disseminação do tema. Além disso, o
fato de termos identificado as crenças que influenciam a intenção de cursar o ensino
superior, com base em um instrumento que avalia essas crenças a partir de um
modelo teórico reconhecido, favorece o desenvolvimento de políticas públicas
voltadas para a orientação profissional.
As limitações se devem ao fato da amostra ter sido restrita a estudantes de
uma única instituição de ensino médio da rede pública de Alagoas, levando a
considerações específicas da população pesquisada. Além disso, a variável
autonomia pode estar interferindo na intenção de cursar o ensino superior, o que
favorece investigações futuras.

6162

REFERÊNCIAS
AJZEN, I. From intentions to actions: a theory of planned behavior. In: Actioncontrol: from congnition to behavior. New York: Eds. Julius kuhl and Jeurgen
Beckmann, 1985.
______.Attitudes, personality and behavior. Bristol: Open University Press, 1991a.
______. The theory of planned behavior. Organizational Behavior and Human
Decisions Processes, University of Massachusetts, Academic Press, p. 179-211,
1991b. Disponível em: <http://www.people.umass.edu/ajzen/>. Acesso em 27 jun.
2017.
______.Theory
of
Planned
Behaviour.
Disponível
em:
<http://www.people.umass.edu/aizen/tpb.diag.html>, 2006. Acesso em 18 de junho
de 2018.
AJZEN, I; FISHBEIN, M. Undestanding Attitudes and Predicting Social Behavior.
Englewwod Clifs, Nova Jersey: Prentice Hall, 1980.
______. Atitudes e a relação Atitude-Comportamento: Processos Raciocinados e
Automáticos. Revista Europeia de Psicologia Social, 11, 1-33, 2000.
http://dx.doi.org/10.1080/14792779943000116.
ABRAMOVAY, M.; CASTRO, M. J.; PINHEIRO, L. C.; LIMA, F. S.; MATINELLI, C. C.
Juventude, violência e vulnerabilidade social na América Latina: desafios para
políticas públicas. Brasília: UNESCO, BID, 2002.
AGUIAR, F. H. R.; CONCEIÇÃO, M. I. G. Análise da produção científica em
orientação profissional: Tendências e velhos problemas. Psico-USF, 17(1), 97-107,
2012. doi: 10.1590/S1413-82712012000100011.
AGUIAR, F. H. R; CONCEIÇÃO, M. I. G. Análise da produção científica em
orientação profissional: Tendências e velhos problemas. Psico-USF, 17(1), 97-107,
2012. doi: 10.1590/S1413-82712012000100011
ALMEIDA, F. H. de; MELO-SILVA, L.L. A influência dos pais no processo de escolha
profissional dos filhos: uma revisão da literatura parental. Psico-USF, Vol. 16(1), pp.
75-85, 2011.
ALVES, G. Dimensões da reestruturação produtiva: ensaios da sociologia do
trabalho (2a ed.). Londrina: Praxis, 2007.
AMBIEL, R. A. M.; CAMPOS, I. M. DE; CAMPOS, P.P.T.V.Z. Análise da produção
científica brasileira em orientação profissional: um convite a novos rumos. PsicoUSF, 133(1), 133-145, 2017.

6262

AMBIEL, R. A. M; NORONHA, A. P. P. Construção dos itens da escala de
autoeficácia para escolha profissional. Psico-USF (Impr.), Itatiba , v. 16, n. 1, p. 2332,
Apr.
2011
.
Available
from
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141382712011000100004&lng=en&nrm=iso>.
access
on
24
Mar.
2019.
http://dx.doi.org/10.1590/S1413-82712011000100004.
AMBIEL, R. M.; POLLI, M. F. Análise da produção cientifica brasileira sobre
avaliação psicológica em orientação profissional. Estudos Interdisciplinares em
Psicologia, 2(1),103-121, 2011. doi: 10.5433/2236-6407.2011v2n1p103
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR
informação e documentação: referência e elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

6023

BALBINOTTI, M. A. A.; WIETHAEUPER, D.; BARBOSA, M. L. L. Níveis de
cristalização de preferências profissionais em alunos do ensino médio. Revista
Brasileira de Orientação Profissional, 5(1), 15-28, 2004.
BAMBERG, S.; AJZEN, I.; SCHMIDT, P. Choice of travel mode in the theory of
planned behavior: The roles of past behavior, habit, and reasoned action. Basic and
Applied Social Psychology, 25, 175-188, 2003.
BARBOSA, A. J. G.; LAMAS, K. C. A. A orientação profissional como atividade
transversal ao currículo escolas. Estudos de Psicologia Natal, v. 17, n. 3, p. 461468, Set-Dez, 2012.
BARDAGI, M. P.; ARTECHE, A. X.; NEIVA-SILVA, L. Projetos sociais com
adolescentes em situação de risco: discutindo o trabalho e a orientação profissional
como estratégias de intervenção. In C. Hutz (Org.), Violência e risco na infância e
na adolescência: pesquisa e intervenção, 101-146. São Paulo: Casa do Psicólogo,
2005.
BARDAGI, M. P.; HUTZ, C. S. “Não havia outra saída”: percepções de alunos
evadidos sobre o abandono do curso superior. Psico-USF, 01 de abril 2009, vol.
14(1), p.p. 95-105.
BARDAGI, M. P.; LASSANCE, M. C. P.; PARADISO, A C. Trajetória acadêmica e
satisfação com a escolha profissional de universitários em meio de curso. Revista
Brasileira de Orientação Profissional, 4(1), 153-166, 2003.
BARDAGI, M. P.; SANTOS, M.; LUNA, I. O desafio da orientação profissional com
adolescentes no contexto da modernidade líquida. Revista de Ciências
Humanas, 48(2), 303, 2014. doi:10.5007/2178-4582.2014v48n2p303.
BASTOS, J. C. Efetivação de escolhas profissionais de jovens oriundos do ensino
público: um olhar sobre suas trajetórias. Revista Brasileira de Orientação
Profissional, 6(2), 31 – 43, 2005.
BOHSLAVSKY, R. Orientação vocacional: a estratégia clínica. (12ª. ed.). São
Paulo: Martins Fontes, 2007 (Original publicado em 1977).

6362

BORSA, J. C.; DAMÁSIO, B. F.; BANDEIRA, D. R. Adaptação e validação de
instrumentos psicológicos entre culturas: algumas considerações. Paideia (Ribeirão
Preto), Ribeirão Preto, v.22, n. 53, p. 423-432, Dec. 2012.
BRAGA, G. L.; ANDRADE, A.M.F. Teste das Dinâmicas Profissionais, São Paulo:
Vetor, 2006.
BRASIL, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílio: taxa de desocupação. Disponível em: www.ibge.gov.br.
Acesso em: 09 mar. 2019.
______. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n° 466, de 12 de dezembro de
2012. Aprova normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres
humanos. Brasília: Diário Oficial da União, 2013.
______. Decreto-Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Dispõe sobre a Política
de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral.
Brasília,
DF,
fev.
2017.
Disponível
em:<http:www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato20152018/2017/lei/l13415.htm>Acesso
em: 03 abr. 2018.
______. Secretaria Nacional da Juventude. Pesquisa nacional sobre o perfil e
opinião dos jovens brasileiros 2013. Disponível em: Acesso em: 15 nov. 2018.
BYRNE, C. A., ARIAS, I. Predicting women's intentions to leave abusive
relationships: An application of the theory of planned behavior. Journal of Applied
Social Psychology, 34, 2004.
CAMARGO, B V; JUSTO, A M. Iramuteq: um software gratuito para análise de dados
textuais. Temas em psicologia, v. 21, n. 2, p. 513-518, 2013.
CAMARGO, B. V. ALCESTE: um programa informático de análise quantitativa de
dados textuais. Perspectiva teórico-metodológicas em representações sociais,
v.1, p. 511-539, 2005.
CAMPOS, E.B.D.; ABBAD, G.D.S.; FERREIRA, C.Z.; NEGREIROS, J.L.X.M.D.
Empresas juniores como espaço de apoio à formação profissional de estudantes
universitários brasileiros. Revista Psicologia, 14(4), 452-463, 2014.
CAMPOS, K. C. de L. Construção de uma escala de empregabilidade:
competências e habilidades pessoais, escolares e organizacionais. 2006. Tese
(Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano) - Instituto de
Psicologia,
Universidade
de
São
Paulo,
São
Paulo,
2006.
doi:10.11606/T.47.2006.tde-10052007-172925. Acesso em: 2019-03-31.
CAPRARA, G.V.; BARBARANELLI, C.; GUIDO, G. Empirical investigation of
determinants of purchase intentions according to the theory of planned
behavior. Ricerche di Psicologia, 8, 147- 168, 1998.

6462

CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Resolução para regulamentação dos
testes
psicológicos.
Resolução
02/2003.
2003.
Disponível
em:
<http://site.cfp.org.br/resoluções-n-2-2003>/. Acesso em 18 de Nov. de 2018.
COSTA, J. M. Orientação profissional: um outro olhar. Psicologia USP, 18(4), 7987, 2007. doi:10.1590/S0103-65642007000400005.
CRITES, J.O. Carreer Maturity Inventory: Theory and research handbook (2ª ed.),
Monterey, C.A.: McGraw-Hill, 1978.
D’AVILA, G. T.; SOARES, D. H. P. Vestibular: fatores geradores de ansiedade na
cena da prova. Revista da ABOP, 4(1), 105-116, 2003.
DANCEY, C.P.; REIDY, J. Estatística sem matemática para psicologia. 5. Ed.
Porto Alegre: Penso, 2013.
DIAS, M. S. L.; SOARES, D. H. P. A escolha profissional no direcionamento da
carreira dos universitários. Psicologia: Ciência e Profissão, 32(2), 272-283, 2012.
doi:10.1590/S1414-98932012000200002.
DIAS, M. S. L.; SOARES, D. H. P. Jovem, mostre sua cara: um estudo das
possibilidades e limites da escolha profissional. Psicologia Ciência e Profissão,
27(2), 316-331, 2007.
DOLL, J.; AJZEN, I. Accessibility and stability of predictors in the theory of planned
behavior. Journal of Personality & Social Psychology, 63, 754-765, 1992.
DUTRA-THOMÉ, L. D.; CASSEPP-BORGES, V.; KOLLER, S. H. A juventude
brasileira no mundo do trabalho: Proteção e vulnerabilidade social. In S. H. KOLLER;
R. M. C. LIBÓRIO. (Eds.). Adolescência e juventude: Risco e proteção na
realidade brasileira (pp. 265-292). São Paulo: Casa do Psicólogo, 2009.
ENGEL, J. F.; BLACKWELL, R. D., MINIARD, P. W., Comportamento do
Consumidor. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2000.
FEIJÓ, A. M. L. C.; MAGNAN, V. C. Análise da escolha profissional: uma proposta
fenomenológico-existencial. Psicologia: Ciência e Profissão, 32(2), 356-373, 2012.
doi:10.1590/S1414-98932012000200007.
FERREIRA, A. F.; NASCIMENTO, I.; FONTAINE, A. M. O papel do professor na
transmissão de representações acerca de questões vocacionais. Revista Brasileira
de Orientação Profissional, 10(2), 43-56, 2009.
FERREIRA, C. A. Concepções da iniciação científica no ensino médio: uma proposta
de pesquisa. Trabalho, Educação e Saúde, v. 1, n.1, Rio de Janeiro, mar., 2003.
FISHBEIN, M.; AJZEN, I. Belief, attitude, intention, and behavior: an introduction
to theory and research. Reading, MA: Addison-Wesley, 1975.

6562

FLEMING, M. Adolescent autonomy: desire, achievement and disobeying pares
between early and late adolescence. Australian Journal of Education and
Developmental Psychology, Australia, n. 5, p. 1-16, 2005.
FRENZEL, H. DE S.; BARDAGI, M. P. Adolescentes trabalhadores brasileiros: um
breve estudo bibliométrico. Revista Psicologia, 14(1), 79–88, 2014. Disponível
em:<
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.
php?script=sci_arttext&pid=S198466572014000100007&lng=pt&tlng=pt>. Acesso em: 18 de jun. de 2018.
GRAF, L. P.; DIOGO, M. F. Projeções juvenis: visões ocupacionais e marcas de
gênero. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 10(1), 71-82, 2009.
GRAMANI, M. C. N.; SCRICH, C. R. Influência do desempenho educacional na
escolha da profissão. Cadernos de Pesquisa, 42(147), 868-883, 2012.
doi:10.1590/S0100-15742012000300012.
HAIR, J. F. et al. Análise multivariada de dados. Porto Alegre: Bookman Editora,
2009.
HEIDEMANN, L. A.; ARAUJO, I. S.; VEIT, E. A. Um referencial teórico-metodológico
para o desenvolvimento de pesquisas sobre atitude: a Teoria do Comportamento
Planejado de Icek Ajzen. Revista Electronica de Investigacion en Educacion en
Ciencias, 7(1), 22-31, 2012.
HOHENDORFF, J. V.; PRATI, L. E. ESCHIETTI. Re-escolha professional: relato de
experiência de orientação profissional com estudantes do Ensino Normal.
Contextos clínicos, v. 3, n.1, 2010.
INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO
TEIXEIRA. Censo da Educação Básica. Brasília: INEP, 2017. Disponível em:<
http://publicações.inep.gov.br/arquivos>. Acesso em: 18 de jun. de 2018.
JACQUEMIN, A. O BBT-Br: Teste de Fotos de Profissões: normas, adaptação
brasileira, estudos de caso. São Paulo, SP: Centro Editor de Testes e Pesquisas em
Psicologia, 2000.
KERBY, J. K. Essencitals of marketing management. South-Westen Publishing
Company. Ohio:1970.
KRECH, D., CRUTCHFIELD, R.S., E BALLACHEY, E.L. O Indivíduo na Sociedade:
Um Manual de Psicologia Social. 3ª ed. São Paulo: Pioneira Editora, 1975.
LASSANCE, M. C.; SPARTA, M. A orientação profissional e as transformações no
mundo do trabalho. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 4(1-2), 13-19,
2003.
Recuperado
de
http://pepsic.
bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-33902003000100003
LEVENTUS, R. S.; BANDEIRA, D. R. AIP: Avaliação dos Interesses Profissionais.
São Paulo: Vetor, 2009.

6662

LIMA, F.S. de L.; ZAGO, N. Desafios conceituais e tendências da evasão no ensino
superior: a realidade de uma universidade comunitária. Revista Internacional de
Educação Superior, vol. 4(2), p.p. 336-386, 2018.
LOBATO, C. R. P. S.; KOLLER, S. H. Maturidade Vocacional: Adaptação e Uso do
Inventário Brasileiro de Desenvolvimento Profissional. Revista Brasileira de
Orientação Profissional, 4(1/2), 57-69, 2003.
LOIOLA, E. et al. Ação planejada e intenção empreendedora entre universitários:
analisando preditores e mediadores. Revista Psicologia: Organizações e
Trabalho, v. 16, n. 1, p. 22-35, 2016.
LUNA, I. N.; BARDAGI, M. P.; GAIKOSKI, M. M.; MELO, F. S. Empresas juniores
como espaço de desenvolvimento de carreira na graduação: reflexões a partir de
uma experiência de estágio. Revista Psicologia, 14(4), 441-451, 2014.
MAGALHÃES, M. O. Matriz de Habilidades e Interesses Profissionais. São Paulo:
Casa do Psicólogo, 2011.
MAGALHÃES, M. O. Relação entre ordem de nascimento e interesses
vocacionais. Estudos de Psicologia (Campinas), 25(2), 203-210, 2008.
doi:10.1590/S0103-166X2008000200005
MAGALHÃES, M.; STRALIOTTO, M.; KELLER, M.; GOMES, W. B. Eu quero ajudar
as pessoas: a escolha vocacional da psicologia. Psicologia: Ciência e
Profissão, 21(2), 10-27, 2001.doi:10.1590/S1414-98932001000200003
MARTINS, E. C. B.; SERRALVO, F. A.; NASCIMENTO, J. B. do. Teoria do
comportamento planejado: uma aplicação no mercado educacional superior.
Gestão & Regionalidade [en linea] 2014, 30 (Janeiro-Abril). Disponível
em:<http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=133430605009> ISSN
1808-5792>.
Acesso em: 18 de jun. de 2018.
MATTAR, F. N. Pesquisa de marketing: metodologia, planejamento. 5. ed. São
Paulo: Atlas, 1 v,1999.
MATTOS, V. B. Pós-graduação em tempo de precarização do trabalho: um
estudo sobre o alongamento da escolarização entre os mestrandos da UFSC.
Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis,
SC: 2007.
MOURA, C. B. de; SILVEIRA, J. M. da. Orientação profissional sob o enfoque da
análise do comportamento: avaliação de uma experiência. Estud. psicol.
(Campinas), Campinas , v. 19, n. 1, p. 5-14, Apr. 2002 .
Available from
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103166X2002000100001&lng=en&nrm=iso>.
access
on
24
Mar.
2017.
http://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2002000100001.
MOUTINHO, K.; ROAZZI, A. As teorias da ação racional e da ação planejada:
relações entre intenções e comportamentos. Avaliação Psicológica, 9(2), 279 – 28,
2010.

6762

MUTOMBO, E. A bird's-eye view on the EC environmental policy framing: Ten years
of impact assessment at the commission. INTERNATIONAL CONFERENCE ON
PUBLIC POLICY,1. Grenoble. Annals... Grenoble: ICPP, 2013. Disponível em:
<http://www.icpublicpolicy.org/IMG/pdf/panel17_s1_mutombo.pdf>. Acesso em: 18
de jun. de 2018.
NASCIMENTO, A. R. A. do; MENANDRO, P. R. M. Análise lexical e análise de
conteúdo: uma proposta de utilização conjugada. Estudos e Pesquisas em
Psicologia, Rio de Janeiro, v. 6, n. 2, set. 2006.
NEIVA, K. M. C. A maturidade para a escolha profissional: Uma comparação entre
alunos do ensino médio. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 4(1-2), 97103, 2003.
NEIVA, K.M.C. Escala de Maturidade para a Escolha Profissional (EMEP): Estudo de
validade e fidedignidade. Revista Unib, 6, 43-61, 1998.
NEIVA, K.M.C. Escala de Maturidade para a Escolha Profissional (EMEP):
Manual. São Paulo: Vetor Editora, 1999.
NEIVA, K.M.C.; SILVA, M.B.; MIRANDA, V.R.; ESTEVES, C. Um estudo sobre
maturidade para escolha profissional de alunos do ensino médio. Rev. Bras.
Orientação Profissional, 6 (1), 2005.
NEPOMUCENO, R. F.; WITTER, G. P. Influência da família na decisão profissional:
opinião de adolescentes. Psicologia Escolar e Educacional, 14(1), 15-22, 2010.
doi:10.1590/S1413-85572010000100002
NOOM, M. J.; DEKOVIC, M.; MEEUS, W. H. J. Conceptual analysis and
measurement of adolescent autonomy.Journal of Youth and Adolescence, The
Netherlands, v. 30, n. 5, p. 577-595, 2001.
NORONHA, A. P. P.; AMBIEL, R. A. M. Level of differentiation of vocational interests
profiles: comparative study by age and schooling in a Brazilian
sample. Paidéia,25(60), 49-56, 2015. doi:10.1590/1982-43272560201507
NORONHA, A. P. P.; MANSÃO, C. S. M. Interesses profissionais e afetos positivos e
negativos: estudo exploratório com estudantes de ensino médio. Psico-USF, 17,
323-331, 2012. doi: 10.1590/S1413-82712012000200016
NORONHA, A. P., SISTO, F.; SANTOS, A. A. A. Escala de Aconselhamento
Profissional-EAP- Manual Técnico (Brasil). São Paulo: Vetor, 2007.
NORONHA, A. P.P.; AMBIEL, R.A.M. Orientação profissional e vocacional: análise
da produção científica. Psico-USF, 75 (1), 75-84, 2006.
NUNES, M. F. O.; NORONHA, A. P. P. Escala de autoeficácia para atividades
ocupacionais: Construção e estudos exploratórios. Paidéia (Ribeirão Preto),
18(39),11-124, 2010. doi:10.1590/S0103-863X2008000100011.

6862

NUNES, M. O.; NORONHA, A. P. P. Interesses e personalidade: Um estudo com
adolescentes em orientação profissional. Revista Galego-Portuguesa de
Psicoloxía e Educácion, 17, 115-129, 2009.
OKINO, E. T. K.; NOCE, M. A.; ASSONI, R. F.; CORLATTI, C. T.; PASIAN, S. R.;
JACQUEMIN, A. A adaptação do BBT - Teste de Fotos de Profissões - para o
contexto sociocultural brasileiro. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 4,
87-96, 2003.
OLIVA, A.; PARRA, A. Autonomía emocional durante la adolescencia. Infancia y
Aprendizaje, Espanha, v. 24, n. 2, p. 181-196, 2001.
OLIVEIRA, D. C. de; FISCHER, F. M.; AMARAL, M. A.; TEIXEIRA, M. C. T. V.; SÁ,
C. P. A positividade e a negatividade do trabalho nas representações sociais de
adolescentes. Psicologia: Reflexão e Crítica, 18(1), 125-133, 2005. Disponível em:
<http://www.scielo.br/pdf/prc/v18n1/24826.pdf>. Acesso em: 18 de jun. de 2018.
OLIVEIRA, I. D. Orientação profissional no contexto atual. Em I. D. Oliveira
(Org.), Construindo caminhos: Experiências e técnicas em orientação profissional,
35-52. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2000.
OLIVEIRA, M. D.; MELO-SILVA, L. L. Estudantes universitários: a influência das
variáveis socioeconômicas e culturais na carreira. Psicologia Escolar e
Educacional,14(1), 23-34, 2010. doi:10.1590/S1413-85572010000100003
PASQUALI, L. Princípios de elaboração de escalas psicológicas. Rev. Psiquiatr
Clín, Set – Out; 25(5): 206-13-13, 1998.
PASQUALI, L. Testes referentes a construto: teoria e modelo de construção. Em L.
Pasquali (Org.). Instrumentos psicológicos: manual prático de elaboração (pp. 3771). Brasília, DF: Laboratório de Pesquisa em Avaliação e Medida – LabPAM, 1999.
PEIXOTO, F. C. Estudo do Comportamento Planejado na escolha da faculdade:
uma aplicação no contexto Itabiriano. Dissertação (Mestrado em Administração).
Universidade FUMEC. Belo Horizonte, p.88, 2007.
PESTANA, M. H.; GAGEIRO, J.N. Análise de dados para Ciências Sociais: a
complementaridade do SPSS. 3. Ed. Lisboa: Edições Sílabo, 2003.
POCHMANN, M. O trabalho sob fogo cruzado: exclusão, desemprego e
precarização no final do século. 3a ed. São Paulo, SP: Contexto, 2002.
PONTES, A. C. F. Ensino da Correlação de postos no ensino médio. Anais do,
2010.
PRIMI, R., MANSÃO, C. M.; MUNIZ, M. NUNES, M. F. de O. SDS – Questionário de
Busca Auto Dirigida. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2010.
PRIMI, R.; ALMEIDA, L. S. Estudo de validação da bateria de provas de raciocínio
(BPR-5). Psic.: Teor. e Pesq., Brasília , v. 16, n. 2, p. 165-173, Aug. 2000 .
Available
from
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-

6962

37722000000200009&lng=en&nrm=iso>.
access
on
http://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722000000200009.

31

Mar.

2019.

RATINAUD, P.; MARCHAND, P. (2012). Application de la méthode ALCESTE à de
"gros" corpus et stabilité des "mondes lexicaux": analyse du "Cable-Gate" avec
IraMuTeQ. In: Actes des 11eme Journées internationales d'Analyse statistique
des Données Textuelles (pp. 835-844). Liège, Belgique, 2012. Disponível
em:<http://lexicometrica.univparis3.fr/jadt/jadt2012/Communications/Ratinaud,%20Pierre%
20et%20al.%20%20Application%20de%20la%20methode%20Alceste>. Acesso em: jun.
de 2018.
REICHERT, C B.; WAGNER, A. Considerações sobre a autonomia na
contemporaneidade. Estud. pesqui. psicol., Rio de Janeiro , v. 7, n. 3, dez. 2007.
Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S180842812007000300004&lng=pt&nrm=iso>. acesso em 18 fev. 2019.
RIBEIRO, M. A. Demandas em orientação profissional: um estudo exploratório em
escolas públicas. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 4(1-2), 141-151,
2003.
RIBEIRO, M. M. F.; LEAL, S. S.; DIAMANTINO, F. C.; BIANCHI, H. A. A opção pela
medicina e os planos em relação ao futuro profissional de estudantes de uma
faculdade pública Brasileira. Revista Brasileira de Educação Médica, 35(3), 405411, 2011. doi10.1590/S0100-55022011000300015
RICHARDSON, R. J. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas,
1999.
ROBBINS, S. P. Comportamento Organizacional. São Paulo: Pearson Pretince
Hall, 2005.
ROMANELLI, G. Questões teóricas e metodológicas nas pesquisas sobre família e
escola. Em N. ZAGO; M. P. CARVALHO; R. A. T. VILELA. Itinerários de pesquisa:
perspectivas qualitativas em Sociologia da Educação (pp. 245-264). Rio de Janeiro:
DP&A, 2003.
SAFTA, C. G. Career Decisions – A test of courage, responsibility and selfconfidence in teenagers. Procedia – Social and Behavioral Sciencies, 203, p.p.
341-347.
SALES, A. C. M.; CHAMON, E. M. Q. O. Escolha da carreira e processo de
construção da identidade profissional docente. Educação em Revista, 27(3), 183210, 2011. doi:10.1590/S0102-46982011000300010
SALVIATI, M. E. Manual Aplicativo Iramuteq (Apostila de Curso). Planaltina, DF:
Embrapa Cerrados, 2017.
SANTOS, E. A. dos.; MOURA, I. V.; ALMEIDA, L. B. de. Intenção dos Alunos em
seguir Carreira na Área de Contabilidade sob Perspectiva da Teoria do
Comportamento Planejado. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade.
V. 12 n. 1, Janeiro-Março, 2018.

7062

SANTOS, L. M. M. O papel da família e
profissional. Psicologia em Estudo, 10(1), 57-66,
73722005000100008.

dos pares na escolha
2005. doi:10.1590/S1413-

SANTOS, M. F. S; NETO, M. L. A; SOUZA, Y. S. O. Adolescência em revistas: um
estudo sobre representações sociais. Psicol. Teor. Prát., v. 13, n.2, 2011.
SARTORI, F. A; NORONHA, A.P.; GODOY, S.; AMBIEL, R. Interesses profissionais
de estudantes do ensino médio: um estudo correlacional entre a escala de
aconselhamento e a carreira de busca autodirigida. Estud. Psicol. (Campinas),
Campinas, v. 27, 2010. access on 24 Mar. 2017. http://dx. doi.org/
10.1590/S0103-166X2010000200009.
SAVICKAS, M.; NOTA, L.; ROSSIER, J.; DAUWALDER, J-P.; DUARTE, M. E.;
GUICHARD, J.; SORESI, S.; VAN ESBROECK, R.; VAN VIANEN, A. Life designing:
A paradigm for career construction in the 21 st Century. Journal of Vocational
Behavior, 75(3), 239-250, 2009. doi: 10.1016/j.jvb.2009.04.004
SCHIFTER, D. B.; AJZEN, J. Intention, perceived control, and weight loss: An
application of the theory of planned behavior. Journal of Personality and Social
Psychology, 49, 843-851, 1985.
SCHLICHTING, A. M. S., SOARES, D. H. P.; BIANCHETTI, L. Vestibular seriado:
Análise de uma experiência em Santa Catarina. Psicologia & Sociedade, 16, 114126, 2004.
SCORSOLINI-COMIN, F.; NEDEL, A. Z.; SANTOS, M. A. dos. Temos nosso próprio
tempo: grupo de orientação das escolhas profissionais com alunos do ensino médio.
Vínculo, v. 8, n.1, São Paulo, 2011.
SEGRE, M.; SILVA, F. L.; SCHRAMM, F. R. O contexto histórico, semântico e
filosófico do princípio de autonomia. Portal do Médico, 2005.Disponível em:
<http://www.portaldomedico.org.br/revista/bio1v6/conthistorico.htm>. Acesso em: 18
fev. 2019.
SILVA, A. M. B.; ENUMO, S. R. F. Descrição e análise de uma intervenção
psicológica com bailarinos pelo Software IRAMUTEQ. Temas em Psicologia,
Ribeirão Preto, v. 25, n. 2, p. 577-593, Jun 2017. Disponível em:
<http://pepsic.bvsalud.org/schielo.php?scrupt=sei_arttext&pid=S1413_389X2017000
200011&Ing=pt&nrm=iso>. Acesso em: 18 de jun. de 2018.
SILVA, C. R. E. da. Orientação profissional, mentoring, coaching e counseling:
Algumas singularidades e similaridades em prática. Revista Brasileira de
Orientação Profissional, jul-dez, vol. 11. Nº 2, 299-309, 2010.
SILVA, J. S. A influência dos meios de comunicação social na problemática da
escolha profissional: o que isso suscita à Psicologia no campo da orientação
vocacional/profissional?. Psicologia: Ciência e Profissão, 24(4), 60-67, 2004.
doi:10.1590/S1414-98932004000400008

7162

SILVA, R. D. M.; TRINDADE, Z. A. Adolescentes aprendizes: aspectos da inserção
profissional e mudanças na percepção de si. Revista Brasileira de Orientação
Profissional,
14(1),
73-86,
2013.
Disponível
em:
<http://www.
redalyc.org/pdf/2030/203027936008.pdf>. Acesso em 18 de junho de 2018.
SILVA, S. S.; BORGES, L. O.; BARBOSA, S. C. A profissão de advogado conforme
apresentada em jornais paraibanos. Psicologia & Sociedade, 26(3), 652-663, 2014.
doi:10.1590/S0102-71822014000300014
SOARES, D. H. P. As diferentes abordagens em Orientação Profissional. In: Lisboa,
Marilu Dias (Org.). A Orientação Profissional em ação: formação e prática de
Orientadores Profissionais. São Paulo: Summus Editorial, 2000.
SOARES, D. H. P.; KRAWULSKI, E.; DIAS, M. S. L.; D'AVILA, G. T. Orientação
profissional em contexto coletivo: uma experiência em pré-vestibular
popular. Psicologia: Ciência e Profissão,27(4), 746-759, 2007. doi:10.1590/S141498932007000400014
SOUZA, L. G. S.; MENANDRO, M. C. S., BORTOLLO, M.; ROLKE, R. K. Oficina de
orientação profissional em uma escola pública: Uma abordagem psicossocial.
Psicologia Ciência e Profissão, 29(2), 416-427, 2009. Recuperado de
http://pepsic.bvsalud.org/pdf/pcp/v29n2/v29n2a16.pdf.
SOUZA, R. R. B. Intenção de escolha de ensino superior privado à luz da Teoria
do Comportamento Planejado. Dissertação (Mestrado em Administração) – UFPB.
João Pessoa, 2009.
SPARTA M.; GOMES, W.B. A importância atribuída ao ingresso na educação
superior por alunos do ensino médio. Revista Brasileira de Orientação
Profissional, 6(2), 45-53.
SPARTA, M. A orientação profissional e as transformações no mundo do trabalho.
Revista Brasileira de Orientação Profissional, 4 (1-2), 13-19, 2003.
SPARTA, M. O desenvolvimento da orientação profissional no Brasil. Revista
Brasileira de Orientação Profissional, 4(1/2), 1-11, 2003.
SPARTA, M.; GOMES, W. B. A importância atribuída ao ingresso na educação
superior por alunos do ensino médio. Revista Brasileira de Orientação
Profissional, 6(2), 45 – 53, 2005.
SPEAR, H. J.; KULBOK, P. Autonomy and adolescence: a concept analysis. Public
Health Nursing, Massachusets, v. 60, n. 2, p. 144-152, 2004.
SUPER, D. E. The career development inventory. British Journal of Guidance &
Counselling, 1, 37-50, 1973.
SUPER, D. E.; SAVICKAS, M. L.; SUPER, C. M. A abordagem vida-espaço, vidaespaço para carreiras. Em D. Brown & L. Brooks (Orgs.), Escolha de carreira e
desenvolvimento (3ª ed.), 121-178. San Fransisco: Jossey-Bass Publishers, 1996.

7262

SUPER, D. E.; THOMPSON, A. S. A six-scale, two factor measure of adolescent
career vocational maturity. Vocational Guidance Quarterly, 28, 6-15, 1979.
TARDELI, D. D’A. Orientação Profissional de Adolescentes: O difícil momento da
escolha. Revista Múltiplas Leituras, v. 1, n.2. p. 124-136, jul./dez., 2008.
TARTUCE, G. L. B. P.; NUNESO, M. M. R.; ALMEIDA, P. C. A. Alunos do ensino
médio e atratividade da carreira docente no Brasil. Cadernos de Pesquisa, 40(140),
445-477, 2010. doi:10.1590/S0100-15742010000200008
UVALDO, M. C. C.; SILVA, F. F. Escola e escolha profissional: um olhar sobre a
construção de projetos profissionais. In R. Levenfus & D. H. P. Soares (Orgs.),
Orientação vocacional ocupacional (2ª ed.), 31-38. Porto Alegre: Artmed, 2010.
VALE, G. M. V.; CORREA, V. S,; REIS, R. F. Motivações para o empreendedorismo:
Necessidade versus oportunidade? Revista de Administração Contemporânea, 18
(3) 311 – 327. doi. org/10.1590/1902-7849 rac 20141612.
VALORE, L. A. Orientação profissional em grupo na escola pública: direções
possíveis, desafios necessários.In R. Levenfus & D. H. P. Soares (Orgs.),
Orientação vocacional ocupacional (2ª ed.), 65-81. Porto Alegre: Artmed, 2010.
VALORE, L. A.; CAVALLET, L. H.R. Escolha e orientação profissional de estudantes
de curso pré-vestibular popular. Psicologia & Sociedade, 24(2), 354-363, 2012.
doi:10.1590/S0102-71822012000200013
VALORE, l. A.; VIARO, R. V. Profissão e sociedade no projeto de vida de
adolescentes em orientação profissional. Revista de orientação profissional, 8(2),
57-70, 2007.
VEIGA, R.; MONTEIRO, P. R. R. Antecedentes Comportamentais da Intenção de
Parar de Fumar Segundo a Teoria do Comportamento Planejado. In: XXIX
ENANPAD – Encontro Nacional dos Cursos de Pós-graduação em Administração,
2005, Brasília. Anais Eletrônicos do XXIX ENANPAD. Brasília: ANPAD, 2005.
WATSON, M.; MCMAHON, M. Na introduction to career assessment. Em M.
McMahon & M. Watson (Eds.), career assessment: qualitive approach (pp.3-11).
Rottesdam: Sense, 2015.
WRIGHT, J. T. C.; SILVA, A. T. B.; SPERS, R.G. O mercado de trabalho no futuro:
uma discussão sobre profissões inovadoras, empreendedorismo e tendências para
2020. Revista de Administração e Inovação, 7(3), 174-197, 2010. Doi:
10.5585/RAI. 2010.505
WU, S.; WU, L. The impact of higher education on entrepeneurialintentions of
university students in china. Journal of Small Business and Enterprise
Development, 15 (4) 752-714, doi: http://dx.doi.org/10.1108/14626000810917843
ZACARIAS, J. J. de M. QUATI - Questionário de Avaliação Tipológica: Livro de
Aplicação. São Paulo: Vetor, 2003.

7362

ZLUHAN, M. R.; RAITZ, T. R. Juventudes e as Múltiplas Maneiras de Ser Jovem na
Atualidade. Revista de Ciências Humanas, Florianópolis, v. 48, n. 2, p. 282, dez.
2014.
ISSN
2178-4582.
Disponível
em:
<https://periodicos.ufsc.br/index.php/revistacfh/article/view/21784582.2014v48n2p282>. Acesso em: 16 nov. 2018. doi:<https://doi.org/10.5007/21784582.2014v48n2p282>.

7462

ANEXOS

7562

ANEXO I
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
(Conselho Nacional de Saúde, Resolução 466/12)
Eu...........................................................................................................................................sendo convidado(a) a participar do
projeto de pesquisa A intenção de cursar o ensino superior a partir da Teoria da Ação Planejada, orientado pela Profª. Drª. Sheyla
C. Santos Fernandes, recebi da pesquisadora Helenizia Santos Sobral, aluna do mestrado em Psicologia da Universidade Federal
de Alagoas – UFAL, as seguintes informações que me fizeram entender sem dificuldades e sem dúvidas os seguintes aspectos:
1. O estudo se destina a analisar a intenção de cursar o ensino superior, por parte dos estudantes concluintes do ensino médi o, a
partir da Teoria da Ação Planejada; Identificar as crenças a respeito de cursar o ensino superior; Analisar a influência das atitudes
na intenção comportamental de cursar o ensino superior; Analisar a influência das normas subjetivas na intenção comportamenta l
de cursar o ensino superior; Analisar a influência do controle percebido na intenção comportamental de cursar o ensino superior.
2. A importância deste estudo é a possibilidade de conhecer os fatores que estão interferindo na intenção de cursar o ensino
superior por parte dos estudantes concluintes do ensino médio.
3. O resultado que se deseja alcançar é o desenvolvimento de um programa de orientação vocacional, através de estratégias
pedagógicas que poderão ser adotadas nas redes de ensino
4. A coleta de dados começará em abril de 2018 e terminará em julho de 2018.
5. O estudo será feito da seguinte maneira: entrevistas abertas individuais e aplicação individual de questionários em estudantes
regularmente matriculados na terceira série do ensino médio da Escola Estadual Theotônio Vilela Brandão.
6. A minha participação será nas seguintes etapas: entrevista aberta individual e aplicação individual de questionários.
7. Os incômodos e possíveis riscos à minha saúde física e/ou mental são: a) perda de tempo com a sua participação neste estud o,
sendo minimizado pela explicação por parte do pesquisador de todos os passos metodológicos antes da assinatura do TCLE e
explicação dos objetivos da pesquisa, estando ciente que a sua participação contribuirá com o desenvolvimento de programa de
orientação vocacional para auxiliar os estudantes na tomada de decisão quanto ao que fazer após o ensino médio; b)
constrangimento por não saber responder algumas ou todas as questões do roteiro de entrevista, minimizado pela liberdade dada
pelo pesquisador de não responder nada que não lhe convenha, tendo garantias no sigilo das informações obtidas conforme
descrito anteriormente; c) insatisfação e/ou irritação por ter seu discurso gravado, onde o pesquisador lhe garantirá o direi to de não
ter as respostas gravadas caso você não concorde em gravar. O pesquisador se coloca a disposição para sanar quaisquer riscos
promovidos por este estudo.
8. Os benefícios esperados com a minha participação no projeto de pesquisa, mesmo que não diretamente são: a) a ampliação e
divulgação de conhecimentos relacionados à intenção de cursar o ensino superior; b) o retorno à Universidade sobre os resultados
obtidos na pesquisa.
9. Poderei contar com a assistência da responsável pela pesquisa: Mestranda Helenizia S. Sobral.
10. informado(a) do resultado final do projeto e sempre que desejar, serão fornecidos esclarecimentos sobre cada uma das etapas
do estudo.
11. A qualquer momento, você poderá recusar a continuar participando do estudo e, também, que poderá retirar seu
consentimento, sem que isso lhe traga qualquer penalidade ou prejuízo.
12. As informações conseguidas através da sua participação não permitirão a identificação da sua pessoa, exceto para a equipe de
pesquisa, e que a divulgação das mencionadas informações só será feita entre os profissionais estudiosos do assunto após a sua
autorização.
13. O estudo não acarretará nenhuma despesa para você.
14. Você será indenizado(a) por qualquer dano que venha a sofrer com a sua participação na pesquisa (nexo causal).
15. Você receberá uma via do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado por todos.
Finalmente, tendo compreendido perfeitamente tudo o que me foi informado sobre a minha participação no mencionado estudo e
estando consciente dos meus direitos, das minhas responsabilidades, dos riscos e dos benefícios que a minha participação
implicam, concordo em dele participar e para isso eu DOU O MEU CONSENTIMENTO SEM QUE PARA ISSO EU TENHA SIDO
FORÇADO OU OBRIGADO.
Endereço d(os,as) responsáve(l,is) pela pesquisa (OBRIGATÓRIO):
Instituição: Universidade Federal de Alagoas
Endereço:Av. Lourival Melo Mota, s/n, Tabuleiro dos Martins
Complemento: Instituto de Psicologia
Cidade/CEP:57072-900
Telefone: 3214-1353
Ponto de referência: Prédio próximo à Biblioteca Central
ATENÇÃO: O Comitê de Ética da UFAL analisou e aprovou este projeto de pesquisa. Para obter mais informações a respeito
deste projeto de pesquisa, informar ocorrências irregulares ou danosas durante a sua participação no estudo, dirija-se ao:
Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Alagoas
Prédio do Centro de Interesse Comunitário (CIC), Térreo , Campus A. C. Simões, Cidade Universitária
Telefone: 3214-1041 – Horário de Atendimento: das 8:00 as 12:00hs.
E-mail: comitedeeticaufal@gmail.com

Maceió,

de

de

.

Assinatura ou impressão datiloscópica d(o,a)
voluntári(o,a) ou responsável legal.

Nome e Assinatura do Pesquisador pelo estudo (Rubricar as demais páginas)

7662

ANEXO II
TERMO DE ASSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
(Conselho Nacional de Saúde, Resolução 466/12)
Eu...........................................................................................................................................sendo convidado(a) a participar do
projeto de pesquisa A intenção de cursar o ensino superior a partir da Teoria da Ação Planejada, orientado pela Profª. Drª. Sheyla
C. Santos Fernandes, recebi da pesquisadora Helenizia Santos Sobral, aluna do mestrado em Psicologia da Universidade Federal
de Alagoas – UFAL, as seguintes informações que me fizeram entender sem dificuldades e sem dúvidas os seguintes aspectos
1. O estudo se destina a analisar a intenção de cursar o ensino superior, por parte dos estudantes concluintes do ensino médi o, a
partir da Teoria da Ação Planejada; Identificar as crenças a respeito de cursar o ensino superior; Analisar a influência das atitudes
na intenção comportamental de cursar o ensino superior; Analisar a influência das normas subjetivas na intenção comportamenta l
de cursar o ensino superior; Analisar a influência do controle percebido na intenç ão comportamental de cursar o ensino superior.
2. A importância deste estudo é a possibilidade de conhecer os fatores que estão interferindo na intenção de cursar o ensino
superior por parte dos estudantes concluintes do ensino médio.
3. O resultado que se deseja alcançar é o desenvolvimento de um programa de orientação vocacional, através de estratégias
pedagógicas que poderão ser adotadas nas redes de ensino
4. A coleta de dados começará em abril de 2018 e terminará em julho de 2018.
5. O estudo será feito da seguinte maneira: entrevistas abertas individuais e aplicação individual de questionários em estudantes
regularmente matriculados na terceira série do ensino médio da Escola Estadual Theotônio Vilela Brandão.
6. A minha participação será nas seguintes etapas: entrevista aberta individual e aplicação individual de questionários.
7. Os incômodos e possíveis riscos à minha saúde física e/ou mental são: a) perda de tempo com a sua participação neste estud o,
sendo minimizado pela explicação por parte do pesquisador de todos os passos metodológicos antes da assinatura do TCLE e
explicação dos objetivos da pesquisa, estando ciente que a sua participação contribuirá com o desenvolvimento de programa de
orientação vocacional para auxiliar os estudantes na tomada de decisão quanto ao que fazer após o ensino médio; b)
constrangimento por não saber responder algumas ou todas as questões do roteiro de entrevista, minimizado pela liberdade dada
pelo pesquisador de não responder nada que não lhe convenha, tendo garantias no sigilo das informações obtidas conforme
descrito anteriormente; c) insatisfação e/ou irritação por ter seu discurso gravado, onde o pesquisador lhe garantirá o direi to de não
ter as respostas gravadas caso você não concorde em gravar. O pesquisador se coloca a disposição para sanar quaisquer riscos
promovidos por este estudo.
8. Os benefícios esperados com a minha participação no projeto de pesquisa, mesmo que não diretamente são: a) a ampliação e
divulgação de conhecimentos relacionados à intenção de cursar o ensino superior; b) o retorno à Universidade sobre os resultados
obtidos na pesquisa.
9. Poderei contar com a assistência da responsável pela pesquisa: Mestranda Helenizia S. Sobral.
10. informado(a) do resultado final do projeto e sempre que desejar, serão fornecidos esclarecimentos sobre cada uma das etapas
do estudo.
11. A qualquer momento, você poderá recusar a continuar participando do estudo e, também, que poderá retirar seu
consentimento, sem que isso lhe traga qualquer penalidade ou prejuízo.
12. As informações conseguidas através da sua participação não permitirão a identificação da sua pessoa, exceto para a equipe de
pesquisa, e que a divulgação das mencionadas informações só será feita entre os profissionais estudiosos do assunto após a sua
autorização.
13. O estudo não acarretará nenhuma despesa para você.
14. Você será indenizado(a) por qualquer dano que venha a sofrer com a sua participação na pesquisa (nexo causal).
15. Você receberá uma via do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado por todos.
Finalmente, tendo compreendido perfeitamente tudo o que me foi informado sobre a minha participação no mencionado estudo e
estando consciente dos meus direitos, das minhas responsabilidades, dos riscos e dos benefícios que a minha participação
implicam, concordo em dele participar e para isso eu DOU O MEU CONSENTIMENTO SEM QUE PARA ISSO EU TENHA SIDO
FORÇADO OU OBRIGADO.
Endereço d(os,as) responsáve(l,is) pela pesquisa (OBRIGATÓRIO):
Instituição: Universidade Federal de Alagoas
Endereço:Av. Lourival Melo Mota, s/n, Tabuleiro dos Martins
Complemento: Instituto de Psicologia
Cidade/CEP:57072-900
Telefone: 3214-1353
Ponto de referência: Prédio próximo à Biblioteca Central
ATENÇÃO: O Comitê de Ética da UFAL analisou e aprovou este projeto de pesquisa. Para obter mais informações a respeito
deste projeto de pesquisa, informar ocorrências irregulares ou danosas durante a sua participação no estudo, dirija-se ao:
Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Alagoas
Prédio do Centro de Interesse Comunitário (CIC), Térreo , Campus A. C. Simões, Cidade Universitária
Telefone: 3214-1041 – Horário de Atendimento: das 8:00 as 12:00hs.
E-mail: comitedeeticaufal@gmail.com
Maceió,

de

de

.

Assinatura d(o,a) voluntári(o,a) ou responsável legal.

Nome e Assinatura do Pesquisador do estudo

7762

ANEXO III
INSTRUMENTO DO ESTUDO I
ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA
1. Qual a importância de cursar o ensino superior para você?
2. Por favor, liste com palavras ou expressões, de preferência adjetivos, as
características (positivas ou negativas), de cursar o ensino superior.
3. Quais as pessoas, significativas para você, consideram importante cursar o
ensino superior?
4. Quais as pessoas, significativas para você, não consideram importante cursar
o ensino superior?
5. O que você pensa que essas pessoas (significativas) vão considerar como
positivo se você cursar o ensino superior?
6. O que você pensa que essas pessoas (significativas) vão considerar como
negativo se você cursar o ensino superior?
7. Quais as facilidades percebidas por você em cursar o ensino superior?
8. Quais as dificuldades percebidas por você em cursar o ensino superior?

Dados Sociodemográficos
Idade_________ Sexo:____________________
Turno de estudo: Manhã ( ) Tarde ( ) Noite ( )

7862

ANEXO IV
INSTRUMENTO DO ESTUDO II

RESPONDER

DISCORDO

CONCORDO

TOTALMENTE

TOTALMENTE

1. Após concluir o ensino médio, vou cursar o
ensino superior.

1

2

3

4

5

6

7

2. Se meus pais acharem que eu devo, vou
cursar o ensino superior.

1

2

3

4

5

6

7

3. Se meus familiares acharem que eu devo,
vou cursar o ensino superior.

1

2

3

4

5

6

7

4. Se meus amigos acharem que eu devo, vou
cursar o ensino superior.

1

2

3

4

5

6

7

5. Se meus colegas de turma acharem que eu
devo, vou cursar o ensino superior.

1

2

3

4

5

6

7

6. Se meus professores acharem que eu
devo, vou cursar o ensino superior.

1

2

3

4

5

6

7

7. Para mim, cursar o ensino superior após o
ensino médio é muito positivo.

1

2

3

4

5

6

7

8. Para mim, cursar o ensino superior após o
ensino médio é muito útil.

1

2

3

4

5

6

7

9. Cursar o ensino superior vai aumentar meu
conhecimento.

1

2

3

4

5

6

7

10. Ter maior conhecimento, após cursar o
ensino superior, é muito importante.

1

2

3

4

5

6

7

11. Cursar o ensino superior me garantirá
oportunidade no mercado de trabalho.

1

2

3

4

5

6

7

12. As pessoas que não possuem o nível
superior têm menos oportunidade no
mercado de trabalho.

1

2

3

4

5

6

7

13. O mercado de trabalho está aberto para
quem tem o ensino superior.

1

2

3

4

5

6

7

14.

Com o ensino superior garanto o

1

2

3

4

5

6

7

Sem o ensino superior fica mais

1

2

3

4

5

6

7

meu futuro.
15.

7962

difícil garantir o

futuro da família.

16. Quem cursa o ensino superior tem o futuro

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

garantido.
17. Ter um curso superior pode garantir o
futuro da família.
18. Na opinião dos meus pais eu devo cursar
o ensino superior.
19. Quando se trata de cursar o ensino
superior, eu faço o que meus pais acham que
eu devo fazer.
20. Para meus familiares é importante que eu
curse o ensino superior.
21. Sobre cursar o ensino superior, eu sigo o
que meus familiares acham que eu devo fazer.
22. Na opinião de meus amigos eu devo
cursar o ensino superior.

23. Procuro fazer o que meus amigos acham
que é certo, em relação a cursar o ensino
superior.
24. Na opinião de meus colegas de turma eu
devo cursar o ensino superior.
25. Quando se trata de cursar o ensino
superior, eu sigo o que meus colegas de
turma acham correto.
26. Meus professores acham que eu devo
cursar o ensino superior.

8062

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

Cursar o ensino superior depende de

1

2

3

4

5

6

7

31. Conseguirei ingressar no mercado de

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

27. Procuro seguir o que meus professores
indicam, em relação a cursar o ensino
superior.
28. Eu estou confiante de que ingressarei no
ensino superior.
29.

Para mim, cursar o ensino superior é

muito difícil.
30.
mim.

trabalho, após cursar o ensino superior.
32. O meu futuro estará garantido, após cursar
o ensino superior.
33. Ter um currículo diferenciado, após cursar
o ensino superior, é muito bom.
34. Pagar uma faculdade privada dificulta o
ingresso no ensino superior.
35. Ter gasto com transporte diminui o meu
interesse em ingressar no ensino superior.
36. Precisar gastar com alimentação diminuiu
meu

interesse

em

ingressar

no

ensino

superior.

37. Estar indeciso quanto ao curso, dificulta o
ingresso no ensino superior.
38. Pensar em dividir o tempo entre estudo e
trabalho, diminui o interesse em ingressar no

8162

ensino superior.
39. Ter que trabalhar, dificulta minha entrada

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

1

2

3

4

5

6

7

no ensino superior.
40. Questões financeiras prejudicam meu
interesse em entrar no ensino superior.
41. Não ter que pagar a faculdade facilitaria
meu ingresso no ensino superior.
42. Não saber que curso escolher dificulta
minha decisão em cursar o ensino superior.
43. Seria mais fácil entrar no ensino superior,
caso eu soubesse o curso que pretendo fazer.
44. Não tenho conhecimento suficiente, para
ingressar no ensino superior.
45. Não tenho conhecimento necessário, para
concorrer a uma vaga na universidade.

DADOS SOCIODEMOGRÁFICOS
Idade:
Sexo: 1. Fem.

2. Mas.

Cor da pele:
1. Branca
2. Preta

3. Parda
4. Indígena

5. Amarela

Renda familiar: (SM= salários mínimos)
1. Menor que 1SM
2. Entre 1 e 3 SM

3. Entre 4 e 5 SM
4. Maior que 5 SM

8262

ANEXO V
APROVAÇÃO DO COMITÊ DE ÉTICA